
Moradores do entorno do local onde a rádio e TV Guarany, afiliada da Record em Santarém (PA), escolheu para reinstalar a torre da emissora estão colhendo assinaturas para um abaixo-assinado a ser entregue ao município, entre outros órgãos, inclusive ao MPPA (Ministério Público do Pará), contra a obra.
A torre, com cerca de 70 metros de altura, começou a ser montada nesta terça-feira (10) em um imóvel localizado no cruzamento da Barjonas de Miranda com a Silvério Sirotheau Corrêa, bairro Aldeia, a poucos metros da orla do rio Tapajós.
Por ser perímetro próxima ao rio, os moradores temem pelo pior. Isto porque a obra não tem qualquer placa indicativa de engenheiro ou empresa responsável e os trabalhadores não utilizam equipamentos de segurança.
Também não viram a construção em cimento armado de uma estrutura (alicerce) para assentar a torre. As residências naquele perímetro do bairro foram quase todas erguidas em área antigamente alagadiça.
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Acionada, a Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente), segundo relato de uma das moradoras ao blog, disse que não tinha qualquer competência para fiscalizar a obra. A Seminfra (Secretaria Municipal de Infraestrutura) chegou a interditá-la, mas não se passaram nem 24h para a obra recomeçar.
O blog não conseguiu o contraponto da proprietária da rádio e TV Guarany, Aparecida Serique. O espaço está aberto para sua manifestação.
A mudança de endereço da emissora, que deixou o prédio da travessa Sete de Setembro, próximo à Presidente Vargas, no ano passado, ocorreu por ação de despejo ajuizada pelos proprietários do imóvel – os herdeiros de Otávio Pereira.
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