O plebiscito de ontem [dia 11] extrapola, e muito, os limites do Pará, para deixar à mostra o tamanho e a profundidade das desigualdades sociais e regionais do País.
Manuel Dutra, jornalista e professor, no artigo Divisão: é preciso olhar além da paróquia, publicado ontem (12) neste blog.
Estava recordando de uma das propagandas do “NÃO” onde se falava que eramos uma família. Fiquei pensando em uma cena clássica. Belém, o filho mais velho,orgulho do papai e queridinho da mamãe, respectivamente, o pai governo e a mãe o tão proclamado território, e o restante da população os filhos enjeitados a quem restam sobras e os “nãos” do pai e da mãe, e o desprezo do irmão mais velho e preferido.
Nessa família, onde Belém é nitidamente o filho mais velho, nota-se o mimo,a pirraça,e a realização dos caprichos e egoismo de um, em detrimento dos outros.
Realmente, talvez sejamos uma famíliaou éramos até então.Mas nós tapajônicos como renegados que fomos,não queremos mais ficar com migalhas, e nem precisamos mendigar atenção uma altura dessas. Temos que ser cada vez mais nós por nós mesmo, e em uma famíia só nossa, a Família Tapajós!
JESO, o resultado da votação do plebiscito matematicamente representa o ÓBVIO: a Região do Tapajós e Carajás votaram + de 95% no SIM ( que juntos tem 1/3 dos votos do Pará) a Região de Belém votaram + de 95% no NÃO ( que tem 2/3 dos votos do Pará). É como se o Jatene fizesse aniversário e cortarse o bolo em 30 fatias e chamasse para comer 20 jogadores do Paisandú, 5 do São Raimundo e 5 do Carajás, os jogadores do Papão comeriam 2/3 do bolo enquanto SR e Carajás comeriam 1/3. Talvez os estrategistas do SIM faltaram as aulas de Matemática inclusive o EVALDO. Eles deveriam ter lutado no STF para que a votação fosse só na área interessada como diz a constituição, senão sempre o resultado vai ser esse , mesmo que seja feito outro plebiscito daqui a 50 anos.