Em cerimônia realizada hoje (9), em Brasília, tomaram posse como reitora e vice-reitor, respectivamente, da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará) Raimunda Monteiro e Anselmo Colores, eleitos na primeira eleição direta realizada na instituição. O evento foi presidido pelo ministro da Educação, José Henrique Paim. Na foto, os dois professores com os termos de posse.
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Caro Leandro,
Não foi apenas uma viagem para assinar um Termo de Posse.
Estes dois dias estamos fazendo uma maratona em diversos setores no MEC e também no MPOG, fundamentais para que a Ufopa possa manter suas atividades, tanto dos contratos assinados na gestão anterior que não concordamos com valores mas que já estão em curso, quanto de necessidades reais e imediatas diante de um orçamento contingenciado e de demandas de todas as outras IFES.
Não vou alimentar qualquer discussão inócua, mas quando sinto que é um dever moral dizer alguma coisa o faço em nome do zelo pelo que construí ao longo da vida. Tenho autoridade moral para me indignar com insinuações maldosas e desrespeitosas. Esta gestão que agora finalmente inicia de forma plena, poderá ser acusada de várias falhas pois não somos perfeitos, mas tenho a firme convicção de que não será acusada de esbanjamento do dinheiro público.
Viagens a Brasília são inevitáveis. Passeios são sempre salutares e importantes para uma vida saudável, mas não precisamos usar a função para fazer isso.
Caro Anselmo,
Viajar a Brasília para tomar posse em cargo administrativo seria um luxo para uma universidade que ainda é um embrião, passa por disputas entre grupos e se encontra no interiorzão da Amazônia.
Se para uma universidade pública já consolidada, com respeitabilidade já conquistada, é difícil manter programas de pesquisas, fico imaginando iniciar a UFOPA, que pretende construir uma ciência local fomentada por professores formados em bases científicas generalistas.
É bom não esquecer que os cargos de reitor e de vice reitor são públicos. A divulgação de imagens e notícias da posse em Brasília simplificam o exercício desses cargos, que estão sujeitos às regras da administração pública.
Jeso,
Se o mundo universitário da UFOPA girar em torno de Seixas/Aldo e Raimunda/Anselmo, isso representa uma simples cópia de RaiXFran, AldeiaXPrainha. O mundo universitário é mais amplo, como a própria expressão sugere e tu deves saber disso.
A proposta regionalista da UFOPA visa criar programas “destinados a produzir ensino, pesquisa e extensão com forte apelo amazônico”. Portanto, meu caro, a missão de qualquer universidade extrapola simplificações.
Quem iniciou as simplificações aqui sobre o caso foste tu, Leandro, naquele infeliz e desnecessário primeiro comentário. Deves desculpas por isso. Agora sim voltas a escrever com a inteligência que tem sido peculiar a 90% dos teus comentários aqui postados.
Caríssimo Jeso,
Além de mediador és um quantificador de inteligência.
Saudações de fim de semana.
Saiba, Leandro, que as tuas intervenções, via comentários, qualificam muito este blog. Te falei isso anteriormente por linhas tortas.
Proveitosas leituras neste final de semana.
A UFOPA não é em Santarém? Por que a posse em Brasília?
Foram tomar a bênção do Ministro? Ou a dupla já aproveitou para dar um passeio?
Leandro, a posse em Brasília faz parte do ritual. É o ministro que tem que empossá-los. Daí a cerimônia. Não há nada de ajoelhamento. Pela primeira vez, leio um comentário teu insensato, que não reflete a qualidade dos já publicados aqui de tua autoria.
Ritual, cerimonial ou ato administrativo? Posse é ato administrativo do serviço público. A Universidade se interioriza, mas os atos administrativos continuam em Brasília. Quem está ajoelhando?
Qual a “culpa” dos vitoriosos nas urnas Raimunda Monteiro e Anselmo Colares em cumprir o “ritual” (ou ato administrativo, como escreves) em Brasília, sacramentado pelo burocratismo brasileiro? Menos, Leandro! Vc. está se comportando como as histéricas viúvas dos derrotados Seixas Lourenço/Aldo Queiroz. A hora é de aplausos. Terás muito tempo para fazeres as tuas críticas, 90% consistentes, sobre a gestão deles, afinal são 4 anos de mandato.
Jeso,
As eleições já se encerraram! O teu comportamento, sim, ainda é de cabo eleitoral. A vitória não é de grupos, muito menos contra grupos, mas de uma proposta para gerir uma universidade pública fundamental para o oeste do Pará.
Será que a UFOPA, no seu nascimento, resiste às disputas entre e ao “burocratismo brasileiro”?
Já encerraram há meses, e esse teu comentário inicial parece pura bílis de quem perfilava ao lado da dupla Seixas/Aldo. Repito: terás 4 anos para teceres as tuas críticas.
A democracia há de sempre prevalecer, depois da bonita e disputada eleição, a vontade da maioria foi respeitada. E esses dois competentes gestores honrarão com certeza os compromissos assumidos.
Bonita disputa??
Espero mesmo que resolvam final mente trabalhar, afinal atropelaram o processo seletivo desse ano, não estão fazendo as chamadas para preencher todas as vagas, não divulgaram a listagem com nota de todos e sua colocação em primeira opção de curso, apenas foram chamando por quantidade certa de vaga, e nas posteriores chamadas a quantidade remanescente, e pararam agora mesmo com muitas vagas e com as aulas seguindo normalmente, não respeitando o próprio edital divulgado por tal reitora, espero realmente uma gestão transparente, séria, e que honre pelo menos com o básico. O tempo ta passando e a gestão não tá resolvendo, o DRA da PROEN/UFOPA diz apenas que estão verificando, engraçado isso lançar um edital e depois de 3 chamadas analisar se terão condições de atender sua própria demanda, que é aixa levando em consideração que em 2013 eram 1200 vaga e esse ano passou para pouco mais que 800.
E isso meu amigo faz parte dessa reitoria ai que foi empossada. Afinal ela era ja estava como reitora.
Enfim, empossados! Que venham os bons frutos e que saibam gerir uma universidade que ainda hoje vive em ebulição, como deve ser toda universidade.
Em homenagem aos amigos Raimunda Monteiro e Anselmo Colares, republico a poesia que fiz nos anos 1990 quando estudava no Campus da UFPA e que também usei durante a campanha da Ufopa para relembrar a diversidade da adversidade que hão de encontrar nesta nova universidade:
Universidade
Unir o verso à cidade,
na adversidade,
diversidade de opiniões.
Fazer do verso utilidade,
versatilidade,
intensidade de emoções.
E se quiser ver a cidade,
da veracidade,
unir o verso à razão.
No universo da verdade,
a universal idade,
da universalidade: sim e não.
E em meio à tal felicidade,
da infeliz cidade,
unir o verso à paixão.
Sentir do verso a saudade,
na universidade,
ser o reverso da ilusão…
Quê legal ! Eu que já não sou universitário, mas continuo com o espírito; me regozijo com os professores laureados ! Alegria, muitos êxitos na função e missão; que seçjam cumpridas com denodo e muita satisfação ! Meus efusivos parabéns. Do admirador em tela. “Que os anjos digam amém ou aleluia e o sino da Igreja Matriz …, !!!
Caro Jeso,
É uma imagem histórica, mano!
Registro aqui meus cumprimentos aos professores Raimunda Monteiro e Anselmo Colares, desejando-lhes uma gestão fecunda de diálogo, muitas realizações e plena de sabedoria. Ambos reúnem condições de dirigir a Ufopa rumo à excelência universitária: têm conhecimento, história de luta e vivência democrática.
Abraços fraternos,
Prof. Samuel Lima
Faculdade de Comunicação da UnB
Um da familia sensato. Que bom!
Duas pessoas muito competente que tem tudo para fazer uma boa gestão, só que precisam melhorar o atendimento a setores importante da UFOPA como setores operacionais como é o caso do almoxarifado, DINFRA e outros, que realmente colocam a mão na massa, mas que a muito tempo se sentem desprestigiado.