Poetas amazônicos – Faz tanto tempo

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Esotérico amor

Há tempo que te olho diferente.

Incomoda–me teus passos nervosos,
estranha-me o som da tua voz.

Há tempo que ignoro meus sentimentos.

Escondo–me atrás de palavras,
perco–me entre sinais.

Há tempo que o medo me trava.

Busco–te em meus sonhos,
e te deixo escapar ao amanhecer.

Quero–te tanto,
mas te esqueço no meu abandono.

Amo–te tanto,
mas deixo–me levar nas ondas da solidão.
Faz tanto tempo…

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De Lumar, poeta amazônica nascida em Santarém, do Tapajós.

Leia também dela:
Pesadelo.
Purificação.
Atemporal.
Náufrago.
Déja vú.
Concessão.
Terceiro elemento.


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