Egoístas e pequenos

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Jornalista, Lila Bemerguy comenta o artigo O meu Pará (de Belém) já dividido, da lavra do também jornalista Jota Ninos:

Jota, parabéns pelo lúcido texto.

Nasci em Santarém e morei por 18 anos em Belém, cidade que aprendi a gostar e onde fiz meus melhores amigos, que o serão a vida inteira. Essa campanha foi realmente interessante por expor sentimentos ufanistas, xenófobos, apaixonados, raivosos, enfim, as vísceras desses paraenses agora e para sempre divididos.

Já viajei esse Pará inteiro, e de carro, não de avião, porque de outro modo não se conhece o gigante. Quem nunca passou das fronteiras da região metropolitana de Belém não tem a menor idéia do que falamos. E os partidários do NÂO vão carregar consigo a responsabilidade de não nos deixar separar, de não nos deixar seguir em paz nosso próprio caminho, de serem egoistas e pequenos, de não querer que o irmão melhore e cresça, de nos deixar com um futuro incerto.

Como ficaremos? Caso vença o NÃO, o Estado, que antes já fechava os olhos a nós, vai voltar a nos olhar agora, depois da desastrada posição do Jatene? Vai investir em qualidade de vida para um povo que ousou dizer a verdade, que não ser desse Pará? Não acredito.

Sinceramente, a vontade que dá é voltar às minhas adolescentes idéias marxistas revolucionárias e convocar o povo a empunhar as armas e separar na marra! Viva a revolução…Mas como adultos e democráticos, temos que nos conter diante das leis e da ordem comum. Mas sem deixar de sonhar e lutar, pois como dizia Che Guevara: “Sonha e serás livre de espírito…luta e serás livre na vida”.


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17 Responses to Egoístas e pequenos

  • Que necessidade de auto-afirmar-se “cabano macho”. Sabe-se muito bem do que Belém abastece as ruas noturnas de SP.

  • já está batendo a depressão nos traíras !!!! eles sabem que a tentativa porra louca e tresloucada de retalhar o pará com os forrasteiros não deu certo !!!!! o Duda rinha de galo jé se escafedeu e foi vender ilusões em outra freguesia !!!!! aqui se faz , aqui se paga !!!! toma te !!!! vão continuar colonia por mil anos !!! a nossa vingança será maligrina !!!!

  • Esse tal “Paraense orgulhoso”. Orgulhoso pelos urubus. Orgulhoso em pensar que não pode haver “espírito universitário crítico e revolucionário”, orgulhoso de não conhecer o seu próprio Pará. Orgulhoso por um Não que nada mudará. Orgulhoso em perpetuar a miséria e desolação. Que te pese esse orgulho na consciência por todas as desgraças que vais ratificar.

  • Salvo engano a eleição do presidente dos EUA Obama, foi a primeira que utilizou as redes sociais. Em 2012 será a primeira eleição no Brasil em que poderemos usar as redes sociais intensivamente.
    As pessoas com interesses na próxima eleição apostam no esquecimento de nossa gente e não conseguem ver a força de uma rede social. Temos que ver uma ONG capaz de fazer uma lista com links de pessoas que foram conta o Tapajós.

    Hoje, 08/12/2011, em Belém, no que posso afirmar entre Batista Campos / São Braz e Nazaré / Cremação, apesar do feriado, um ou outro carro em campanha pela eleição do dia 11 de dezembro.

    Um ou outro vendia CD do NÃO por R$1,00 para defender o óleo diesel que gastou, outra vendia a camisa do NÃO para tirar um ultimo trocado.
    Observação minha é que a ficha caiu e agora “o que é que vou dizer na próxima eleição?”
    E os partidos unidos contra a divisão mostraram que são farinha do mesmo saco, não sobra um.

  • Sou filho de pai carpinteiro e mãe dona de casa, os quais foram por grande parte de sua vida lavradores na região do Lago Grande na cidade de Santarém. Tenho sete irmãos. Hoje sou cientista político e servidor público concursado e estável do poder judiciário, quando estudante colegial, estudei em escolas públicas, nas quais faltavam carteiras e nem havia paredes, cheguei a andar (a pé) cerca de um quilômetro para ter de estudar, no turno intermediário (aquele que fica entre os turnos da tarde e da manhã), que criado foi por falta de vagas. Por esforço meu e de meus pais e familiares pude adentrar as portas de um curso superior na UFPA e depois de formado poder passar em quatro concursos públicos. Apesar de tudo pude estudar. Tive oportunidades e me agarrei a elas.
    Eu sei o valor que têm as oportunidades oferecidas na vida de uma pessoa.
    A Criação do Estado do Tapajós apresenta-se como um grande incremento de oportunidades na vida de tantas pessoas que delas necessitam. Suas necessidades são por vezes imediatas e dramáticas como a de acesso a médicos, hospitais e equipamentos, hoje existentes somente na capital do “Grande Pará”, para que possam continuar vivendo.
    As oportunidades se bem aproveitadas podem fazer a diferença na vida das pessoas, porém, infelizmente, para muitas elas não chegaram, porque o Estado do Pará de tão grande que é não possui meios de governança para que as políticas públicas alcancem a todos os seus cidadãos.
    O tamanho do seu território, por exemplo, aumenta exponencialmente os custos de campanha tanto para os deputados estaduais como para os federais e a consequência disso é que os candidatos se distritalizam, procurando concentrar votos redutos eleitorais nos quais possam conseguir mais votos.
    Onde estão concentrados os maiores nichos eleitorais do Estado “Parazão”? Na capital e zona metropolitana. Por elas é eleita a esmagadora maioria dos parlamentares federais e estaduais paraenses, os quais, utilizando estratégias clientelistas e paroquialistas, depois de eleitos concentram o máximo de benefícios nessas regiões a fim de assegurar sua recondução aos seus cargos ou ascensão na sua carreira.
    Essa lógica perversa é também, como procuro demonstrar, produto do tamanho do imenso Pará, e por causa disso é políticos como Zenaldo Coutinho, cujo reduto eleitoral baseia-se na capital não possui proposta alguma para amenizar ao menos ao abandono do interior do estado (ele não o conhece). Sequer deve ter pensado nisso, porque seus interesses eleitorais (e eleitoreiros) estão voltados apenas a sua paróquia. Ele não conhece os problemas do seu Estado (talvez conheça, e mal, os problemas de seu reduto eleitoral, embora não se saiba de projeto de lei proposto por ele para resolvê-los.
    A criação de novos estados como o Tapajós quebra essa lógica. Ao se diminuir o tamanho do Estado, reduzem-se os custos de deslocamento para as pessoas de todos os cantos poderem lutar mais próximas ao poder pela descentralização dos benefícios das políticas públicas. Além disso, ampliam-se significativamente as suas chances de elegerem seus representantes parlamentares (Deputados Federais, Senadores e Deputados estaduais), pois, hoje, as chances de cidadãos de vários municípios do interior se verem representados é simplesmente inexistentes.
    Sem representação, as populações desses lugares ficam completamente à mercê da boa vontade dos governantes e demais políticos encastelados na Capital. Mas eles não querem saber delas por não se sentirem seus representantes, e sim apenas seus mandatários.
    Em suma, essas milhares (ou milhões) de pessoas hoje estão abandonadas à própria sorte e a única presença do estado que têm na maioria das vezes é voltada a lhes exigir tributos e lhes discriminar tratando-os como cidadãos de segunda classe.
    Essas pessoas não possuem a oportunidades de viajar de uma cidade à outra por estradas asfaltadas, pois no Oeste do Pará talvez exista somente uma rodovia estadual que exerça tal função e seja asfaltada. Não têm oportunidade de tratar sua saúde em um hospital estadual, pois nessa região somente existem dois (construídos a menos de oito anos), os quais nem funcionam em sua plenitude. Se seus bebês adoecerem têm de contar com a sorte e a fé, porque inexistem UTIs para eles. Essas pequenas pessoas talvez nem cheguem a ter a oportunidade de sonhar, pois até esse direito lhes tem sido negado. Sem falar nas escolas caindo aos pedaços.
    O Pará já está dividido, entre a capital e zona metropolitana, nas quais se concentram as rendas e recursos públicos e o resto do Estado ao qual tem sobrado, também pelos motivos acima, o descaso, abandono e o preconceito. Preconceito reforçado pelo discurso prepotente e xenófobo dos arautos da campanha contra a emancipação da gente sem oportunidades do Tapajós.
    Voto 77, porque pretendo que o todo ser humano tenha oportunidades como, um dia, eu tive e isso possa fez a diferença em suas vidas como fez e continua a fazer na minha.

    Jonivaldo de Sousa Sanches, Santareno, sociólogo especializado em ciência política, servidor público, caboclo, filho de gente do lago grande, orgulhosamente tapajônico.

  • A população pobre e esquecida do oeste do Pará, precisa tirar proveito desse momento de divisão, em prol de sua liberdade, dignidade e sonhos. Os jovens dessas localidades precisam de oportunidades, para ficarem em suas cidades, e não migrarem para outros estados, diga-se de passagem, que o estado do Amazonas é o que mais ganha com essa retirada forçada, temos aqui milhares de paraenses trabalhando e engrandecendo o Amazonas. Jovens brilhantes e inteligentes das cidades abandonadas do oeste do Pará esse é o momento de se forjar uma nova realidade , para que vocês não sejam forçados a abandorem suas cidades em busca de melhor oportunidade e sonhos. Como diz a Lia Bermerguy em sua postagem façam pela via do voto no dia 11/12/2011 a Revolução!!!!!!!!

    1. Você precisa se informar mais, pois esse deslocamento da papulação para locais onde as oportunidades são melhores é mundial, veja o exemplo do Brasil com relação a quantidade de Estrangeiros que pediram visto de permanência para trabalhar no País. No meu entendimento as frentes que defendem a criação dos outros Estados falharam por não mostrar para a população os dados técnicos de que a proposta da divisão é vantajosa para todos. Nos primeiros dias acompanhei atentamente os debates das frentes na televisão, porém deixei acompanhar pelo rumo que este tomou com agressões de todo tipo. Para Mim não importa quem vença pois as saquelas foram abertas para sempre e ajudada por pessoas ditas intelectuais que deveriam usar da sua capacidade para ajudar a população escolher melhor o seu futuro.

      1. Meu caro José, esse nosso Brasil precisa dar oportunidades para os mais pobres, ninguem vira estrangeiro, ou vai morar em outro estado porque quer, a regra desse deslocamento, é a pura falta de oportunidades. Essa consulta histórica do povo paraense, acontece em razão do gigante Pará estar adormecido pela classe política inoperante e centralizadora em Belém. Eu acredito na classe jovem, oriunda dos novos Estados, pois é dela, que surgirão novos políticos, com mentalidades modernas e humanizadoras capazes de redesenhar a nova face do Pará dividido. Esperança sempre!!!!!!!!!!!!!!

        1. Concordo com Você em vários pontos, mas para que essa esperança vire uma realidade concreta temos um caminho muito longo pela frente. Primeiramente temos que eliminar de vez da vida publica os políticos que possuem currais políticos e que a vários anos vem obrigando o povo a votar em candidatos cujo o único compromisso é de manter o povo dominados feito gado. Precisamos realmente ter novas pessoas compromissadas em resolver os problemas que existem em nossa região. A vários anos os políticos que hoje estão no comando vem fazendo ações para manter este domínio, lançando como novos políticos seus parentes cujo o objetivo é perpetuar suas idéias e esses novos políticos somente terão condições de surgir quando esta pratica de fazer política em nossa região for eliminada.

          Um Abraço e boa sorte no votação de Domingo e que povo possa escolher
          a melhor solução para nossa região.

  • O pai da Lila, o professor, escritor e poeta Emir Bemerguy, é exemplo, é símbolo de gente digna, moderado, cristão, sempre procurando fazer bem ao próximo. Com certeza não concorda com estas palavras ditas pela filha neste raivoso texto que prega a desunião entre paraenses. Agora, mais do que antes, sou NÃO e NÃO!

    1. Estas são as únicas palavras que você aprende a fala e incrível como você não enxerga um palmo ale do seu nariz, como poder um cidadão ter medo de tomar uma decisão tão importante que vai melhora a vida de todos neste estado, você vai entra pra historia como a pessoa que não teve coragem optar por mudança e um dia você poder se cobrado por seus filhos e netos, sentisse responsável pela falta de educação de qualidade, falta de infra estrutura, responsável pelas morte de crianças indefesas nos hospitais públicos, e você também e responsável pela a morte de policiais que não tem condições adequadas de trabalho no interior e são mortos por assaltantes de banco, sem conta a morte de pais de famílias que em buscar de sobre vive trabalho de moto taxista, e cidadão você esta assinado o atestado óbito de milhares de pessoas de bem, com o seu voto contra a criação dos novos estado você esta dando aval a um projeto político falido e o pior sem a menor expectativa de melhora por que ficou claro em todas as entrevista e debates que os políticos do contra são os que governa esta estado a tantos anos e eles não apresentaram nem uma única proposta de mudança.
      Pense nisso na hora do seu voto.

    2. Concordo com você cara colega, não é disso que precisamos. Já chega de tanta briga e ódio de pessoas que até meses atrás eram “irmãos” de um mesmo estado. Promover a luta e desordem não deveria nunca ser palavras usadas por uma pessoa tão instruida como esta senhora, ainda mais professora universitária.
      É por isso que nosso país está desse jeito: uma bagunça e desordem por toda a parte.
      Estamos vivendo aqui no Oeste do Pará uma ditadura, a ditadura do SIM. Ame-o ou deixe, ou seja, ou você vota SIM ou nós não te queremos mais aqui.Uma verdadeira vergonha isso. Onde está a democracia?
      Todos tem direito de ter opiniões e opiniões contrárias as nossas é que nos fazem viver em sociedade de forma civilizada, afinal quem disse que temos que ser iguais?
      Tenho convicção de que dividir o estado não resolverá o problema de ninguem, não iludam os humildes que aqui moram.
      Vamos nos unir e cobrar desses politicos corruptos mais saúde, educação, saneamento, etc. e principalmente novos caras pois as que pelo poder já passaram não fizeram absolutamente nada e nunca farão.
      Sou NÂO e NÂO.

      1. “Paraense orgulhoso” do que? será do “Parazão de miséria”, releia por favor com atenção , e não me venha falar de briga e ódio baseado no artigo, apesar da Lila falar em ” empunhar as armas e separar na marra! Viva a revolução…” mas escreve ainda “Mas como adultos e democráticos, temos que nos conter diante das leis e da ordem comum” alias, ditadura que está havendo é a do NÃO em Belém, na qual estive recentemente e fiquei estarrecido com a pequenez dos argumentos e/ou a falta deles. É simplesmente Não e Não, parecem crianças mimadas, “Não, não, não quueero, mas porque? por que não” fiz o que tinha que fazer esclarecer, esclarecer e esclarecer, consegui reverter muitos votos, vamos a luta Lila, vamos a luta paraenses de Belém (onde nasci), vamos a luta tapajoaras. SIM 77

      2. qual são as suas convicção, por que os políticos representante do não que já governa este estado falido a tanto tempo, não apresentarão uma unica proposta ou seja vai continua tudo como esta, nos temos que ter coragem e procura novos horizontes novas expectativas de dias melhores.

  • Excelentes palavras.

    NADA SERÁ COMO ANTES
    Milton Nascimento

    Eu já estou com o pé nessa estrada
    Qualquer dia a gente se vê
    Sei que nada será como antes, amanhã
    Que notícias me dão dos amigos?
    ——————————–
    Moro em Belém por força do trabalho, não por opção.
    Vamos fazer nossa revolução através do voto.
    Chega de ser curral eleitoral.
    Eu não voto em político da capital. Meu voto sempre é para os de Santarém. Infelizmente meus candidatos não são eleitos, porém eu estou com pé nessa estrada:

    Sempre Santarém.
    SIM 77

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