
É só um grupo restrito de construtoras que ganha as licitações de obras e serviços afins na Semed (Secretaria Municipal de Educação) em Santarém (PA). A denúncia foi feita ao JC por um empresário do setor, que pediu para não ser identificado, com medo represálias.
A Semed, entre todas as secretarias municipais, é a que tem a maior receita. Ela é controlada há 7 anos pelo ex-prefeito Lira Maia, condenado pela Justiça Federal por desvio de recursos milionários do antigo Fundef (hoje Fundeb).
- O candidato a prefeito da secretaria: Semed já tem dono se Zé Maria for prefeito de Santarém; veja o orçamento de 2024 da pasta.
A pasta é dirigida hoje pela irmã do réu, Maria José Maia, ex-vereadora. O orçamento previsto para 2024 da Semed é de quase 800 milhões de reais.
Segundo o empresário, no anúncio das empresas vencedoras da mais recente licitação tocada pela secretaria, a de nº 002/2023, o cartel estaria escancarado.
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A Semed foi ao mercado para contratação de empresas interessadas na “construção, reforma e ampliação de escolas na região do Lago Grande”, em Santarém. Ao todo, 17 escolas. O investimento do município no serviço é de quase R$ 35 milhões.
Entre as vencedoras, construtoras ligadas a parentes, amigos e velhos aliados de Lira Maia. Entre as quais, Tupaiu Construções, Matos Engenharia, Construtora Tapari, Machado Lima Empreendimentos Ltda, entre outras.
Elas formam um cartel, explicou a fonte do JC, com modus operandi similar ao cartel de empreiteiras que atuavam na Petrobras e cuja prática veio à tona com a operação Lava Jato.
Contraponto
Procurada, a Semed não se manifestou sobre a acusação até a publicação desta matéria. O espaço continuará aberto para o devido contraponto.
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