
Mário de Andrade esteve em Santarém em 1927, e se registrou isso em frente à cidade, na praia, hoje praça do Pescador. No fundo da foto, o casarão da rua dos Mercadores, hoje, com outro nome.
Ele fez essa viagem acompanhado de aristocratas do café, e de familiares intelectuais da aclamada pintora Tarsila do Amaral. Três meses de viagens, resultou uma obra de nome “O turista aprendiz”.
Dizem que contém humor, com uma informalidade realmente genuína e de aguçada percepção para o inusitado. Tal relato enriqueceu ainda mais a tão vigorosa ‘A Semana da Arte Moderna’. Vejam que coisa! Vamos ler??
E ninguém inventou nada a mais que a realidade. Pois estou pedindo que invente! É uma oportunidade única ir além desse já fantástico fato. Ora, é Mário de Andrade, senhores. Sim, o que deu conselhos ao jovem escritor Fernando Sabino, e com ele trocou cartas que foram publicadas.
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Também o que entre muitos fatos primorosos da nossa nata de escritores renomados, conversou com Lygia Fagundes Telles, durante um estranho chá.
Mário de Andrade merece ter sua foto circulando nas páginas da Internet, como a “Nostalgia Santarém”, a qual me deu fonte sobre isso.
E poderá estar num arquivo do Centro Cultural João Fona, ou noutro, mas o que precisa mesmo em urgência é de alguém que abuse de uma memória como que cósmica, mística, de coisas que talvez podem ter acontecido, que poderiam ter acontecido, até que embora não tenham acontecido, irão passar a acontecer na imaginação de alguém.
É campo rico ter tido Mário aqui, na década de 20, uma parte da gênesis urbana do local onde se deixou ser fotografado.
O que precisamos é de uma fraca memória e de sobra uma capacidade inventiva, daquelas que para todos os efeitos, tudo foi acontecido. Sem meter o criador da Semana da Arte Moderna em dissabor moral, o que vai importar é a criatividade, que de quebra já veio pronta com metade de história fincada numa realidade, onde alguns detalhes passarão a ganhar vida própria numa “mentirinha mocoronga”.
Que tal?? Só um pouco.
➽➽ Jorge Augusto Morais, o Jorge Guto, é santareno, formado em direito e aprendiz da crônica reflexiva, em prosa, influenciado por uma tia, professora de literatura brasileira. Desde criança lê contos e escreve sobre dramas humanos universais, tendo como cenário uma Amazônia que pode estar na informalidade e no inusitado.
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