CartaCapital
Morreu de falência múltipla de órgãos nesta quinta-feira 14, às 16h50, o ex-ministro da Justiça Fernando Lyra (foto).
O recifense, colunista de CartaCapital, tinha 74 anos e estava internado desde 5 de janeiro no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas, em São Paulo, em estado crítico.

Ele sofria há 20 anos de uma insuficiência cardíaca congestiva grave.
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Nos últimos dias, respirava com ajuda de aparelhos, apresentava uma infecção sistêmica e insuficiência renal aguda.
Antes de se transferir para a capital paulista, ele foi internado por sete dias em Recife para tratar uma infecção urinária. O quadro se agravou devido ao seu problema no coração.
Mesmo passando por sucessivas internações, o ex-deputado federal por oito mandatos consecutivos (1971-1999) assinava desde a edição 724 de CartaCapital a coluna quinzenal Real Politik.
Voz exponencial contra a ditadura, Lyra pertenceu ao grupo dos “autênticos do MDB”, partido que fazia oposição ao Arena dos militares.
“Quando conquistei meu primeiro mandato, havia uma ditadura no País que tinha a pretensão de parecer uma democracia e criou um partido de oposição. Entrei nele e, apesar de todas as dificuldades, da ameaça que pesava sobre nossas cabeças, da cassação de mandatos, de prisões, torturas e assassinatos de parlamentares, o MDB se transformou em importante espaço de luta democrática. Hoje, com a democracia instalada, os momentos gloriosos tornam-se raros”, disse em recente entrevista a CartaCapital.
Leia mais em Morre o ex-ministro Fernando Lyra.
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