
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) começa hoje (22) a julgar a ação do PDT que pode deixar inelegível o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O processo se refere a uma reunião com embaixadores estrangeiros na qual Bolsonaro difundiu mentiras sobre o sistema eleitoral brasileiro.
Ontem, em visita ao Senado, Bolsonaro, pediu que o TSE usasse o mesmo critério do julgamento da chapa Dilma-Temer, em 2017, quando a corte não aceitou a inclusão de novas provas na acusação.
“Não pode a jurisprudência mudar de acordo com a cara de quem está sendo julgado, ou de acordo com a ideologia”, disse.
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O relator, ministro Benedito Gonçalves, deve incluir em seu voto referências às minutas golpistas achadas com auxiliares de Bolsonaro.
Os apoiadores do ex-presidente não discutem mais se ele ficará inelegível, mas quando ficará. Como conta o jornalista Lauro Jardim (O Globo), eles exigem que o ministro Nunes Marques, indicado por Bolsonaro ao STF (Supremo Tribunal Federal) e titular no TSE peça vistas e postergue o julgamento por 90 dias — os 60 de prazo regimental, mais 30 do recesso de julho.
Esperam que até lá algum fato novo reverta a derrota anunciada.
Dentro do TSE, porém, há quem não acredite no pedido de vistas, pois criaria um mal-estar entre Nunes Marques e os colegas. O ministro assume a presidência da Corte no ano que vem e precisará do apoio dos pares se quiser impor sua agenda.
Com informações do Meio/Uol/Globo e FSP
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