O problema é que foram ficando “pro MUITO tempore”. Já se vão 3 anos e 5 meses, quase o tempo de um mandato legitimado pelas urnas no estado democrático de direito.
Anselmo Colares, professor, sobre o reitor pro tempore da Ufopa, Seixas Lourenço, e as demais pessoas nomeadas por ele para cargos de chefia na universidade. Em artigo publicado ontem (16) neste blog.
Como já passaram mais de dez anos na tutela de um didator quando era apenas campus da UFPa, já estão bem acostumados. E ainda estão com sorte por parecer que há mais alguém interessado em ser reitor, pois na UFPA, se o atual não tivesse disposto mais esse terrível sacrifício, ninguém mais queria ser tal coisa.
Reitor santareno ou não, acredito que esta não seja a questão principal, mas um Reitor eleito pela comunidade e que tenha diálogo. Que não apenas dê canetadas nas poucas vezes que vem à Santarém, mas alguém que seja a favor da democracia. Nessa administração não é possível ver isso infelizmente.
O desenvolvimento da região depende, dentre outras coisas, da Ufopa ter estrutura pra funcionar e atender os cursos com qualidade boa.
Não foram feitos os laboratórios. Agora às pressas parecem estar fazendo ali na antiga garagem umas instalações. É o que vemos desde que foi publicado no site do uol a reportagem sobre o descaso na Ufopa. Na foto do site da Ufopa vemos pedreiros e pintores trabalhando numa construção. Os cursos da Ufopa iniciaram em 2010 e somente agora é que vão entregar oslabs? Estranho.
Os cursos precisam disso há muito tempo.
É uma pena que o governo do PT tenha transformado nosso sonho de ter uma Universidade na região em pesadelo nomeando e deixando por tanto tempo (re) esse Sr. como Reitor da Ufopa.
Que bom que até o professor Anselmo já vê isso. Não que o ache uma liderança, não é nada disso! Afinal ele apoiou a reitoria na eleição do Consun (foi candidato inclusive contra a decisão de sua categoria docente que reunida decidiu não legitimar esse Conselho Superior nos moldes que foi formulado pela Reitoria – só pra recordar), mas cito o professor por ver que nem os apoiadores de antes estão aguentando essa situação de prolongamento do Pró-Tempore.
É preciso que haja eleição. Será que o Ministro Mercadante está cego ou encantado que depois de tanto tempo não consegue ver isso?
Carlos,
Na verdade, houve um acordo de cavalheiros entre o reitor e o PT. O governo federal ficou alheio à situação da UFOPA (ditadura, ação entre amigos, etc) em troca da nomeação do Cláudio Scliar, pró-reitor filiado ao partido. Só que o que o PT não sabia ou não levou em conta é que o Scliar é amigo pessoal do REItor. Foi um golpe de mestre do “imperador”, temos que admitir. E o Mercadante só está preocupado com a eleição para governador de SP ou com a chefia da Casa Civil do eventual segundo governo Dilma. Pode tirar o cavalinho da chuva a este respeito…
É ISSO QUE DÁ IMPLANTAR UNIVERSIDADE NA VÁRZEA !!!
A UFOPA precisa urgentemente de um reitor que seja professor efetivo da casa, que more em Santarém em tempo integral e que, de preferência, seja santareno. Chega de gente que não mora aqui e não tem nenhum interesse em desenvolver a região!
Como não tem interesse em desenvolver a região, se ele Seixas Lourenço foi o grande mentor e executor da implantação de uma Universidade no interior do Estado.
Você quer ser reitor, não é mesmo!
Ele tem interesse em ter poder político. Eu não tenho o menor interesse em ser reitor. Quero, sim, uma universidade decente, sem autoritarismo, sem nepotismo e sem conluios.
Estou enganado ou notícias da época, acompanhadas por mim à distância da terrinha, informavam que o processo de construção dessa universidade foi feito há muitos anos, por membros da sociedade organizada, incluindo os locais onde funcionavam aqueles campus da UFPA? Pelo que acompanhei, e sou um assíduo leitor das noticias daí, o(s) mentor(es) da UFOPA sempre ficaram apagados na NOVA história, foram atores anônimos que acreditavam nessa necessidade e buscavam o desenvolvimento local. Não creio que eu esteja enganado ao afirmar que o atual reitor não foi o mentor da ideia, embora se reconheça que enquanto reitor da UFPA, nas últimas décadas do século passado, ele tenha se destacado com o programa norte de interiorização. Eu torço e acredito nessa universidade aí, pro nosso povo, pra nossa gente, mas que seja despida de tantos escândalos.
Por que precisa ser santareno o novo reitor? Que preconceito besta é esse? Reserva de mercado!
A UFOPA é federal, ou seja, pertence à União, é custeada por verbas da União, ou seja, de todos os brasileiros (se não sabes o que é a União Federal, consulta a Constituição).
Qualquer brasileiro ou brasileira pode prestar concurso para trabalhar na UFOPA ou concorrer a uma vaga nos cursos da UFOPA, e qualquer docente da UFOPA tem o direito de concorrer à reitoria. (Não sou santarena, mas tenho esse direito, ou tu achas que não?)
Não sou a favor do que está acontecendo na UFOPA, mas também não podemos comprar essa falácia de destinação da UFOPA apenas para quem é da região.
É o típico discurso de quem é contra quem é de fora porque teme ter que dividir o poder.
Concordo plenamente com sua fala.
Eu nem sou santareno. Mas acho que um reitor santareno seria simbolicamente bom para a universidade e para região. Só isso, dama destemperada!
Destemperado é você, não sabe conviver com opiniões divergentes? Falam do Seixas, mas são autoritários, arbitrários, só não tiveram a chance de mostrar isso. Conheço bem vocês todos. Vendem uma ideia de pluralismo, mas quando ouvem uma voz destoante, logo se emparedam e tentar sufocar essas vozes.
Acordo da Novartis será Alterado
O acordo entre a organização BioAmazonia e a multinacional Novartis Pharma será modificado, segundo apurou a “Folha de SP”.
As pressões do Ministério do Meio Ambiente, as ações na Justiça e, principalmente, a repercussão negativa vão influir na revisão do contrato até o fim de julho.
O governo federal já deu sinais de que quer manter o contrato com a Novartis.
Teme que um cancelamento do acordo possa interferir em futuros acordos de pesquisa genética na Amazônia.
Nao devem ocorrer mudanças nos valores. Serão investidos US$ 4 milhões em três anos, mais 1% de royalties nas vendas de remédios feitos com princípios de bactérias e fungos da Amazônia.
“Estamos aguardando uma posiçào oficial do governo federal e continuamos dispostos a fazer um contrato”, declarou Otto Kneubuehler, diretor-presidente da Novartis brasileira.
A alteração mais disputada, no entanto, diz respeito a quem terá o direito de negociar os próximos contratos. A direção da BioAmazonia encomendou pareceres jurídicos assegurando seu poder de realizar parcerias como a da Novartis. O Ministério do Meio Ambiente quer ter a palavra final.
“A reserva genética da floresta amazônica será explorada. Temos o poder de fazer acordos nesse sentido e vamos exerce-lo”, disse Wanderley Messias da Costa, diretor-geral da BioAmazonia.
É uma ironia. A BioAmazonia foi criada pelo governo federal exatamente para controlar os contratos de pesquisa genética. A BioAmazonia recebeu neste ano R$ 1,5 milhão em verbas públicas, mas funciona como uma entidade independente.
A disputa é também uma questão política. A BioAmazonia foi idealizada e é presidida pelo físico José Seixas Lourenço, ex-secretário de Coordenação da Amazonia, indicado pelo vice-presidente Marco Maciel (PFL-PE). Hoje o ministro do Meio Ambiente é José Sarney Filho (PFL-MA).
Fonte: Folha de SP, 19junho2000
https://www.sbq.org.br/publicacoes/beletronico/bienio2/boletim181.htm#4
Você trouxe uma informação de 2000.
Procure construir sua história sem tentar desqualificar a história de outros.
Seixas Lourenço tem muito mais bagagem que todos esses pseudo intelectuais ativista virtuais, que só sabem criticar, mas de ação mesmo, nem limpar uma casa.
Quando eu falo de ação, é para construir e não para destruir carreiras.
Construa a sua!
Eu já estou construíndo a minha! O que não se faz pra manter uma boquinha, hein!
Pro-tempore e contra os interesses do povo amazônida! Cuidado, comunidade santarena, pois este pólo tecnológico do Tapajós que o Seixas Lourenço está tentando implantar pode ser um meio dele reeditar algo nos moldes que ele tentou fazer com a Novartis. Vejam notícia daquela época, ainda disponível na internet:
https://www.terra.com.br/brasil/2000/05/31/043.htm
Ou ainda, no site da UNICAMP:
https://www.ige.unicamp.br/parbio/page/show/43
Pouco depois desta notícia, ele foi retirado do cargo que ocupava, pois o acordo foi considerado lesa-pátria.