
Sem avanço nas negociações com a prefeitura e apontando um silêncio persistente do Poder Executivo, o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Santarém, oeste do Pará, entrou em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (10).
A categoria, que conta com cerca de 500 associados, cobra a atenção do governo local para um conjunto de demandas estruturais, lideradas pela necessidade urgente de atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), que amarga mais de 27 anos de defasagem.
A decisão pela paralisação foi consolidada com a categoria em assembleia realizada hoje. A entidade, presidida por Marcos da Silva Lobato, afirma que as tentativas de diálogo com a gestão municipal foram esgotadas.
Em entrevista ao JC, o vice-presidente do sindicato, Paulo Sérgio Barros Castro, destacou o descaso da administração com o funcionalismo.
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“O sindicato reiteradamente tentou conversar com o Poder Executivo, reuniu algumas vezes, mas sem sucesso, sem avanço. Diante do descaso, a categoria decidiu deflagrar a greve”, afirmou o dirigente.
Paulo Sérgio pontuou ainda que os trabalhadores estão mobilizados na sede da entidade, exercendo o direito constitucional de greve.

Pauta de reivindicações
O levantamento feito junto às bases do sindicato gerou um protocolo de ofícios já encaminhado à prefeitura e à Secretaria Municipal de Administração. As exigências dos servidores foram detalhadas à categoria durante a assembleia geral.
Entre as principais pautas que compõem o movimento paredista, destacam-se:
- Atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR);
- Garantias para o período de greve, com veto a descontos salariais e retaliações e
- Realização de concurso público para suprir a demanda da máquina municipal.
Além de:
- Melhorias nas condições de trabalho;
- Pagamento de adicionais (hora extra, insalubridade, periculosidade e a devida aplicação da Norma Regulamentadora NR15);
- Gratificações pelo exercício excepcional de funções ou o pagamento adequado de horas extras.
O movimento reflete o estrangulamento das relações entre os servidores de carreira e a atual gestão do Executivo santareno, um cenário que afeta diretamente o funcionamento da máquina pública na região. O JC continuará acompanhando os desdobramentos desta paralisação e a resposta oficial da Prefeitura de Santarém às cobranças protocoladas pelo sindicato.

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