
O JC deu início à temporada 2026 da TV JC com uma entrevista esclarecedora. O convidado de estreia foi o sociólogo paraense Válber Pires, santareno-belterrense que hoje mora em Belém, onde trabalha como professor e consultor. Com pós-doutorado na área, ele é conhecido por suas análises que estimulam o debate sobre política, economia e relações internacionais em artigos publicados aqui no portal.
Durante a entrevista com o jornalista Jeso Carneiro, o sociólogo detalhou as camadas de tensão entre Estados Unidos e Irã. Segundo Pires, a estratégia norte-americana no Oriente Médio carece de objetivos claros, enquanto o Irã se consolida como uma peça-chave para os interesses da China e da Rússia na região.
Para o brasileiro, o consultor alerta que o prolongamento desse conflito afeta o país em dois pontos principais:
- Comércio exterior: O Irã é um parceiro importante do BRICS, e o Brasil tem ampliado a exportação de produtos agrícolas e proteínas para o país persa.
- Combustíveis: Mesmo com a autossuficiência da Petrobras, o petróleo é uma mercadoria global e o preço da gasolina nas bombas brasileiras segue o mercado internacional, que tende a subir em tempos de guerra.
A polarização nas eleições de 2026
No plano nacional, Válber Pires projeta uma eleição novamente marcada pela polarização. Ele argumenta que o Brasil não vive uma disputa entre “capitalismo e comunismo”, mas sim entre dois projetos capitalistas distintos: um reformista com foco social, liderado pelo PT, e outro de extrema direita, amparado por setores do agronegócio e pautas morais.
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O sociólogo apontou as falhas estratégicas de ambos os lados:
- Esquerda: Tem dificuldade em apresentar uma política de segurança pública eficaz, o que gera insegurança nas periferias.
- Direita: Frequentemente se posiciona contra programas sociais, apesar de setores como o agronegócio dependerem de vultosos investimentos estatais, como o Plano Safra.
Cenário político no Pará
Sobre a política paraense, Válber Pires avalia que o atual governador Helder Barbalho mantém uma liderança consolidada e “imbatível” em termos eleitorais, o que deve favorecer seus aliados na disputa pelo Senado e pelo governo estadual. Ele também comentou sobre a dificuldade de renovação na Câmara Federal, devido ao forte uso das “emendas Pix” pelos atuais deputados para consolidar suas bases.
A entrevista encerrou com um resgate da trajetória pessoal de Válber Pires, desde sua infância em Belterra e os tempos de estudos em bibliotecas de Santarém, até sua consolidação como um dos principais intelectuais do estado.
Assista!
Entrevista: Válber Pires analisa o cenário político 2026
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