Aos 30 e uns…

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por Leiria Rodrigues (*)

Essa será a idade perfeita para saber o que se quer? Ou, a idade perfeita para não querer saber o que se quer? Ora, vivemos tentando encontrar as respostas para tantas neuras femininas… e sempre damos a elas a resposta mais inteligente que encontramos: carência! É, no fundo, não é que carência mesmo?!!

Estamos cercados de “mundos” carentes. A extinção dos valores, da solidariedade, da amizade, de tantos sentimentos do bem, nos tornam cada dia mais carentes… Então, tá tudo explicado: por isso, vamos ao barzinho, quase todas as noites, as amigas inseparáveis, de 30 e uns… rimos, jogamos conversa fora, comemos, bebemos, criticamos a magrela, a gorda, a loira, a ruiva, enfim, não passa ninguém despercebido ao nosso olhar cruel.

E sempre no final vamos pra casa, rindo do nada, e se matando: “O que ela tem que eu não tenho?” Voltamos so-zi-nhas, ca-ren-tes!

Por que ele pediu meu número se ele não vai ligarrrr!!?? O amigo até quer ajudar, apresentando o irmão mais velho… O que queremos afinal? A mesma coisa: viver um grande amor.

Parece futilidade, mas é isso mesmo…aceite, você também quer um grande amor. Ora, quem não quer um grande amor, grande mesmo, de um metro e oitenta, moreno, olhos castanhos, sarado, que fale fluentemente, no mínimo, dois idiomas, viajado, culto, gentil… Caraca, ai já é ser carente demais, não!!!?

A verdade é que nós, mulheres de 30, tudo bem…30 e uns, como eu e você, que se enquadra nessa estatística, estão loucas para encontrar a razão de tanta carência. A solução estará mesmo, num cara sarado, esse parecido com o que eu descrevi?? Não sei não. Amiga, de uns tempos pra cá, pensei mesmo que encontrar a saída para tanta carência, fosse mesmo um saradão e olha que encontrei, mas confesso que não foi nada do que pensei!

E, repensei realmente no que quero, no que desejo para ser feliz. E no barzinho com as amigas, as risadas, a troca de experiências, os momentos pequenos que trocamos, isso me faz feliz… O que me preenche mesmo para ser mais feliz está tão perto de mim. Não preciso buscar tão longe, nem fazer terapia. Tudo bem ajuda, fico horas meditando, tentando encontrar a serenidade… amenizar a TPM… essas coisas. Mas, estar ao lado das pessoas que amamos, nos amar, nos sentir o último biscoito…é bom demais!!

Ser a gente mesmo, comprar aquele perfume “carésimo”, viajar sem destino: “Vou pra onde a estrada me levar!!!!”. Conhecer lugares, pessoas, rir muitooooooooooo!!!!! Aos 30 e uns… queremos ser a gente mesmo. E vou começar tudo de novo…a cada dia… ser eu mesma!!

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* Santarena, é jornalista e professora.


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3 Responses to Aos 30 e uns…

  • Amiga, precisamos sim de um grande amor, mas “O segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você.” Mário Quintana

  • a eflicidade não esta em qualquer um, sim em nós.Como procuramos a felicidade no outro se não somos capazes de ser feliz primeiro para cativa o outro? Não podemos responsabilizar o idealizado e sim nos fazer merecedoras. Tenho 30 e uns, sou solteira e feliz, não prteciso de um corpo sarado e sim procuro um coração amável. Espero que a mulheres como eu mude a mentalidade e acredite mais e mais nela. Somos fortes e capazes, basta nos descobrir.
    Abraço e se descubra porque eu ja medescobri.

  • Amiga, concordo perfeitamente… aos 30 e uns que nos encontramos, nossa felicidade só depende de nós mesmas. Ah! Como é maravilhosa essa idade que vivemos… Amooooooo… Saudades sua sempre!!

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