
O poker é uma das modalidades que mais crescem no norte brasileiro, e o Pará está muito bem representado por competidores que conseguem bons resultados em grandes competições nacionais.
No Estado, não faltam clubes especializados e competições para a prática desse esporte.
Santarém já foi casa de muitos eventos importantes dessa modalidade. Em 2016, o Tapajós Poker Clube sediou o TPC 10K que ofereceu cerca de R$ 10 mil como premiação para o vencedor.
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Em setembro do ano passado, a cidade recebeu competidores de vários lugares do Estado para a realização de uma etapa do Norte Poker Tour (NPT) — equivalente ao campeonato estadual desse esporte.
O NPT segue como o principal circuito de poker do Pará. Neste ano, a competição está centrada em Belém e em abril aconteceu a segunda etapa do evento. O NPT tem premiação em torno dos R$ 50 mil e é apoiado pela Federação Paraense de Texas Hold’em (FEPATH).
A maioria das etapas do NTP acontecem no Vegas Club, localizado na capital do estado. Referência no poker do norte brasileiro, esse clube será uma das sedes do T.I.P. Million, novo circuito desse esporte que vai distribuir cerca de R$ 1 milhão por edição em 2018 e terá competidores de todo Brasil.
CIRCUITO MUNDIAL
Entre os clubes credenciados para receber etapas do T.I.P. Million, o Vegas Club aparece ao lado do Saloon Poker Spot (Manaus/AM) como os dois únicos representantes do norte.
O campeão da primeira etapa vai ter a chance de disputar uma edição do WSOP (World Series of Poker) — principal circuito mundial da modalidade e que também conta com etapa no Brasil.
O Pará tem alguns competidores que representam o Estado Brasil afora. Um deles é Glauter Oliveira, que participa de eventos em várias regiões do país. “Em Belém, há torneios todos os dias. Acredito que aqui já tem algo em torno de 2 mil competidores”, afirmou em entrevista ao Diário Online.
Glauter esteve no elenco do Campeonato Brasileiro de Poker por Equipes (CBPE) de 2017, quando o time paraense ficou com a 12ª colocação. Não foi uma posição baixa, visto que 18 seleções estaduais estiveram no circuito. O Pará ficou à frente do Ceará, Minas Gerais, Paraná, Tocantins, Pernambuco e Bahia, respectivamente.
Além de Glauter, os competidores Elvis Renan, João Bosco Junior, Lucca Mendes e Raquel Paula representaram o Estado na competição sediada em São Paulo.
A melhor colocação do Estado paraense no CBPE veio em 2014, quando a seleção ficou com a quinta posição.
Desde então, o poker do norte já mostrou sua força no cenário nacional e conquistou duas edições desse importante circuito. Na mesma edição em que o Pará ficou em quinto, Amazonas ganhou o título. Em 2015, a seleção de Rondônia/Acre ficou com a conquista.
POKER PARAENSE
No âmbito do poker amador, Pará conta com outros competidores que já fizeram bonito, como é o caso de Charlston Betzel. Em 2016, ele ficou na oitava colocação de uma etapa importante do BSOP (Campeonato Brasileiro de Poker), disputado em São Paulo. Na ocasião, Betzel ficou com premiação de R$ 38,5 mil.
As mulheres também estão na cena do poker paraense.
Uma das maiores representantes é Raquel Paula, que esteve no elenco do Estado no CBPE do ano passado. “Tenho muito a aprender, principalmente com as pessoas que praticam comigo. Fiz amizades brilhantes no poker. Fico feliz de participar do campeonato com uma equipe tão fera, tão técnica, e que está me ensinando muito”, diz a competidora antes do CBPE.
Nos bastidores, Piragibe Lindolfo é o homem mais importante do poker paraense. Ele foi quem organizou a federação estadual e abriu o clube mais relevante do estado — o Vegas Clube. Durante muitos anos, o empresário e também competidor compareceu a vários circuitos de relevância internacional, como o Latin America Poker Tour (LAPT), BSOP e WSOP.
“Comecei a praticar regularmente de 2010 pra cá. Depois, teve o interesse do Igor Federal (presidente da Confederação Brasileiro de Texas Hold’em) em montar uma federação no Estado e ele chamou para fazer. E eu montei”, conta Piragibe.
A ascensão do poker paraense é contínua. Após bons resultados no CBPE e o advento dos circuitos locais, aos poucos o Estado está se tornando uma referência no poker do norte. Tudo isso com profissionalismo e impulsionado por competidores de qualidade que representam o Pará em vários torneios brasileiros.
O Santareno Jéferson Zaminhan já conseguiu excelentes classificações. Já faturou prêmio de mais de R$120.000,00, com o 3o. lugar em etapa High Holler do BSOP. Recentemente, em Brasília, chegou em 5o. em etapa do BSOP.