Jornalista condenado por racismo chama ONGs de “cancro” e alega má-fé em denúncia do MPF

Publicado em por em Brasília, Justiça, Pará, povos indígenas, Santarém

Jornalista condenado por racismo chama ONGs de “cancro” e alega má-fé em denúncia do MPF
Hélio Nogueira, jornalista santareno. Foto: reprodução

O jornalista Hélio Nogueira reagiu publicamente à manutenção de sua condenação pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) por crimes de racismo e injúria contra indígenas e quilombolas, conforme noticiado pelo JC nesta quinta-feira (19).

Em um posicionamento contundente, Hélio Nogueira não recuou de suas teses e classificou as Organizações Não Governamentais (ONGs) que atuam no oeste do Pará como um “cancro endêmico” criado para travar o desenvolvimento da região.

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Denúncia forjada

Apesar de ter sido condenado em sentença definitiva, o jornalista afirma ser vítima de uma denúncia “forjada” pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Segundo ele, houve má-fé na interpretação de suas falas ao Ministério Público Federal, que o acusou de pregar o extermínio de comunidades tradicionais. Nogueira sustenta que os vídeos originais de suas declarações provariam sua inocência, embora a Justiça tenha mantido o entendimento pela condenação.

Pena convertida e negação territorial

A decisão judicial, que inicialmente previa dois anos e meio de reclusão e uma multa de R$ 300 mil, foi convertida. O jornalista informou que deverá cumprir serviços comunitários e pagar uma indenização de R$ 32,4 mil.

Mesmo diante do revés jurídico, Hélio Nogueira reiterou sua posição mais polêmica: a de que “nunca existiram índios de nenhuma etnia na região do Planalto Santareno”. Ele baseia sua afirmação em artigos do articulista Fábio Maia, que alega manipulação de comunidades por parte de organizações externas.

“Não vou deixar de opinar”

Atualmente residindo em Macapá (AP), de onde aguarda a notificação para início do cumprimento da pena, o jornalista Hélio Nogueira sinalizou que a condenação não irá silenciar suas críticas.

Ele descreveu o cenário atual do jornalismo como de “muitas incertezas” e reafirmou seu compromisso em denunciar o que chama de “mazelas impostas por organizações alienígenas”.

Íntegra da nota de Hélio Nogueira enviada ao JC:

“Prezado Jeso Carneiro, acato a sentença do juízo federal a mim imposta pelo Tribunal Regional Federal da 1a Região pela acusação de um suposto crime de racismo contra a etnia indígena Munduruku e comumidades quilombolas da região do Maicá e Planalto Santareno. Contudo, continuo afirmando que nunca existiram índios de nenhuma etnia na região do Planalto Santareno.

O articulista Fábio Maia, do jornal O Impacto, em pelo menos cinco artigos recentemente publicados e muito bem fundamentados em documentos emitidos pela própria Funai, comprova que Organizações Não Governamentais tem agido maleficamente na região Oeste do Pará manipulando criminosamente comunidades tradicionais, sob os olhos do Ministério Público Federal.

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Uma dessas ONGs, a Comissão Pastoral da Terra, usando de má fé forjou uma denúncia ao Ministério Público Federal de que eu teria declarado o desejo de “exterminar indígenas e quilombolas da Amazônia”.

Mesmo apresentando o vídeo com a declaração original à justiça, fui condenado por um juiz de 1º grau de Santarém. Recorri ao TRF1 que acabou por me condenar em sentença definitiva. Os 2 anos e meio de cadeia e a multa de R$ 300 mil, propostos inicialmente pelo MPF, foram convertidos em indenização pecuária de R$ 32,400,00 e a serviços comunitários.

Sugiro que leiam os artigos do articullista Fábio Maia sobre essa luta que vem sendo travada na região Oeste do Pará, contra esse cancro endêmico que são as Organizações Não Governamentais, criadas para atrapalhar o desenvolvimento econômico da região.

O jornalismo vive dias de muitas incertezas, não apenas na nossa região Amazônica, mas em todo o Brasil. Não vou deixar de manifestar minhas opiniões, principalmente sobre os mazelas que as organizações alienígenas infiltradas em nosso meio nos impõem.

Resido atualmente na cidade de Macapá, onde aguardo a notificação da condenação. Atenciosamente, Hélio Nogueira.”

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