Frase do dia

Publicado em por em Política

A verdade é que a matéria recoloca o jornalismo político brasileiro na Era da Pedra Lascada. Traz de volta os vídeos clandestinos, os arapongas, os dossiês secretos jogados no colo de jornalistas ditos “investigativos”.

Alberto Dinnes, jornalista, sobre a “bombástica” reportagem veiculada no final de semana pela semanal Veja sobre o ex-ministro e ex-deputado federaal petista José Dirceu.


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2 Responses to Frase do dia

  • Certo. Esse tipo de jornalismo é condenável. Mas condenável também é um tipo como o Jay Dee ficar à solta em seu bunker em Brasília recebendo às escondidas altos figurões do governo. Ele não está cassado? Não responde processo no STF como “chefe da organização criminosa” do mensalão? Por que será que ministros e próceres políticos vão ter com ele nesse esconderijo? Aí tem! Só pode!

  • Sinceramente estava ansioso, deste quarta feira dia 24, esperava a exemplo dos demais blog’s e site’s decentes que você veiculasse alguma sobre essa criminosa reporcagem que extrapolou todos os limites da tolerância ética.
    Se você me permite, vou transcrever o editorial da Carta Maior de ontem dia 30/08/11.

    “NOVA IORQUE VETA MATERIAL EDUCATIVO DE MURDOCH NAS ESCOLAS. E SEUS CONGÊNERES AQUI?

    O método de jornalismo praticado por Rupert Murdoch, ancorado em escutas ilegais e espionagem criminosa, começa a ser punido nos EUA. Thomas DiNapoli, auditor da contabilidade pública do Estado de Nova York, recusou-se a autorizar um contrato de US$ 27 milhões que o Estado tinha planejado com o braço educacional de Murdoch , a Wireless Generation. A razão implícita é a falta de idoneidade de quem pratica jornalismo delinquente para fornecer material educativo à infância e à juventude. Antes mesmo da decisão de DiNapoli sindicatos de professores já haviam batido de frente com o atual responsável pelos negócios educativos de Murdoch, Joel Klein, que foi cooptado diretamente do posto de diretor do sistema escolar de Nova York para fazer o meio de campo entre News Corp e as compras de material didático do Estado. O segmento educativo é a nova mina de ouro das empresas jornalísticas também no Brasil. A editora Abril é uma das mais atuantes no ramo. Em 2010 Grupo Abril anunciou a compra do Anglo – rede de educação especializada em cursos preparatórios para o vestibular -, tornando-se a segunda maior empresa do setor. O grupo criado a partir dessa aquisição deve faturar cerca de R$ 500 milhões e já controla as operações das editoras Ática e Scipione com um portfólio pedagógico de 3,5 mil títulos. A ‘Abril Educação’, equivalente a Wireless Generation de Murdoch, não é a única coincidência entre os dois grupos. A exemplo da News Corp, a Abril através da revista Veja também pratica um método de jornalismo assemelhado ao que levou ao fechamento do News of the World. A sintonia reafirmou-se- em recente episódio em que um repórter da revista semanal tentou instalar um equipamento de espionagem no quarto de hotel ocupado pelo ex-ministro José Dirceu, em Brasília. Uma camareira acossada pela reportagem de Veja para colaborar na invasão denunciou o método criminoso de jornalismo que, desta vez, foi abortado. O MEC e o governo de São Paulo, que tem suculentos contratos com a Abril Educação, bem como a UNE e sindicatos de professores não se manifestaram sobre o episódio.”

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