
Prestes a completar 30 dias fora da prisão, o empresário Ulisses Leite de Souza segue o cumprimento de um pacote de regras impostas pela Justiça para responder em liberdade às acusações de atentado e ameaças contra a advogada Regiane Furtado Lisboa.
A soltura do acusado ocorreu no dia 9 de outubro por determinação da Vara das Garantias das Regiões do Baixo Amazonas e Sudoeste Paraense. (1ª instância).
Entre as obrigações judiciais mantidas neste período, Ulisses não pode se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com a advogada Regiane Lisboa. Além disso, a decisão estabeleceu o recolhimento em casa durante a noite, a proibição de saída da comarca sem autorização prévia e a apresentação periódica no fórum da cidade.
Com o retorno do empresário às ruas no mês passado, o advogado de defesa Luccas Rodrigues da Silva comunicou o fato ao Tribunal de Justiça do Pará. Por causa disso, o desembargador relator Leonam Gondim da Cruz Júnior declarou o habeas corpus (pedido de soltura protocolado em segunda instância) como prejudicado e determinou o encerramento definitivo daquela ação no dia 16 de outubro.
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Tiro na porta de carro
O caso teve início em agosto deste ano.
Naquela tarde, o carro da advogada sofreu um tiro na porta do motorista enquanto esteve estacionado na avenida Barjonas de Miranda, em Santarém. Poucos minutos depois, a vítima recebeu um áudio no aplicativo WhatsApp com a voz alterada por computador.
O autor chamou o disparo de aviso e fez intimidações diretas contra a vida da defensora. Na manhã seguinte, um rato morto e sem cabeça apareceu na garagem da residência da advogada.
As investigações da Polícia Civil vincularam os ataques a disputas agrárias no projeto de assentamento PDS Paraíso. A advogada assinou pareceres para a Associação APARAI com restrições à atuação da empresa USA Florestal e Mineradora, de propriedade de Ulisses, no plano de manejo da área.
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O empresário acabou detido em 9 de setembro e teve a custódia confirmada na audiência de praxe no dia seguinte, quando a primeira instância considerou a medida necessária para a garantia da ordem pública.
A ação penal continua o seu trâmite sob segredo de justiça. Todas as informações foram apuradas pelo JC com fontes ligadas ao caso.
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