Soneto Ardiloso
Revela-se um grande desafio
E uma dúvida mais que atroz
O que farei no espaço do teu cio
Quando ficar contigo a sós?
Hei de encher o teu vazio
Ao te sentir de viva-voz
E toda a aura do meu corpanzil
Vai preencher teus olhos de retrós
Haverei de atar-me a teu quadril
Homem-pingente e por um fio
A desatar todos teus nós
E na cadência desse meu ardil
Revelarei-me um belo rio
Que desemboca em tua foz
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