Novos estados: justiça e solidariedade

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por Jonivaldo Sanches (*)

Quem das regiões dos novos estados do Tapajós e Carajás não passou pela dificuldade de ter de resolver um simples problema como o recolhimento de tributos, no qual o governo do Estado do Pará, mesmo possuindo interesse em arrecadar, obriga os cidadãos do interior a ter de esperar por longo tempo pela resolução de simples cálculos, os quais somente podem ser realizados somente na capital, Belém para que o tributo possa ser recolhido?

Quem, sendo servidor público do interior do Estado do Pará, mesmo os oriundos da capital, que estão lotados no interior ou nele estiveram, tentando buscar remoção para ficarem mais próximos dos seus familiares, não passaram pelo custo de gastar horas de ligação, ou mesmo bastante dinheiro tendo de viajar (pagando passagens caríssimas) a Belém somente para tentar falar com alguém que ao menos agilizasse seu requerimento?

Quem não conhece um alguém dessa região que teve de ir estudar na capital, porque no interior não era ofertado o ensino superior na área desejada?

Quem da capital do estado ou região metropolitana não possui um parente dessas regiões que já teve de passar pela dificuldade de ter de ir se tratar de doenças na em Belém ou em outro estado por falta de profissionais e hospitais no interior do estado, oeste ou sudeste, que ofereçam adequado tratamento na área na qual precisava de assistência saúde?

Sem contar tantos que tiveram de deixar suas famílias, amigos e amores para buscar emprego em outros estados ou mesmo outros países, sendo discriminados nesses lugares, porque em sua região não havia oportunidades?

Certamente muitos responderão afirmativamente a todas essas e muitas outras questões que lhe foram postas. A sensação que essas pessoas têm é a de que embora fazendo parte do Estado do Pará, esse estado lhes virou as costas. Muitas das pessoas da capital e região metropolitana (talvez sua maioria) nem saibam que tanta gente passa por isso no sudoeste e oeste do seu estado. Faltam esses cidadãos, saúde, educação e emprego.

Os governos paraenses e os políticos da capital agem com o interior do estado, historicamente, salvo algumas exceções, tal como agem com as periferias da capital: com indiferença.

Em busca da concentração dos seus votos, direcionam as políticas que podem para seus recantos eleitorais. E muitas vezes, infelizmente, desviaram das verbas destinadas a essas políticas um quinhão significativo. Vide o caso Alepa.

Tenho a certeza de que muita gente que hoje se encontra nas periferias da capital, possui parentes do interior do estado, os quais dele saíram para tentar melhores de condições vida, pelos motivos acima apontados, na capital. Essas pessoas, ao conversarem com os seus ascendentes (que do interior saíram), entenderão o sentimento concreto de abandono em que vivem os interioranos desse estado especialmente os das regiões que hoje lutam pela sua autonomia. Devem entender o porquê ser necessária a sua autonomia.

Todo aquele que saiu do interior compreenderá o que se escreve nessas linhas. E todo que aquele que pretende fazer justiça ao interior do qual saiu, ou do qual saíram seus ascendentes (pais, avós, etc…) possui o dever de votar 77. Sim aos Estados do Tapajós e Carajás. Por justiça e solidariedade.

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* É cientista político.


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13 Responses to Novos estados: justiça e solidariedade

  • DIVISÃO DO PARÁ JÁ:
    Mais um bebê morre após negligência

    Carliane Nunes foi mais uma vítima da negligência e a omissão dos órgãos públicos. Depois de passar pelos hospitais da Santa Casa de Misericórdia, Gaspar Viana e Santa Clara, a univrsitária teve um bebê no banco do carona, do carro de um vizinho que testemunhou o sofrimento da mãe.

    “Na primeira vez em que eu cheguei na Santa Casa, me despacharam da porta. Eu estava sentindo dor e me negaram socorro. Eu já cheguei no Santa Clara com a criança nascendo, foi quando um enfermeio veio finalizar o resto do parto, dentro do carro, e mandou que eu corresse pra Santa Casa porque o meu filho corria risco porque era prematuro.”, relata a estudante.

    Só depois que a criança nasceu foi que Carliane foi atendida de fato na Santa Casa. Enzo nasceu de sete meses, com 1,200 kg e 32 centímetros. Encaminhado à UTI neonatal, o menino foi entubado e permaneceu com vida por três dias, vindo a óbito devido a uma infecção contraída durante o parto.

    Em entrevista à RBA TV, Carliane afirma que vai processar o Estado e que tem certeza de que se tivesse sido atendida a tempo, o bebê estaria vivo. “Eu não quero que outras mães passem pelo o que eu estou passando. O caso do meu filho não vai ficar impune. Quero que seja feita justiça.”, finaliza, emocionada, a jovem mãe.

    OUTRO CASO
    Por falta de leito para internação, Vanessa do Socorro, com sete meses de gestação, perdeu os filhos gêmeos após passar horas tentando atendimento na Santa Casa e no Hospital das Clínicas, em Belém.

    EU voto 77. SIM

  • Jorge Moraes,

    Estás falando de Lucifer que renega a própria gente e da Maria da causa Gay…grande evolução heim!!!!!

    1. É jorge, só quem entende de problemas sociais da população, do povão é quem vive ou viveu no meio dela e saiu do meio dela., mas como toda regra tem sua exceção, taí os seus “belos exemplos”. E uma perguntinha pra vc: vc já literalmente comeu poeira na transamazônica ou já empurrou ônibus ou outro carro na lama na estrada? já teve uma infecção intestinal na estrada, onde tivesse que ficar três dias e três noite dentro de um carro atolado na lama com chuva direto e sem ter uma saída para o seu problema? tenho certeza que não meu caro. O resto é puro discurso de burguês.

  • A solução é simples: chama-se descentralização e desconcentração de órgãos públicos.
    Lembrem-se que nos Estados Unidos, em quase todos os estados a capital não é a principal cidade: prova cabal de que totalmente possível disassociar desenvolvimento/crescimento da localização geográfica do poder.
    Pensemos e trabalhemos como eles, que a prosperidade virá.

  • Que a nossa união possa vencer, o sim ao Tapajós e Carajás, pois que sonha e acredita será realizado. Os novos Estados vão trazer tantas oportunidades hoje as pessoas desembregadas, que não sabe mas o que fazer, por isso você que está lendo vote no SIM, pense no seu próximo e nas futuras gerações que um dia vão está aqui. SIM SIM SIM SIM.

  • Se fosse por isso… Os de Belém que quiserem interpor recurso na Justiça Federal, têm de ir a Brasília. Se quiser viajar para a Dysneilância, tem que ir a Brasília, São Paulo ou Recife pegar o visto do consulado.

    1. Infelizmente meu caro anônimo éssa é lógica que tem norteado as políticas públicas no estado do Pará por séculos. Se uma bomba de água “queima” em sistema de capitação de Santarém, terceira maior cidade do estado, ela tem de ser buscada de balsa na capital: para chegar em Santarém serão quatro dias. Administrassassem o país nossas elites gostariam que fossêmos à Brasília para resolver problemas que como esse. Estudei na capital do Estado – na UFPA. Para conseguir concluir os meu curso tive de ir para lá. Não gostaria que fosse assim. Mas tem sido assim. Já escrevi sobre o assunto e sobre as causas políticas dessa centralização. Nesse blog mesmo existe artigo meu.
      Respeito tua posição. Estamos em uma estado democrático de direito, porém saiba que não podemos fechar os olhos para os fatos. Pelos fatos, pela história, por respeito ao sofrimento histórico do povo do oeste, sou favorável a criação do Novo Estado do Tapajós. Votarei 77. Espero, sinceramente, possas votar também.

      1. Quem mora em Bauru, Ribeirão Preto, Campinas, São Carlos, Presidente Prudente ou qualquer outra cidade de médio do porte do interior paulista não precisa ir para São Paulo cidade para comprar um alfinete sequer.
        Trabalhemos como eles, que o resto será consequência. E aí, capital será um mero detalhe.

  • A única definição até o momento sobre a composição das duas frentes contra o desmembramento é a presidência. O movimento contra Carajás terá como presidente o deputado federal licenciado Zenaldo Coutinho (PSDB).
    Contra o Estado do Tapajós, a frente será presidida por Celso Sabino (PR).

  • Jonivaldo,

    Parabens pelo texto, infelizmente dois que sairam do interior não compreendem tudo isso, o Sr. Lucio Flávio e a Sra. Marinor Brito, que embora respeitemos suas escolhas, de certa forma bate um questionamento, esqueceram de tudo isso? um é jornalista e a outra é senadora…

    Sim Tapajós e Carajás!

    Telma

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