Grupo Mônaco enfrenta investigações e divide império familiar sob o comando de santarena

Publicado em por em Altamira, Negócios, Pará, Santarém

Grupo Mônaco enfrenta investigações e divide império familiar sob o comando de santarena
Francy Chaves, inventariante nomeada pela Vara de Família de SP. Foto: reprodução

O Grupo Mônaco lançou oficialmente o “Projeto 10 Bi”. A meta é direta: saltar o atual faturamento de R$ 6 bilhões para a marca de R$ 10 bilhões. A reestruturação financeira marca um ponto de virada para o conglomerado, fundado em Altamira (PA) pelo empresário Armindo Denardin, falecido em julho de 2025.

A corporação hoje atua em 7 estados. Mantém operações robustas em concessionárias de veículos pesados, automóveis, motocicletas e aviação. Em 2022, o grupo diversificou seus ativos ao adquirir 50% do Banco Luso Brasileiro.

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A expansão ocorre sob a liderança do CEO Rui Denardin e coincide com um período de forte exposição da diretoria.

Recentemente, Rui ganhou notoriedade pelo volume de doações financeiras direcionadas a campanhas políticas, figurando entre os financiadores de Ricardo Nunes à Prefeitura de São Paulo (2024) e de Marcel van Hattem ao Senado pelo Rio Grande do Sul (2026).

Há, no entanto, passivos regulatórios no horizonte da atual gestão. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aplicou penalidades administrativas ao CEO e a outros administradores do Grupo Mônaco. A sanção ocorreu por descumprimento de obrigações ligadas às regras de prevenção à lavagem de dinheiro.

Em uma frente paralela e distinta, o Banco Luso Brasileiro entrou no radar do Ministério Público e do Banco do Brasil durante investigações que apuram supostas infiltrações do PCC no sistema financeiro.

Iventariante santarena

No âmbito familiar, a sucessão do império construído por Armindo Denardin atrai os holofotes para Santarém, no oeste paraense. Francy Chaves foi nomeada inventariante pela 4ª Vara da Família e Sucessões de São Paulo. Ela detém a responsabilidade legal de catalogar e blindar o patrimônio bilionário até a partilha definitiva entre os herdeiros.

Francy é mãe de Maria Elvira, de 18 anos, filha caçula do patriarca falecido.

O sobrenome da inventariante carrega seu próprio peso econômico na região Norte. Francy é herdeira do Grupo Chaves. O conglomerado foi estruturado por seu pai, Ivair Chaves, falecido em 2024, com forte atuação no comércio, pecuária, mercado imobiliário e venda de maquinário agrícola.

Ivair deixou um extenso legado institucional no Pará. Presidiu o Sindicato Rural e a Associação Comercial de Santarém. Atuou no conselho do Instituto Esperança de Ensino Superior (Iespes) e na vice-presidência da Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa).

Também financiou obras sociais, como a fundação de entidades de combate à desnutrição infantil e a doação do terreno que hoje abriga a Fazenda da Esperança em Santarém, voltada à recuperação de dependentes químicos. Sua trajetória foi registrada no livro autobiográfico ‘Saga de um caboclo da Amazônia’.

O JC tentou contato com Francy Chaves. Ela passa uma temporada no Mato Grosso do Sul e não se manifestou até a publicação deste texto. O espaço continua aberto para o contraponto.

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