Do arquiteto Ary Rabelo, sobre o post MP tem R$ 2 milhões para restaurar teatro:
Louvável iniciativa. Mas pelo que vi na maquete penso ser mais adequado chamar de “reconstrução” do que “restauração”, uma vez que não vejo muita coisa parecida com as fotos do antigo Teatro Vitória.
Ademais, o seu interior decerto não será igual. A não ser as paredes, o resto apenas simula as linhas arquitetônicas anteriores.
O prédio hoje está totalmente descaracterizado de suas formas originais, e um teatro para 140 lugares me deixa dúvidas quanto ao uso para este fim com lucratividade, indicando que servirá apenas para pequenas peças, e se foi esse o objetivo está correto.
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Para quem conhece aquele prédio, e pelo valor da obra, provavelmente só se aproveitarão as paredes externas, ou nada, isto devido sua estrutura. Então acredito que vão por abaixo tudo, reforçando o que disse antes: É uma “reconstrução”, não uma “restauração”.
O DEPHAC – Departamento do Patrimônio Histórico, deve saber disso. Aliás, esse órgão está aprovando projetos pseudamente chamados de restauração, quando na verdade há uma verdadeira descaracterização do patrimônio histórico, fazendo com percamos paulatinamente a lembrança das linhas históricas desses prédios.
Mas, enfim, pelo sim pelo não, é melhor esta reconstrução que manter o atual prédio como está.
Só gostaria de lembrar aos construtores da obra e administradores do dinheiro público que, nós que trabalhamos com teatro e música nesta cidade, estamos cedentos de um lugar digno para apresentar nossos trabalhos…cedentos de “encher a casa”…pois uma das limitações pelo qual o público não participa massivamente no que é apresentado na cidade, é o calor excessivo, a péssima acústica e falta de acomodação da Casa de Cultura. Por favor, façam algo que realmente seja digno. Na Conferência de Cultura promovida pela prefeitura no ano passado, foi elaborado um documento por grande maioria dos grupos e representações artísticas culturais locais que, entre outras coisas, enumera tudo o que é necessário. Merda pra vocês, engenheiros!