Audiência pública sobre o “Abaré” na Alepa

Publicado em por em Política, Saúde

Barco Abaré - Toni GalvezAbaré: saúde para os ribeirinhos de Santarém, Aveiro e Belterra

Blog do Jeso | Airton FaleiroIniciativa do deputado estadual Airton Faleiro (PT – foto), será realizada no próximo dia 21, às 14h, no salão João Batista, da Alepa (Assembleia Legislativa do Pará) a audiência pública para discutir a utilização do barco-hospital “Abaré”, que prestava atendimento às comunidades ribeirinhas de Santarém, Aveiro e Belterra.

Desde janeiro deste ano, o barco passou a atender somente em Santarém, por decisão do prefeito Alexandre Von (PSDB), mesmo o projeto recebendo verbas do Ministério da Saúde.

Alexandre Von e mais os prefeitos de Aveiro e Belterra, além dos presidentes das câmaras de vereadores desses municípios, Conselho Nacional de Seringueiros, Sindicatos de Trabalhadores Rurais de Santarém, Aveiro e Belterra foram convidados para a audiência pública.

Leia também:
Abaré: interiorização da medicina. Por que perdê-la?.
Caso Abaré: ribeirinhos “ao Deus dará”?.
Abaré: prefeitura pode perder verbas federais.


Publicado por:

4 Responses to Audiência pública sobre o “Abaré” na Alepa

  • Seria ótimo que colocássemos cinquenta Médicos cubanos para atender às nossas comunidades carentes.Enquanto interesses particulares preponderarem sôbre necessidades prementes de saúde de nossa população carente, continuaremos estagnados , um tratamento médico de fachada e efêmero reinarão.A parceria da sociedade civil é importante e imprescindível no apoio às ações de assistência à saúde , mormente, moradores interioranos de nossos rios.A maioria das ONG’s brasileiras vivem atreladas às benesses governamentais, sozinhas não caminham.As tetas do governo são necessárias para suas sobrevivências.Isso é Brasil, lamentávelmente.Que façam bom proveito do Abaré, os necessitados usufruam da inquestionável solidariedade e parceria da ONG.Pessoalmente, tenho aversão às bondades e filantropias interesseiras.

  • Depois de todos esses meses de mobilização em torno do Caso Abaré, finalmente tive uma conversa com o Prefeito Alexandre Von e gostei do que ouvi: que ele jamais cogitou a saída da embarcação de nossa região, e que não há chance alguma disso ocorrer durante seu mandato.

    O desafio segue sendo garantias para os altos custos do Abaré – superiores às verbas repassadas por Brasilia através da Portaria Ministerial 2.191 – preocupação esta que compartilhamos. O seu custeio (tripulantes, combustíveis, etc) é maior justamente porque conta com instalações acima da média das mais de 60 novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) Fluvial que estão sendo implantadas na Amazonia através da política inspirada no Tapajós.

    Desta forma, não se justifica utilizá-lo de forma custosa/ociosa apenas para serviços básicos assistenciais, por isso a necessidade de sua aquisição em definitivo como patrimônio público, permitindo a gestão plena governamental para que novos recursos sejam injetados por meio da diversificação dos parceiros, serviços e programas (Hospital-Escola, Saúde do Trabalhador, etc), incrementando o papel social da embarcação e os benefícios aos ribeirinhos. Teria ainda uma função estratégica para interiorização da medicina, ensino e pesquisa, bem como de um laboratório de boas práticas para serem disseminadas junto as outras UBSs Fluviais.

    Estes assuntos também foram tratados na reunião mês passado em Brasília da atual titular da SEMSA/Stm, Dra. Valdenira Cunha, com o Ministério da Saúde. De lá para cá, houve avanços como o encaminhamento de Santarém para que Brasília inicie diretamente as tratativas com os holandeses da TDH (proprietários do Abaré) para aquisição da embarcação. Enfim, um primeiro passo de muitas negociações que ainda estão por vir.

    No que diz respeito a regularização dos serviços do Abaré conforme disposto na Portaria Ministerial do Tapajós (atendimento nas duas margens do rio, frequência de retornos, dias-campo/mês), também houve avanços. Esforços dos CMSs, audiências no MPE, envolvimento maior da SESPA e um diálogo mais efetivo entre os Municípios (Santarem, Belterra e Aveiro) indicam a retomada a partir de setembro dos atendimentos do Abaré na Flona-Tapajós, onde 5 mil ribeirinhos se encontram desassistidos desde o ano passado.

    Sendo assim, a audiência na ALEPA chega em boa hora, mas deve-se ter o cuidado para que um “muro de lamentações” que leve a lugar algum não predomine e ofusque a oportunidade para construção de uma agenda positiva, suprapartidária, como pede a saúde que os ribeirinhos tanto precisam.

    Esperamos, sim, que nossos tomadores de decisão ratifiquem os últimos avanços no Caso Abaré, construam apoios para os desafios seguintes (que não são poucos: intensas negociações, sustentabilidade, arranjos jurídicos e interinstitucionais), sensibilizem Belém quanto a necessidade de maior envolvimento na saúde do Tapajós, e a faça entender que a Saúde da Família Fluvial é uma estratégia que veio para ficar, que poderia ser mais disseminada em todo Pará, um estado também de ribeirinhos.

  • Esse lengalenga acêrca do Barco Abaré é uma queda de braço eterna.Parece-me que existe interesse pessoal e especial na questão.O intuito primordial de servir ao próximo soa-nos como secundário.O Ministério da Saúde poderia contemplar as comunidades de Aveiro e Belterra com um novo barco, Santarém paga um ônus muito alto atendendo pacientes de outros municípios, minguando o repasse do SUS, enquanto Prefeituras de cidades vizinhas não movem uma palha para incrementar o serviço de atendimento à saúde , implantando Hospitais operantes e recursos humanos qualificados.Juruti ganhou um Hospital de média complexidade, continua com seu atendimento quase estagnado, funcionando precáriamente com Médicos de Santarém, a maioria, não desenvolvendo o atendimento real, a sua inauguração foi repleta de estardalhaços parecendo que solucionaria ,em parte , os descasos com a saúde naquele município.Pasmem, o Hospital parece pertencer a uma Mineradora.Voltando ao Abaré: parece-me que é uma questão de honra determinada ONG reconquistar esse barco, já fizeram todos os malabarismos de reconquistas e não lograram êxito.Há algo de estranho nessa história toda, até agora o Ministério não mostrou interesse em resolver a pendenga, pondo fim ao lengalenga.Aguardemos, pois.

  • Antoine Lavoisier, considerado o pai da Química Moderna, “Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. Logo, se o problema essencial é carência de médicos e médicas, não podemos se dar ao luxo de PERDER. Nem pensar em PERDER o ABARÉ. Que venha mais profissionais da Medicina, não interessa de onde venham. O que importa, é a Saúde Pública que está um caós. Saia desta …, e que o governo faça seu dever de casa, sem se importar com ;” As Más Línguas”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *