Do leitor que se assina Antônio Jequtibá, sobre o artigo Sujeira é praga ou parasita?:
Meu caro Helvecio,
Joga-se tudo nos rios amazônicos, principalmente aqui em Santarém. Nossa orla, em frente à cidade, existem pedaços de estacas de concreto e cimento usados na construção da mesma. A Mello de Azevedo, empresa que a construiu, teve a irresponsabilidade em deixá-las lá.
Dói-me na alma quando vejo a poluição legada a nossos futuros netos. Bem, sujeira faz parte da população mal educada e desprovida de qualquer senso de preservação ao meio ambiente. A educação ambiental em nossas escolas talvez ainda consiga salvar parte de nosso meio ambiente.
E cadê as ONGs ambientalistas para lutar contra o esgoto e lixo jogado no rio? Estranho né?
Publicada no Diário do Pará de domingo, entrevista com o advogado Ismael Moraes, especialista em questões socioambientais, na qual ele faz uma observação relevante.
Textualmente, diz o profissional: “O que determina em grande medida a qualidade de vida (das pessoas ) não é o Estado, mas o governo local do município”.
Se um prefeito procura fazer o tal “dever de casa”, aplicando corretamente os recursos – muitos ou poucos – disponíveis, dá perfeitamente para oferecer padrão de vida às populações acima do nível de miséria registrado em quase todos os municípios, à exceção daqueles cujos dirigentes locais administram com seriedade.