
O vereador reeleito de Santarém (PA), atualmente filiado ao PSB, Yanglyer Glay Santos Mattos, o Mano Dadai, e vários de seus familiares são os alvos de uma ação civil de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público do Pará (MPPA) na sexta-feira (25). Eles são acusados de nepotismo.
O foco do processo está centrado na ocupação de cargos comissionados na Prefeitura de Santarém por parentes diretos do parlamentar.
Entre os envolvidos na ação estão sua irmã, Maria Manasses Santos Matos, nomeada para a Secretaria Municipal de Governo (Semg) com remuneração mensal de R$ 5.000,00; seu filho, Yanglesson da Mota Mattos, alocado na Secretaria Municipal de Portos e Transporte Aquaviário (Sempta), com vencimento de R$ 2.800,00; e seu irmão, Yonyer Kennedy Santos Matos, lotado na mesma secretaria com salário de R$ 3.500,00.
Um terceiro irmão, Yandryerley Jaks Santos Matos, chegou a ter a situação analisada na fase de investigação, mas ficou fora do processo judicial por possuir vínculo funcional com o município desde 2001, data anterior ao mandato do vereador.
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A apuração ministerial teve origem em reportagens investigativas veiculadas pelo JC. As matérias do portal de notícias foram juntadas aos autos e citadas na petição inicial do Ministério Público para fundamentar a existência de indícios da prática ilegal.
As denúncias publicadas pelo JC não se limitaram ao gabinete de Mano Dadai e documentaram casos semelhantes envolvendo outros parlamentares da Câmara de Santarém. Com base nesses desdobramentos, outros vereadores denunciados por nepotismo também devem figurar como alvos de futuras ações civis públicas a serem ajuizadas pela promotoria.
O Ministério Público protocolou a ação na Justiça em 25 de setembro de 2026. Ela é assinada pelo promotor Diogo Belchior Santana.
O processo foi distribuído para a Vara de Fazenda Pública e Execução Fiscal de Santarém. O juiz titular da vara, Claytoney Ferreira, ainda não se manifestou nem apreciou os pedidos liminares apresentados pela promotoria, que requereu a suspensão dos efeitos das nomeações e o afastamento imediato dos familiares dos cargos públicos.
No encerramento da petição, o o MP aponta os demais alvos da ação de improbidade. Figuram no polo passivo ao lado do vereador e de seus parentes o prefeito Zé Tapajós — apontado como autoridade responsável pela assinatura dos atos de nomeação — e o próprio Município de Santarém.

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Esse é um caso de polícia!!! Tem ligações com o sub mundo do crime, invasor de terras, narcotráfico, etc. Se a polícia investigar prende de imediato .