Déja vú
A noite cheirando a açucena,
com mistérios, luzes e sorrisos.
Tua boca vermelha enlouquece,
teus olhares cínicos, convidativos.
Perco – me entre cenas, sonhos,
jogos de sedução.
Deixo – me levar pelo gosto adocicado de tua boca,
tua pele, teu tesão.
Entrego – me inteira
rompendo milbarreiras,
deixando – me tatuar
tuas marcas, teus carinhos,
tuas digitais em mim.
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De Lumar, poeta amazônica nascida em Santarém do Tapajós.
Lu querida, não precisavas ser tão explícita assim. Nosso amor se dá em qualquer tempo com todos os cheiros, mesmo açucenado. Te beijo e te abraço, inteirinha…Teu sempre admirador…
Se Lumar, me permitir, faço uma parafrase…
Déja vú
A noite cheirando a açucena,
(e em teu seio, repousa minha mão)
(a tocar teu corpo, lucido e sereno)
com mistérios, luzes e sorrisos
(entre os lençois de uma cama macia)
(macia como tua pele)
(suave como tua boca)
(tenro como teu corpo)
(fruto do meu desejo)
Tua boca vermelha enlouquece,
(teu cheiro me estimula)
(entro em extase, ao ti sentir no cio)
(como fruto de nossos desejos)
teus olhares cínicos, convidativos.
(Me fazem ver-te como a loucura dos insanos)
(insanos, os nossos desejos)
Perco – me entre cenas, sonhos,
jogos de sedução.
(meu corpo unido ao teu, meu coração na cadencia de nossas mãos)
Deixo – me levar pelo gosto adocicado de tua boca,
(coisa louca, a tocar cada canto do corpo meu)
(e nessa tua pele, louca do teu tesão).
Entrego – me inteira
(numa explosão de amor e gozo)
rompendo milbarreiras,
(sentindo apenas a levesa de teu corpo)
deixando – me tatuar
(pelo suor de nossos corpos)
(em tuas marcas, e em teus carinhos,)
tuas digitais em mim.
(fonte do meu desejo, de me realizar em ti)
(alma cabocla)