Foi um oftalmologista que fez a perícia médica (INSS/Santarém) no agricultor Renato Julio Lopes Silva, dignosticado com um tumor no cérebro pelo neurologista Erik Jennings e, por isso, considerado incapaz, permanentemente, para o trabalho.
O perito, num rápido exame visual, considerou o paciente plenamente apto a voltar ao batente.
Para entender o caso, leia a denúncia da advogada Gracilene Amorim feita ao blog ontem (23), e repercutida pela imprensa santarena hoje.
Leia também:
Benzetacil da má gestão na veia.
— ARTIGOS RELACIONADOS
- Multa-mãe: o motorista que desafiou a Pare Azul e provocou o processo do MP contra a Prefeitura de Santarém
- Guerra milionária: Justiça proíbe empresário de se aproximar de empresa em Santarém após pai idoso denunciar agressões
- Motorista tem carro atingido por árvore doente, e juiz condena Santarém a pagar prejuízo
Conheço o caso do Renato Júlio e espero que ele e sua família tenham forcas para vencerem as múltiplas batalhas de uma doença grave que NECESSITA da solidariedade de todas as pessoas e do apoio do Estado Brasileiro,em suas dimensões sociais, físicas e mesmo financeiras.
E por que não citar o nome desse médico perito do INSS? Acho que temos o direito de conhecê-lo, ou ele tem “imunidade do tipo parlamentar”? Uma atitude dessa é desumana ao extremo!
Não sei o que se passa na cabeça dos médicos peritos do INSS. Talvez seja o medo de serem acusados de fraude por aprovar um auxilio-doneça. Quero não acreditar que seja pura desumanidade, pois li o que foi postado sobre este caso, e sei que o Doutor Eric é uma autoridade como neurocirurgião, e o perito não tem essa especialidade e desconsidera o laudo que Dr. Eric fez em cima do que dizem os exames. Só mesmo não dando a devida atenção à documentação levada pelo paciente/segurado é que se poderia chegar a esse ponto.
Em Itaituba, um amigo com tres pontos de hernias na coluna foi dado como apto ao trabalho pelo médico do INSS no vinculo de trabalho que tem com a prefeitura (ligada ao INSS) quanto já estava de auxílio doença pelo vínculo de trabalho que tem com o Estado (onde também foi examinado por especialista). Ele reclama que seus exames não foram sequer vistos pelo médico e que somente pediu que levantasse a perna e o braço. Detalhe, o sejeito não pode deixar de tomar remédio para as dores insuportáveis que sente, e tem crises horríveis.
Então não é de se duvidar do que aconteceu nesse caso, mas penso que é mesmo caso de o CRM intervir em situações como estas, onde casos como a dessa pessoa que a advogada fala foi indeferido por médico perito do INSS.