
A Polícia Civil do Pará efetuou, na manhã desta quarta-feira (9), por volta das 8h30, a prisão de Ulisses Leite de Sousa. Ele foi preso em Santarém, no oeste do estado. A ação policial contou com a atuação conjunta do Núcleo de Apoio à Investigação do Baixo e Médio Amazonas (NAI/BMA).
A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva (ordem judicial de prisão por tempo indeterminado antes do julgamento definitivo), expedido pelo juiz José Goudinho Soares.
Ulisses responde pelas acusações de ameaça, disparo de arma de fogo e dano qualificado (estragar ou destruir patrimônio alheio com agravantes legais). A vítima das ações investigadas é a advogada Regiane Furtado Lisboa.
Histórico do atentado
As investigações policiais tiveram início após um ataque ocorrido no dia 10 de agosto deste ano, conforme noticiado pelo JC. Naquela data, entre 13h20 e 13h50, o veículo da advogada, um modelo Jeep Compass branco, sofreu um tiro na porta do motorista enquanto esteve estacionado na avenida Barjonas de Miranda, perto de uma churrascaria. O projétil permaneceu preso na parte interna da porta do automóvel.
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Pouco tempo após a descoberta do tiro, por volta das 13h35 do mesmo dia, a advogada recebeu uma mensagem de áudio no telefone celular com avisos intimidatórios.
A gravação passou por alterações digitais de voz com o objetivo de ocultar a identidade do autor.
Na mensagem, o responsável definiu o tiro como um “salve” (expressão popular do meio criminal para recado ou aviso de intimidação) e fez ameaças diretas de violência contra a advogada.
Disputa agrária e versões sobre o crime
A advogada citou Ulisses Leite de Sousa como o suspeito do crime nos primeiros depoimentos prestados à polícia. De acordo com os registros do inquérito policial, existe um histórico de atritos entre ambos em razão da atuação jurídica da defensora na Associação Aparai, no Projeto de Assentamento de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Paraíso.
Em entrevista ao portal JC, a advogada explicou que a gravação enviada pelo aplicativo WhatsApp representava uma tentativa de criar uma “cortina de fumaça” para desviar o foco da apuração policial.
Na ocasião, a advogada ressaltou que atua exclusivamente nas áreas de direito previdenciário, agrária e de mineração, sem qualquer relação com grupos criminosos ou pessoas ligadas a facções.
Após o cumprimento do mandado judicial de prisão, Ulisses fica à disposição da Justiça na Seccional Urbana de Santarém para os procedimentos legais cabíveis.
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