Esotérico amor
Há tempo que te olho diferente.
Incomoda–me teus passos nervosos,
estranha-me o som da tua voz.
Há tempo que ignoro meus sentimentos.
Escondo–me atrás de palavras,
perco–me entre sinais.
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Há tempo que o medo me trava.
Busco–te em meus sonhos,
e te deixo escapar ao amanhecer.
Quero–te tanto,
mas te esqueço no meu abandono.
Amo–te tanto,
mas deixo–me levar nas ondas da solidão.
Faz tanto tempo…
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De Lumar, poeta amazônica nascida em Santarém, do Tapajós.
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