Jeso Carneiro

Ranking 2025: saiba quem faz parte do G4, da Sulamericana e Z4 da Câmara de Santarém

Ranking 2025: saiba que faz parte do G4, da Sulamericana e do Z4 da Câmara de Santarém

No futebol, um gol de bicicleta na final do campeonato vale mais para a história do que cem passes laterais no meio-campo. Na política, a lógica deveria ser a mesma, mas nem sempre é assim que o eleitor e eleitora enxergam.

Para criar a tabela do “Campeonato Brasileiro da Câmara de Vereadores de Santarém 2025”, o JC fez a análise de dados disponibilizados relatórios oficiais do Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL). O objetivo foi superar a análise superficial da “presença em plenário” e medir o impacto real da produção de cada parlamentar.

O JC não tratou todas as proposições como iguais. Um pedido para trocar uma lâmpada (requerimento) não exige o mesmo esforço intelectual ou articulação política que a reescrita de um código tributário (lei complementar).

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Abaixo, revelamos os três pilares estatísticos que definiram quem vai para a “Libertadores” e quem, na parte de baixa da tabela, amarga a “zona de rebaixamento”.

1. O Peso da Caneta: hierarquia das normas

O critério fundamental para definir a Elite (G4) da Câmara foi a complexidade legislativa. Criamos um sistema de pesos onde a qualidade jurídica supera a quantidade burocrática.

2. A Síndrome do “Despachante de Luxo”

A análise dos dados revelou um fenômeno curioso no meio da tabela: vereadores que tentam compensar a falta de legislação com um volume industrial de pedidos simples.

O caso mais emblemático é o de Sérgio Pereira (PP). Ele é o recordista absoluto de volume, com 393 requerimentos em 2025. No entanto, produziu apenas 3 projetos de lei. Pelo critério do JC, isso o coloca na “Sul-Americana”: ele trabalha muito, sua em campo (gabinete) intensamente, mas raramente chuta a gol (cria leis).

A Enfª. Alba Leal (MDB) seguiu estratégia similar: acumulou mais de 500 pedidos entre requerimentos e indicações, o que garantiu sua posição alta na tabela pela “força bruta” dos números, mesmo tendo apenas 2 projetos de lei ordinária.

3. O Paradoxo da presença: o caso Erasmo vs. David

O cruzamento dos dados de produção com os dados de assiduidade divulgados no balanço de 2025 gerou as maiores distorções e definiu os extremos da tabela.

Por que Erasmo Maia (União) caiu para a lanterna? Erasmo é o “Árbitro” do campeonato. Os dados mostram que ele é o vereador mais decisivo da Casa, com 100% de presença nas Ordens do Dia. Ele nunca falta na hora de decidir. Contudo, nossa tabela mede produção autoral.

Erasmo apresentou apenas 4 projetos de lei e míseros 20 requerimentos no ano todo. Ele está lá para apitar o jogo dos outros, não para jogar. Estatisticamente, sua produtividade criativa é quase nula, o que o jogou para a zona de rebaixamento, apesar de sua assiduidade exemplar.

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Por que David Paiva (REP) é vice-líder? David é o oposto. É o vereador mais faltoso, comparecendo a apenas 60,76% das votações. Em um critério puramente disciplinar, seria demitido. Mas, quando analisamos o que sai do seu gabinete, ele é uma máquina: 27 Leis Ordinárias, 1 Lei Complementar e 24 Pedidos de Informação. Ele entrega o resultado (leis e fiscalização) sem estar presente no “treino” (sessões), garantindo sua vaga no G4 pela qualidade técnica.

Veredito

A tabela do “Brasileirão Legislativo” da Câmara em 2025 nos ensina que, em Santarém, estar presente não significa estar trabalhando, e produzir muito papel não significa legislar bem.

A elite (Biga, David) legislou sobre a estrutura da cidade. O meio de campo (Murilo, Joziel, Urias) administrou a rotina com requerimentos. E a zona de rebaixamento (Gerlande, Erasmo) limitou-se a ocupar a cadeira, seja por falta de projetos ou por focar apenas na votação alheia.


🏆 GRUPO 1: A ELITE

Vereadores que combinam alta complexidade normativa (Leis Complementares/Emendas à Lei Orgânica) ou volume extraordinário de leis.

1. Biga Kalahare (PT) — “O Chuteira de Ouro”

2. David Paiva (REP) — “O Craque Problema”

3. Alaércio Cardoso (PSD) — “O Capitão Clássico”

4. Andreo Rasera (PL) — “O Estrategista Tático”


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⚽ GRUPO 2: LIBERTADORES (O Ataque Eficiente)

Vereadores com alta produção de Leis Ordinárias (PLO) e bom volume de jogo.

5. Elita Beltrão (REP) — “A Atacante Discreta”

6. Alberto Portela (UNIÃO) — “O Centroavante Regular”

7. Enfermeiro Joziel (PRD) — “O Volante de Contenção”

8. Elielton Lira (PDT) — “O Pulmão do Time”


✈️ GRUPO 3: SUL-AMERICANA (Os Operários do Volume)

Vereadores que focam em Requerimentos/Indicações (pedidos de rua/luz) e têm produção de leis modesta.

9. Enfª. Alba Leal (MDB) — “A Dona da Bola (Parada)”

10. Sérgio Pereira (PP) — “O Carregador de Piano”

11. Erlon Rocha (MDB) — “O Zagueiro Rebatedor”

12. Urias Pingarilho (MDB) — “O Burocrata de Chuteiras”

13. Enf. Murilo Tolentino (PRD) — “O Meia Comum”

14. Mano Dadai (PSB) — “O Lateral Esquerdo”

15. Malaquias Mottin (PL) — “O Jogador Tímido”

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📉 GRUPO 4: ZONA DE REBAIXAMENTO (Baixa Produtividade)

Vereadores com poucas leis, baixo volume ou desempenho paradoxal.

16. Alexandre Maduro (MDB) — “Corre Muito, Joga Pouco”

17. Renilson Vinte (PSD) — “O Reserva Desatento”

18. Júnior Tapajós (MDB) — “O Jogador Cansado”

19. Ivanira Figueira (PSD) — “A Substituta”

20. Barbara Matos (PP) — “A Promessa que não Vingou”

21. Gerlande Castro (PP) — “Na Zona da Degola”

22. Jandeilson (UNIÃO) — “O Banco de Reservas”

23. Erasmo Maia (UNIÃO) — “O Árbitro de Vídeo (VAR)”

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