
Apontado pelo MPF (Ministério Público Federal) como chefão da Madeira Limpa, o empresário Paulo Sérgio da Silva, o Paçoca, foi condenado a 15 anos e 2 meses de prisão pela Justiça Federal em Santarém (PA). O regime a ser cumprido a pena é o fechado.
A sentença foi assinada pelo juiz Jorge Peixoto na quinta-feira (24). Cabe recurso de apelação junto ao TRF1 (Tribunal Regional Federal, da 1ª Região), em Brasília (DF).
Além dele, por participação em um esquema de comércio ilegal de madeira retirada irregularmente de áreas públicas da União no Pará, nos anos de 2014 e 2015, também foram condenados neste processo, ajuizado pelo MPF em 2015 os seguintes réus:
- Edimilson Rodrigues da Silva, o Ed;
- Sidney dos Santos Reis;
- Írio Luiz Orth;
- Everton Douglas Orth;
- Rodrigo Beachini de Andrade, o Rodrigão ou Bomba;
- Isaías Sampaio Lima; e
- Gabriel Ventura da Silva.
Todos eles foram julgados pela prática, segundo a denúncia do MPF, de 15 fatos criminosos, entre os quais crime ambiental, falsidade ideológica, associação criminosa, estelionato e corrupção ativa.
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A Madeireira Iller também foi condenada a pagamento de multa e proibida de fechar negócios (ser contratada) pelo poder público pelo prazo de 2 anos.
O madeireiro Alcides Machado Júnior foi absolvido. Todos os seus bens e valores apreendidos na operação Madeira Limpa deverão ser devolvidos, segundo o magistrado, após o trânsito em julgado da sentença.
A operação Madeira Limpa foi deflagrada pela Polícia Federal, a pedido do MPF à Justiça, em agosto de 2015, na região oeste do Pará. E teve repercussão nacional, inclusive foi noticiada pelo dominical Fantástico, da TV Globo.
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