O blog, a propósito dos 60 anos de fundação da extinta Tecejuta, que se comemora hoje (10), convidou diversas pessoas – e quase todas elas toparam – escreve uma lembrança indelével da fábrica.
Ao longo do dia, esses relatos serão publicados.
E você, qual a recordação que te toca fundo da Tecejuta?
Remeta-nos!
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Valor de fábrica desapropriada é contestado.
Parabéns, Jeso, mais uma vez, pelas histórias e momentos de Santarém que você levanta e comenta. Recordar é viver, e isto fica bem claro à medida que vamos lendo os relatos e comentários dos santarenos que viveram estes momentos.
A Tecejuta também marcou a minha infância e não apenas por seu famoso apito, que eu ouvia claramente, uma vez que morava no bairro da Prainha. Ocorre que minha mãe trabalhava lá, como tecelã, e eu, como moleque, era encarregado de levar até a Tecejuta, a marmita com suas refeições. Lembro de uma vez em que desastradamente caí com a marmita, a comida esparramou pelo chão, o que me rendeu bons cascudos. Bons tempos aqueles, da tecejuta e da minha infância. Definitivamente estamos ficando velhos …. rsrsrs
o time da tecejuta não jogava nada porque faltava fibra……
Caro Jeso,
A fábrica Tecejuta marcou a minha infância, minha mãe constumava acabar com nossa pelada em frente de casa quando soava o Apito da Indústria de juta e malva. E ai daquele que não corresse pro banho! Também era através desse apito que meu pai controlava saídas e chegadas da molecada toda que estudavam na Escola Paroquial São Francisco.
Já um pouco maior, relembro o excelente time de futebol que a Tecejuta formou pra disputar o campenato santareno. E foi uma grata surpresa, pois fez uma bela campanha no primeiro ano, mas logo depois da segunda participação, teve que desistir pois não conseguiu reeditar a performance anterior em virtude de que seus melhores jogadores se bandearam pra S.Francisco e S.Raimundo deixando o time muito fraco. Se não me falha a memória só foram 2 participações. Sua camisa era idêntica a da seleção brasileira e por isso ganhou a simpatia dos torcedores locais, principalmente do bairro da Prainha. Pena que tenha sido só uma núvem passageira, mas revelou vários atletas que brilharam nos grandes de Santarém. Talvez o melhor deles tenha sido o PETRÓLEO que mais tarde fez sucesso no alvinegro da Pérola do Tapajós. Bigode, em fim de carreira e Bayrom também jogaram lá.
O tempo passa…
Abs
ainda garoto morador da Latada na grande Prainnha, acostumado a ver diversos operários e operárias se encaminharem a maioria em suas ‘monarkes” enfileirados pelas ruas de chão batido em direção a industria (talvês a única da cidade). Fato é, que a maior lembrança que muito me chocou foi quando noticiado em edição extra, na Rádio Rural ou Rádio Clube da época, um escalpelamento de uma operária, onde toda a atenção da população se voltou ao triste fato.
Caro Jeso,
Apesar de não ter acompanhado toda a história da Tecejuta, há algo que não me sai da memória de quando éramos crianças ainda…
O famoso APITO DA TECEJUTA era o nosso “relógio” para muitas coisas. Marcava o início do dia letivo (a entrada no Frei Othmar era quase conjunta com o apito da fábrica), a hora do almoço e também o final do dia…
Aquele apito foi meu primeiro “relógio auditivo das horas”…