Usinas do Tapajós serão executadas, diz ministra

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Folha de S. Paulo

Em meio às pressões de povos indígenas, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) afirmou nesta quarta-feira (12) que o governo respeitas as reivindicações dos índios, mas que “as usinas hidrelétricas necessitam ser executadas e serão executadas”.

Cerca de 150 índios invadiram a sede da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Brasília, num ato, pacífico, realizado por indígenas de quatro etnias (arara, xipaia, caiapó e mundurucu), prejudicadas pelas hidrelétricas de Belo Monte e do rio Tapajós, no Pará.

“A questão indígena tem dentro do governo o respeito total, mas também tem as tarefas, digamos assim, as necessidades da nação. O ministro Gilberto Carvalho [Secretaria-Geral da Presidência] disse que vamos evitar conflito e que as usinas hidrelétricas necessitam ser executadas e serão executadas”, disse Ideli.

usinas no rio Tapajós
As 5 usinas planejadas pelo governo federal para o rio Tapajós

A ministra disse ainda que “lamentava” a convocação de Carvalho aprovada hoje na Comissão de Agricultura da Câmara para explicar a demarcação de terras indígenas. A iniciativa é mais um instrumento de pressão contra a atuação da Funai (Fundação Nacional do Índio) e para acelerar o novo sistema de definição de terras indígenas prometido pelo governo.

Leia mais em Ideli diz que governo respeita índios, mas que hidrelétricas ‘serão executadas’.

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6 Responses to Usinas do Tapajós serão executadas, diz ministra

  • A quem interessa a construção das hidrelétricas no Tapajós e outros rios do Brasil? E a quem interessa não construí-las? A construção interessa ao Brasil, do qual fazemos parte; a não construção interessa apenas a ONGs inescrupulosas, padres alienados e políticos aproveitadores, que lucram com os ambientalistas de sofá.
    A energia a ser gerada pelas futuras usinas do Tapajós é necessária para alavancar o desenvolvimento da região, possibilitando a construção de parques industriais e distribuição de energia melhor para nossa população. Em vez de ouvirmos a voz dos que, na rádio, por exemplo, clamam e vociferam contra o progresso “capitalista”, deveríamos planejar o crescimento da região, seu desenvolvimento, a conservação/exploração controlada dos recursos naturais e a cobrança de benefícios para o Oeste do Pará.
    As ONGs deveriam colaborar para que os projetos causem o menor impacto ambiental possível; os padres deveriam fazer seu trabalho, prestando serviço religioso e salvando as almas dos pecadores (por exemplo, convertendo em bons cristão os trabalhadores que, longe das companheiras, enchem os prostíbulos nos dias de folga; por que não levá-los para a igreja e ensinar a eles a castidade e a fidelidade no casamento?), e não se intrometendo em questões do Estado; e os políticos deveriam cumprir sua obrigação, o que quase nunca fazem.
    Quem é contra as hidrelétricas, desligue sua chave geral e acenda a lamparina.
    E aqueles que acham que a “ditadura” do Governo Federal está invadindo a região, também têm opção: proclamar a independência da Amazônia Brasileira, afastando para sempre a “intromissão” e a “invasão” do Brasil na Amazônia… Não haveria mais mineração, nem hidrelétricas, nem Transamazônica, nem Ferrovia da Soja, nem portos graneleiros, nem UFOPA, nem gaúchos…
    A Amazônia independente seria um paraíso! Apenas plantio de mandioca e macaxeira, e coleta de açaí, taperebá e muruci (sem exportar nada, para garantir a fartura e preço baixo); apenas pesca com malhadeira, vendendo as poucas cambadas para garantir a farinha daquele dia; apenas autêntica medicina cabocla, sem remédios importados do Sul; apenas carimbó, sem vanerão nem “sertanojo” nem axé…
    A única disputa política seria pela escolha da capital da República da Amazônia Ex-Brasileira: Belém? Manaus? Santarém? Por que não Cametá?
    Mas quem quer perder toda a bufunfa arrecada por todos os cidadãos do Brasil e investida na região? Acham que os políticos vão querer perder essa mamata?
    Vamos deixar de hipocrisia!

  • Caros,
    Essa necessidade por energia hidrelétrica é interessante.
    O uso da água para transformar em energia tem duas faces: o recurso (água) está na bacia do Tapajós e o insumo (energia) deve beneficiar grandes consumidores.
    O Governo está sendo empurrado pelo grande setor produtivo a fazer as hidrelétricas.
    Esse cenário de necessidades é benéfico às populações dos municípios que fazem parte da bacia do Tapajós. A energia tem valor de mercado bem estabelecido. Esse é o primeiro parâmetro para uma negociação de uso da água como matéria prima para a produção de energia.
    Essa água está localizada em espaço específico, é recurso natural durável, renovável e, progressivamente, escasso.
    O uso da água para a produção de energia irá reservar parte desse recurso, por longo prazo e em espaço territorial abrangente. Esse é o contexto local, o da disposição dos habitantes locais em aceitar, e por quanto, essa situação.
    Resta apenas a serenidade e o preparo de toda comunidade local, mas principalmente das instituições de ensino superior, associações comerciais, igrejas e grupos organizados para colocar em pauta essas questões.

  • Caros,
    Essa necessidade por energia hidroelétrica é muito interessante para os habitantes da bacia do Tapajós. Energia é insumo durável e necessário para garantir aumento de produção e crescimento da economia do País. Essa fonte renovável não está disponível em qualquer lugar, mas em lugares específicos, como é o caso do Tapajós. Os maiores consumidores não estão localizados na bacia do Tapajós, mas bem distante dali. É nesse cenário que deve se colocar e posicionar as administrações públicas municipais da bacia do Tapajós, as associações comerciais, as igrejas, as escolas, as instituições de nível superior e todo cidadão esclarecido.
    É hora de bancar uma discussão madura, consequente e organizada.
    Trata-se de discutir o uso do recurso água com ocorrência localizada para transformá-lo em insumo durável, com valor de mercado bem definido. Esse é o campo econômico da situação, de ampla abrangência.
    Há necessidade de discutir as questões locais, específicas, como as transformações, sociais, culturais e de paisagem da bacia do Tapajós.
    Se essas discussões não forem realizadas, os habitantes da bacia do Tapajós continuarão a fornecer insumo de qualidade e receber produto (energia) sem qualidade (pisca-pisca). Mais ainda, continuarão a fornecer insumos nobres e a receber em troca as “bolsas qualquer coisa” do Governo Federal.

  • Se as usinas vierem que sirvam energia de qualidade e a preço bom primeiramente aos tapajônicos. E por falar em energia, na Celpa a desordem é tanta que ela se quer consegue cobrar a tarifa certa dos usuários, pois conheço um grande edifício onde os apartamentos pagam tarifas de 20, 26 reais por mês e usam centrais de ar condicionado e outros equipamentos eletrôncios o dia inteiro, todos os dias, sem falar no pisca-pisca que virou nossa energia, sem falar nos gatos que brigam por espaços nos postes da periferia, enfim. No final a conta sobra pra uma parcela da população que continua a ser explorada. Reclamar pra quem? No País do “bilhão” para estádio de futebol, transposição do rio São Francisco, aeroporto, etc, continuamos calados e não mais nos indignamos com o que acontece ao nosso redor. Nós ou nossas instituições falidas ou sem credibilidade sequer tivemos competência para cobrar explicações sobre o grande mistério do Lula e seu filho Lulinha ficarem bilionários do dia pra noite. Somos incompetentes mesmo.

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