Um pulha

Publicado em por em Comentários, Política

Professor doutor santareno, Samuel Lima comenta o post Ministro da Defesa é demitido por Dilma:

Mestre Jeso,

Nelson Jobim é um pulha. Trata-se de uma “herança” da era FHC vendida ao ex-presidente Lula como “interlocutor de confiança” das “forças ocultas”.

Sua defesa canina do sigilo eterno dos documentos militares, que escondem preciosas informações sobre tortura e crimes de Estado, no período da ditadura, o faz um personagem bizarro da história política recente. Já vai tarde, cabôco.

Vi alguns trechos do “Roda Viva” com ele, na última segunda. Cara de programa encomendado pelo governo paulista, na desesperada tentativa de mantê-lo no cargo. Mas, a publicação da reportagem na revista Piauí foi o ato final.


Publicado por:

26 Responses to Um pulha

  • Uma coisa é certa. Analisando sem partidarismo, eu fico me perguntando: Com essa crise americana e a ascenção dos paises asiático, como estaria a nossa economia hoje em dia, já que o pais fazia acordos e parcerias comerciais muito mais com os americanos na época fhc? E o brasil foi mudado a fazer parcerias e acordos com os asiáticos e outros paises de outros continentes, sem ficar na dependência absurda do tio san. Podem me chamar de que quiserem, mas eu acho que é um dos motivos de a nossa economia está firme e forte cada vez mais, e com isso, graças à Deus temos a chance real de criar o nosso estado do tapajós, pois lembro muito bem que em epocas passadas era um dos impecílios para criar novos estados. Os políticos de brasília diziam que o país não tinha dinheiro, não tinha condições de arcar com novos estados e tudo mais. E agora a realidade é totalmente e positivamente diferente. Grória à Deus por isso. Somente à Ele, pois é Ele quem dar sabedoria aos homens pra administrar, pra conduzir uma nação. Acho que problemas e polêmicas a parte, todos que até aqui conduziram esse país abençoado por Deus, tiveram seus pontos errados e certos, e a sua importância para o país.

  • Viva o Piauí! Lá fofoca vale muito. Agora Dilma “tá botando no doze…” Treze é muito pesado! Só Lula sabe carregar excremento. Aliás, três lulistas da pavulagem já foram…

  • https://analisedeconjuntura.blogspot.com/

    A Globo vai partir pra cima de Amorim: isso prova que Dilma escolheu bem!

    por Rodrigo Vianna

    Acabo de receber a informação, de uma fonte que trabalha na TV Globo: a ordem da direção da emissora é partir para cima de Celso Amorim, novo ministro da Defesa.
    O jornalista, com quem conversei há pouco por telefone, estava indignado: “é cada vez mais desanimador fazer jornalismo aqui”. Disse-me que a orientação é muito clara: os pauteiros devem buscar entrevistados – para o JN, Jornal da Globo e Bom dia Brasil – que comprovem a tese de que a escolha de Celso Amorim vai gerar “turbulência” no meio militar.
    Os repórteres já recebem a pauta assim, direcionada: o texto final das reportagens deve seguir essa linha. Não há escolha. Trata-se do velho jornalismo praticado na gestão de Ali Kamel: as “reportagens” devem comprovar as teses que partem da direção.
    Foi assim em 2005, quando Kamel queria provar que o “Mensalão” era “o maior escândalo da história republicana”. Quem, a exemplo do então comentarista Franklin Martins, dizia que o “mensalão” era algo a ser provado foi riscado do mapa. Franklin acabou demitido no início de 2006, pouco antes de a campanha eleitoral começar.
    No episódio dos “aloprados” e do delegado Bruno, em 2006, foi a mesma coisa. Quem, a exemplo desse escrevinhador e de outros colegas na redação da Globo em São Paulo, ousou questionar (“ok, vamos cobrir a história dos aloprados, mas seria interessante mostrar ao público o outro lado – afinal, o que havia contra Serra no tal dossiê que os aloprados queriam comprar dos Vedoin?”) foi colocado na geladeira.
    Pior que isso: Ali Kamel e os amigos dele queriam que os jornalistas aderissem a um abaixo-assinado escrito pela direção da emissora, para “defender” a cobertura eleitoral feita pela Globo.
    Esse escrevinhador, Azenha e o editor Marco Aurélio (que hoje mantem o blog “Doladodelá”) recusamo-nos a assinar. O resultado: demissão.
    Agora, passada a lua-de-mel com Dilma, a ordem na Globo é partir pra cima. Eliane Cantanhêde também vai ajudar, com os comentários na “Globo News”. É o que me avisa a fonte. “Fique atento aos comentários dela; está ali para provar a tese de que Amorim gera instabilidade militar, e de que o governo Dilma não tem comando”.
    Detalhe: eu não liguei para o colega jornalista. Foi ele quem me telefonou: “rapaz, eu não tenho blog para contar o que estou vendo aqui, está cada vez pior o clima na Globo.”
    A questão é: isso vai dara certo? Creio que não. Dilma saiu-se muito bem nas trocas de ministros. A velha mídia está desesperada porque Dilma agora parece encaminhar seu governo para uma agenda mais próxima do lulismo (por mais que, pra isso, tenha tido que se livrar de nomes que Lula deixou pra ela).
    Nada disso surpreende, na verdade.
    O que surprendeu foi ver Dilma na tentativa de se aproximar dessa gente no primeiro semestre. Alguém vendeu à presidenta a idéia de que “era chegada a hora da distensão”. Faltou combinar com os russos.
    A realidade, essa danada, com suas contradições, encarregou-se de livrar Dilma de Palocci, Jobim e de certa turma do PR. Acho que aos poucos a realidade também vai indicar à presidenta quem são os verdadeiros aliados.
    Os “pragmáticos” da esquerda enxergam nas demissões de minstros um “risco” para o governo. Risco de turbulência, risco de Dilma sofrer ataques cada vez mais violentos sem contar agora com as “pontes” (Palocci e Jobim eram parte dessas pontes) com a velha mídia (que comanda a oposição).
    Vejo de outra forma. Turbulência e ataques não são risco. São parte da política.
    Ao livrar-se de Jobim (que vai mudar para São Paulo, e deve ter o papel de alinhar parcela do PMDB com o demo-tucanismo) e nomear Celso Amorim, Dilma fez uma escolha. Será atacada por isso. Atacada por quem? Pela direita, que detesta Amorim.
    Amorim foi a prova – bem-sucedida – de que a política subserviente de FHC estava errada. O Brasil, com Amorim, abandonou a ALCA, alinhou-se com o sul, e só cresceu no Mundo por causa disso.
    Amorim é detestado pelos méritos dele. Ou seja: apanhar porque nomeou Amorim é ótimo!
    Como disse um leitor no twitter: “Demóstenes, Álvaro Dias e Reinaldo Azevedo atacam o Celso Amorim; isso prova que Dilma acertou na escolha”.

    1. Não esperava outra coisa de um blogueiro petista. Os fatos dizem totalmente o contrário, Amorim por várias vezes levou o país ao vexame e a perder credibilidade no cenário internacional.

      1. Caro David,

        Nesse caso quem está brigando contra os fatos é você. Qualquer analista sério do cenário internacional, independente do matiz ideológico, reconhece o papel de ator global do Brasil. Boa parte desse capital é resultado do trabalho de Celso Amorim e da equipe brilhante do Itamaraty. Basta ler e se informar a respeito. Isso não coloca o novo ministro da Defesa acima do “bem e do mal”, apenas reconheças o que foi feito, na boa, seu trabalho nos últimos oito anos.

        Ao invés de refutar as ideias do jornalista Rodrigo Vianna vc tasca o selo de “blogueiro petista” e imita, de forma lamentável e vã, outro comentarista nesse espaço. “Desqualificar” o opositor é mais velho que os rios Amazonas e Tapajós, juntos. Insisto: é coisa de quem não tem argumentos nem civilidade pra debater. Simples assim, mano. Cite os “vexames” e daí podemos começar a conversar de vera, cabôco…

        Saludos democráticos,

        Samuca

  • Meus queridos, vou relembrar a todos como o Nelson Jobimzão chegou ao governo: Vcs não lembram do apagão aéreo do governo lula? Os petistas culpavam os tucanos por falta de investimentos no setor em anos anteriores, e os tucanos ameaçavam com cpi. O lula sem ter alguem pra resolver o problema de imediato, pensou em um cara que calasse os tucanos, esquecessem cpi, e de quebra resoveria o outro problema; o caus na aviação doméstica. Aguem que entendesse do setor e fosse da direita. Chama o Nelson Jobimzão. Jobimzão fez docinho, mas depois aceitou. Pronto, resolvido o problema, ou melhor “os problemas”. O negócio deu tão certo pro lula que chegou com a Dilma depois das eleições e disse: mantem o homem, não tira o homem. Só que tem a coisa da natureza. O Jobimzão é tucano e todo mundo sabe disso. E toda ação tem uma reação. E este ciclo todo terminou agora com a reação da natureza.

    1. Errado. Jobim ganhou a confiança de Lula quando ainda era ministro do STF e nessa posição salvou Lula e seu governo na CPI do mensalão ao permitir que homens chaves no esquema de corrupção tivessem o direito de não falar nada, que amigão heim, Lula agradece até hoje.

  • Plano real, lei de responsabilidade fiscal, as privatizações do sistema telefonico, eletrico na sua distribuição, mineração, proer, programas sociais. Tudo que exite hoje e dá certo, mudanças que permitiram a estabilidade e crescimento do país, essa foi a herança deixada por FHC a Lula. Pouco a pouco parte da imprensa e adversários vão reconhecendo o legado do ex: presidente, até a presidente Dilma num gesto humilde e surpreendente reconheceu o feito.

  • Uma herança de FHC, assim como a famigerada mensalidade da conta de telefone fixo que ele deu de brinde às teles e que todo mundo paga. Uns a contra gosto, outros …caladinhos sem dizer um “ai”. A multa é tão alta pra cancelar essa coisa vergonhosa que nem o lula teve a coragem de cancelar. Não sei se faltou coragem ou vergonha também.

  • O velório político do ex-ministro Nélson Jobim já tem sua carpideira maior, a única. Só podia ser ela, Eliane Catanhede mais conhecida como Tucanheide), que funciona como uma espécie de sua porta-voz informal, especialmente no caso da compra dos caças, no programa FX-2.

    Sob Jobim, e com seu beneplácito, Tucanhede passou a citar “fontes militares”, todas elas, claro, próximas ao agora ex-ministro.

    Supostamente com estes contatos com fontes militares a trepidante especialista em assuntos militares diagnostica que a mudança desagradou aos militares. E atribui a uma de suas altas fontes (Jobim) uma observação mais do que tosca, que não faz justiça ao preparo de nossos oficiais superiores.

    Mas as tais “boas relações” de Jobim com os militares, mesmo na análise de Catanhede, não resistem mais do que quatro parágrafos. Todo mundo sabe que soldados, cabos e oficiais-generais, achavam o óbvio: que Jobim era “arrogante” e que se “comportava como se fosse o dono das Forças Armadas”.

    Celso Amorim ou Dilma não terão problema algum com os comandos militares. Ao contrário, a entrada do ex-chanceler azeita as relações entre Governo e Forças Armadas, que deixam de ser eclipsadas pela sombra da antipatia e mandonismo de Jobim.

    É só esperar para ver: saudades de Jobim, só mesmo as da Tucanheide. É duro para os tucanos perderem o único ministro que lhe restava.

  • Tão ingênuo o LULA ao se deixar enganar por oito anos com o Nelson Jobim. Cadê que a Dilma cometeu o mesmo erro do seu antecessor.

    Que ele é bonachão e falastrão todos sabemos, agora não me venha com essa história de herança (argumento sempre utilizado pelo PT), até por que o Lula não tinha nenhum compromisso político com o FHC para manter o Nelson Jobim no seu governo, manteve por que queria ele lá.

    Não sou do PT, muito pelo contrário, mas acho que por dever de justiça devo dá os parabéns a sua atitude de exonerar esse Senhor. Ela nos mostra que tem personalidade e que não vai ficar acobertando os maus feitos, como fazia o molusco.

  • Esse senhor deve estar em uma crise existencial. Passou a vida toda decorando cliches de esquerda e se esqueceu de atualizar-se. Sr “jornalista” refaça seu curso academico que os tempos mudaram.

    1. Caro Armando,

      Julguei estar trocando ideias com alguém interessado apenas nisso: a civilizada e democrática partilha de opiniões, neste espaço generoso do blog do Jeso. Desculpe, eu estava enganado. Você fala em “clichês de esquerda” pra justificar um clichê rastaquera: de que o Plano Real foi obra do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Fiz um reparo, tão-somente, uma ponderação. Aliás, essa é uma “verdade” midiática que ajudou a eleger FHC.

      Para ser mais original ainda, ironicamente, vc recorre a outro surradíssimo bordão: “os tempos mudaram”. Os tempos mudam sempre, mano… Ou seja, flagrado numa afirmação precária, do ponto de vista histórico, vc contrapõe com esse chavão que nada diz. Na boa, cabôco, esse manobra de tentar “desqualificar” o interlocutor é típica de quem não tem argumentos.

      Saludos,

      Samuca

      1. Sr Samuel Lima e Jota Ninos,

        Democracia é isso, é ouvir e respeitar nem sempre comentários agradáveis. O pior de tudo na nossa democracia é suportar gente com cegueira ideológica como alguns jornalistas que se apresentam nesse Brasil afora.

        Tirem a viseira e reconheçam os créditos de outras de forma independente. No estágio de comprometimento com a verdade que vocês chegaram somente um restarte e um banho ajudariam vocês a retirarem essa crosta empregnada nas mentes dos senhores que os compelem a raciocinarem tudo sob um viés ideológico.

        Utilizar a expressão “forças ocultas” é simplesmente rococó, ou na obra de Miguel de Cervantes, “Dom Quixote”, seria transformar moinhos de ventos em dragôes. As forças ocultas de hoje são os conchavos e armações da esquerda festiva brasileira, que de socialista não tem nada, aliás como identidade tem somente a atividade de subversão, que há mais de dez anos no poder continua culpando os outos pelas mazelas do país decorrentes das incompetências.

          1. Sr. Armando, na DEMOCRACIA podemos trocar JOBINS por AMORINS… as existentes FORÇAS OCULTAS por TRANSPARÊNCIAS, e avançar sem atrocidades.

          2. Maralice,

            Você fez a síntese perfeita. A troca de comando civil, num ministério militar tão “sensível”, é um fato que atesta a vitalidade da nossa democracia, independente de julgamento de mérito de Jobim ou Amorim.

            O problema do Sr. Armando decorre de sua falta de tolerância com quem pensa diferente dele. Isso também está claro, até aqui. No seu último comentário, dirigidos ao jornalista Jota Ninos e a mim, sobrou os adjetivos de “cego ideológico” e “burro” (os que usam viseira). Sua falta de civilidade e um mínimo de respeito inviabilizam qualquer diálogo digno desse nome, pra dizer o básico.

            Beijos no teu coração, menina!

            Samuca

          3. Prof Samuel, no caminhar democrático vamos encontrar muitos Armandos, perfeitos admiradores de forças ocultas e atrocidades, e que ainda, não aprenderam a vivenciar o gostoso sabor do diálogo respeitoso aos pensamentos divergentes. Os resquicios das trevas tentam obscurecer as clarividências das novas verdades.
            Abraços democráticos!
            Maralice

    2. Você vive armando só ares… de discórdia kkkkk

      Como sempre, utilizando o velho subterfúgio de atingir a pessoa de forma vil, sem entrar no mérito do debate…

      Aí me sinto á vontade de brincar com seu nome… em solidariedade ao colega Samuel Lima.

      Você é que deve se reciclar, camarada, pois o CCC – Comando de Caça aos Comunistas já não existe, Armando!

      E eu sou comunista e não como criancinha, tá?

      Como diz o Samuca, apesar de você não merecer,

      Saudações Democráticas…

    1. Caro Armando,

      Para ser exato, o Plano Real é uma herança (altamente positiva) do governo Itamar Franco, concebido e implantado em julho de 1994. Não foi um passe de mágica, mas um processo bem gerido pelas gestões posteriores, do ponto de vista do combate à inflação. Nisso, os ex-presidentes Itamar (in memorian), FHC e Lula têm méritos, sem dúvida.

      O debate era sobre essa figura patética do ex-ministro da Defesa. E reafirmo minha crítica a Lula, por ter aceitado passivamente num ministério estratégico alguém tão despraparado, especialmente pra lidar com o tema sensível da Lei da Informação. Os crimes de Estado (tortura e assassinato, ainda impunes) devem ser rigorosamente julgados. Se pendências houver, do ponto de vista da Lei da Anistia, contra figuras públicas que combateram os ditadores, até no extremo da luta armada, que sejam colocadas na Comissão da Verdade. Sem isso, muitas famílias não terão sequer o sagrado direito de prantear e dar enterro cristão aos seus entes desaparecidos. E Jobim, até onde sei, era radicalmente contra isso.

      Por último, como escreveu o jornalista José Roberto Toledo (O Estadão, ed. hj), o ex-ministro “foi vítima da própria boca”. Se ele tivesse um mínimo de coerência, após votar democraticamente no outro projeto de governo (representado por José Serra), deveria se considerar impedido e pedir sua demissão, antes de começar o governo Dilma. Não lhe parece?

      Saudações democráticas,

      Samuca

  • Jeso,

    Esta é a segunda vez que o Nélson Jobim sai de um ministério depois de uma visita à Amazônia. Lembra que entrevistamos ele (e o Celivaldo também) na base Candiru, em Óbidos (não recordo a data), que foi seu último ato antes dele sair do governo FHC para ser ministro do STF?
    Deves ter essa reportagem nos anais da Gazeta….

  • https://analisedeconjuntura.blogspot.com/

    Johnbim queria ser o Pinochet do Aylwin

    Johnbim se fué !!

    Patrício Aylwin foi o primeiro presidente civil do Chile do período chamado de “Transición”.
    Pinochet deixou a Presidência, mas era o Ministro da Defesa, para sempre, até morrer.
    Nomeava quem quisesse.
    E tinha Orçamento próprio.
    (Ao mesmo tempo em que lavava dinheiro no Riggs Bank, de Washington.)
    Quando trabalhava na Globo de Nova York, este ansioso blogueiro cobriu a visita que o presidente George Bush, pai, fez a vários países da América Latina, para vender uma espécie de Alca, aquela do Tony Palocci.
    Bush esteve com Collor em Brasília.
    Chegou a Buenos Aires pouco depois de Menem abafar uma rebelião militar.
    Bush disse na Casa Rosada, com peronistas aos berros, do lado de fora: acabou o tempo dos ditadores.
    A comitiva – eram três aviões – cruzou a Cordilheira dos Andes numa manhã radiosa e pousou em Santiago.
    Na pista, majestoso, como um General da Banda, num pódio elevado, Pinochet.
    E o mesmo Bush elogia o Governo Pinochet.
    E segue para a casa – discreta, num bairro burguês – do suave Aylwin, que deixaria o Governo pouco depois.
    Durante muito tempo, o poder no Chile foi compartilhado, constitucionalmente, pelo Presidente civil e o Ministro da Defesa, Pinochet.
    Johnbim queria ser o Pinochet da Dilma.
    O guardião da Ordem militar.
    Era quem guardava a chave dos porões em que se escondia a tigrada.
    Foi Johnbim quem detonou o ínclito delegado Paulo Lacerda, com a babá eletrônica, que só não se tornou mais ridícula do que o grampo sem áudio, ou áudio sem grampo, do Gilmar Dantas.
    Foi Johnbim quem boicotou a Comissão da Verdade, através do PiG.
    E destratou, em termos – como sempre – deselegantes, o Ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi.
    Johnbim é Cerra, o último autoritário. (Johnbim era o penúltimo.)
    Johnbim é um herói dos conservadores, aquele que adultera a Constituição e todo mundo acha muito engraçado.
    Johnbim achou que ele é quem ia comprar os caças.
    Que ele tinha um Orçamento próprio, como o Pinochet.
    Se houvesse uma tentativa de Golpe da Direita, amigo navegante: o Johnbim ia votar no Cerra ou na Dilma?
    A Presidenta podia confiar no “dispositivo militar” que o Assis Johnbim Brasil montasse para defendê-la dos Golpistas, o pessoal da UDN de varejo ?
    A Eliane Catanhede na Folha e o Estadão citam militares anônimos – é uma especialidade da casa, fontes anônimas – que estão uma fera com o Celso Amorim.
    Este ansioso blogueiro entende a razão: !
    Paulo HenriqueAmorim

  • Engraçado, hoje se uma pessoa assalta banco, sequestra, rouba. É presa ou morta pela polícia, sem direito a indenização nenhuma.
    Na época da ditadura alguns acham que era “crime político” e não tinha problema nenhum para a sociedade.
    Querem julgar os militares? Saber de tudo e dos corpos, tudo bem. Agora Dona Dilma , Zé Dirceu e companhia também não devem ficar impunes. Vamos levantar tudo e levar todos a julgamento.
    Se não fica parecendo que no Brasil somos todos iguais perante a só que uns são mais iguais.

  • Inacreditável. Pensei que não mais existia dinossauros esquerdistas como esse rapaz, que ainda se vale das “forças ocultas” para justificar as aberrações da esquerda demagógica e vacilante. Gente que ainda culpa o Fernando Henrique Cardoso pelos erros petistas atuais. Gente que se esconde, quando benéfico, em governos passados e até na ditadura para varrer para debaixo do tapete o lixo de suas incompetências e alianças esdrúxulas. A escolha de Jobim foi sim de Lula e de Dilma, por isso, senhor dinossauro, não tente sombar de nossas inteligências. Eis aqui a esquerda e suas desculpas bizarras.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *