
O IPG (Instituto Panamericano de Gestão), a OS (Organização Social) que geriu o HMS (Hospital Municipal de Santarém) e a UPA 24h por pouco mais de 2 anos, protocolou processo Justiça no qual cobra dívida de mais de R$ 10 milhões da Prefeitura de Santarém (PA).
A ação monitória (cobrança de dívida) foi ajuizada no domingo (22), e tramita na 6ª Vara Cível e Empresarial de Santarém, que tem à frente o juiz Claytoney Ferreira.
O magistrado ainda não se manifestou sobre o caso.
O IPG cobra exatos R$ 9.974.796,00, referente a repasses contratuais que não teria sido feitos pelo município nos meses de julho e agosto deste ano, conforme o demonstrativo abaixo obtidos pelo Blog do Jeso nos autos do processo.
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A dívida atualizada, segundo IPG, ultrapassa R$ 10 milhões (R$ 10.333.590,14).
“A situação provocada pelo Município de Santarém gerou grandes reflexos negativos, ocasionando atraso nos salários de funcionários e não pagamentos de fornecedores e prestadores de serviços, culminado em diversas ações judiciais de cobrança, monitória e executiva em face do autor [IPG]”, explicou a OS na ação de 10 laudas, assinada pelos advogados Gustavo Amorim e Cristiano Fonseca.
“De antemão, não tem interesse o Autor [da ação, o IPG] na audiência de conciliação visto que todas as tratativas amigáveis restaram-se infrutíferas”.
Por decisão judicial, o Instituto Panamericano de Gestão teve que deixar a direção do HMS e UPA 24h. Em seu lugar, assumiu o controle das duas unidades a OS Instituto Mais Saúde, de São Paulo, que ganhou a chamada pública para o serviço em agosto deste ano.