Um feliz 2013 se…

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por Helvecio Santos (*)

“Qual mais longe se torna o cais/Lindo é voltar” (Ivan Lins). Quando penso em Santarém, essa música me vêm à cabeça, pois penso que será lindo um dia voltar a uma Santarém linda.

2013 me fará feliz com coisas nacionais, como o Supremo Tribunal Federal julgar o mensalão do DEM e do PSDB, com igual rigor dispensado aos “cumpanhêros” do PT mas, mais feliz me fará, com coisas da “minha eterna paróquia”.

Assim, terei um Feliz 2013…

Se o São Francisco conseguir pelo menos o vice-campeonato do Parazinho e se o meu amigo Bruno Moura e Edie Ribeiro, azulinamente, concertarem.

Se eu não precisar usar o terminal do Aeroporto Internacional Maestro Wilson Dias da Fonseca num dia de calor o que, convenhamos, é pedir milagre.

Se conseguirem colocar um mínimo de ordem no nosso caótico trânsito, principalmente nas motos e nas bicicletas, hoje um risco maior do que os carros e se fizerem os donos dos “carrão” silenciarem, ficando somente para si os seus pesados sons.

Se livrarem a Praça da Matriz dos indigestos camelôs, praga justificada erradamente como “um problema social”. A Espanha beira os 25% de desempregados e não há camelô nas ruas de Madri e Barcelona.

Se retirarem os barcos da frente da cidade, devolvendo o cais para ser verdadeiramente uma orla e se mandarem “alisar” a areia da frente da cidade e, passo seguinte, se fincarem traves e postes de rede para a prática de esportes.

Se “faxinarem” as praças Tiradentes e Rodrigues dos Santos, devolvendo-as ao povo e reconstruírem a praça do “Seu” Gigi. Os três ilustres brasileiros homenageados não merecem tanto desrespeito.

Se devolverem as calçadas aos pedestres, desocupando-as e nivelando-as. Os bebês em carrinho, os velhos (onde me incluo), cadeirantes, muletantes, cegos, mais do que todos, agradeceremos.

Se livrarem a cidade de outdoors, letreiros do comércio, placas de propaganda e outros, dando chance de esticarmos a vista ao longo das ruas.

Se urbanizarem a avenida Anísio Chaves, acabando com o mato e as crateras que lá abundam, o que me obriga levar bote salva vidas quando chove e a trocar os amortecedores do carro da minha irmã toda vez que vou à Santa.

Se derem uma destinação útil ou, para ser gentil, mais útil, ao inútil Bosque da Vera Paz, onde não há bosque, havendo somente um braço de cimento onde se pode “curtir” farelo de soja na cara ou fedor de esgoto que jorra ali perto.

Se derem uma boa faxina nos mercados Modelo e 2000 e colocarem no Mercadão 2000 uma proteção de vidro entre os vendedores de peixe e o freguês, livrando estes e os passantes de levarem banho de sangue dos peixes ali cortados.

Se limparem regularmente o banheiro do Terminal Fluvial.

Se arborizarem ruas e principalmente o cais, colocando bancos em toda sua extensão e proibindo a venda de frituras e outras “insalubridades” que exalam um horroroso “perfume”, insuportável para quem só quer apreciar o preguiçoso ir e vir do rio.

Se eu não tiver que fazer outra cirurgia no próximo dezembro, se minha irmã Neuza der uma gargalhada e se a minha irmã Nilza não abandonar o Grupo da Terceira Idade da Paróquia do São Raimundo.

Se o que relaciono se concretizar e mais o que o jornalista Zuenir Ventura listou em artigo num jornal carioca, no qual me inspiro, com ressalva ao repeteco do tricolor, o qual faço votos que sejam do meu Mengão, terei um 2013 estupidamente feliz.

Não sou de “terceirizar”, como por exemplo, “se Deus quiser”. Ora, por que “terceirizar” para Deus? Se o propósito for bom, Deus sempre quer, só depende de nós. Prefiro dizer “com a graça de Deus”.

Assim, com a graça de Deus farei o meu dever de casa. Mas, percebam, em grande parte minha felicidade em 2013 depende de terceiros ou, melhor, de terceiro. Portanto, imploro! Meu caro Alexandre (Von), minha felicidade está em suas mãos e “Não importa qual seja a dor/Nem as pedras que eu vou pisar/…”, um dia, tenho certeza, será lindo voltar.

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* Santareno, é advogado e economista. Reside no Rio de Janeiro.


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9 Responses to Um feliz 2013 se…

  • Helvécio,grande Helvécio.

    Parabéns pelo texto.Cirúrgico.Concordo em tudo.Nosso prefeito Von vem aí.Aguarde.

    grande abraço

    Darivaldo Coimbra

  • Caros Jeso e Helvécio

    Um 2013 muito cheio de saúde e sucesso a ambos e que Deus continue a iluminá-los e protegê-los junto com suas famílias.
    Estou desde 15 de dezembro curtindo a abençoada Santarém.
    Torcemos de forma frenética que tudo que foi exposto seja realizado em prol da civilidade do povo santareno que tanto merece por parte dos nossos governates.
    Sem querer ser pessimista mas muita coisa precisa ser feita e irá precisar além de trabalho de muita vontade.
    Entristece ver como nosso dinheiro público já obtido com tanta dificuldade é perdido de forma tosca e sem qualquer contestação por quem deveria constestar que são os responsáveis.pela cidade.
    Um exemplo pequeno: com muita alegria transitei ´pela av Curuá-Una totalmente recapeada e com faixas de sinalização. Certamente um gasto muito grande. Será que nesse orçamento tão grande não caberia o custo de um cano/manilha para que a agua pudesse escorrer pelo menos por debaixo do asfalto novo até o outro lado que seja da rua? Será que aumentaria em demasia o custo dessa obra? Esquina da Elinaldo Barbosa um rio corta a rua diuturnamente fazendo com que haja um natural desgaste do atrito agua/veiculos e asfalto dando-nos a certeza que muito em breve o local abrigará crateras a serem remendadas. Porque não previram antes? Porque não colocaram um cano? Por esse simples exemplo a gente quer ser otimista mas se torna dificil meu caro Helvécio .. Mas, vamos acreditar e torcer. Feliz 2013

    Antenor Pereira Giovannini

  • Helvécio Santos, como Santareno igual você gostaria de ver o seu São Francisco não como vice, mas como campeão do parazinho, porém os sinais são desanimadores, o grupo familiar que dirige o SF na pessoa do Eddi Ribeiro e Milton Maia ganharam a eleição de maneira fraudulenta, não tem credibilidade de investimento e não são empreendedores para buscarém fazer um grande time com ou sem contratações fora da região, alavancarém a construção do centro de treinamento igual como esta no papel, o grupo do Dr. Bruno Moura junto com profissionais liberais de várias profissões estavam prontos para proporcionar este crescimento do LEÃO de todos santarenos, digo isso, porque o meu querido pantera, os interesses pessoais e a ganância acabaram com crescimento brilhante que o time vinha tendo, transformando-o num amontoado de dividas, o Edi Ribeiro acha que ele sòzinho levou o Leão a Elite do paraense, quem de sã consciência vai vender fiado pro Edi, foi a união de profissionais liberais, empresários, politicos, torcida, abenegados que levantaram o Leão.
    Francisco Pereira.

  • De que forma o Sr. Helvécio pode contribuir efetivamente, além dos textos bonitos, com a melhoria dessa cidade que diz tanto amar? Pois como dizia a vovó: texto bonito não enche barriga!

    1. Acho que está contribuindo ao dar sua opinião e mostrando soluções. Nós cidadãos não temos só o dever de votar. Temos também o direito de dizer quando não estamos satisfeitos. Não podemos executar.Isso cabe a quem elegemos para administrar e criar as leis visando o interesse público. E não vale mandar os insatisfeitos se mudarem para a Suiça ou USA. Como disse a Lila Bemerguy: ” E não venham dizer que “os incomodados que se mudem”. Essa a posição dos acomodados, conformados, que acham que nada pode mudar. Se não falarmos nada, a tendência é permanecer tudo como está.”
      Caro Helvécio, como não sei me expressar tão bem como você, torno minha as suas palavras. Abraços Tapajoaras.

  • Em Santarém, infelizmente, não há qualquer planejamento para o desenvolvimento urbano. A cidade simplesmente incha!
    Recursos naturais como florestas e águas naturais superficiais, que adornam e embelezam a cidade sofrem cortes rasos e servem como corpos receptores de esgotos. Nesse sentido, a Pérola do Tapajós fica sem suas proteções naturais, e as obras de urbanização são sofríveis, em termos de utilidade e estéticos. Não dá para jogar a toalha e aceitar a justificativa rasteira de “que é assim mesmo”. Ao contrário! Justificativas rasteiras são reconhecimentos de erros cometidos.
    Porém, é lamentável reconhecer que o articulista Helvécio e outros amantes da Pérola do Tapajós não terão um 2013 feliz.

  • Querido amigo Helvêcio, compartilho de seus desejos, até porque, assim como você, sou Franciscano e Flamenguista. Mas confesso que meu desânimo é abissal. Desde 2004 vou a Santarém pelo menos 5 vezes por ano, onde residi parte de 2006 e de 2007. São 8 anos, 3 eleições, e não há o mínimo sinal de fumaça de que os nossos políticos estejam sendo movidos pelo desejo de realizar gestão que vise o interesse público e o bem estar da coletividade. Ainda é a lógica da apropriação do público pelo privado, infelizmente
    Tomara que eu esteja errado e que essa nova administração, no decorrer do mandato, consiga reverter esse quadro
    Mas a composição do Secretariado e a eleição da presidencia da Câmara já sinalizão o que teremos pela frente,
    De qualquer modo, também desejo boa sorte ao novo Prefeito. Falar sobre a sua gestão, só em 2014..

  • Um texto de fato belíssimo. Mais do que palavras bem dispostas – em meio a um caminhão de bobagens e atropelos gramaticais que se veem em blogs e sites -, os desejos do articulista (gosto desse nome) são de todos aqueles que amam Santarém e que não querem abandoná-la jamais. Todas as sugestões não carecem de grandes investimentos, mas de enorme boa vontade. De fato, nossa cidade precisa de um banho de civilidade, de limpeza, de bom gosto e de respeito às leis. Nossos espaços públicos precisam justificar o nome. Sem esgotos a céu aberto, camelôs fora de lugar, lixo em todo canto e desobediência às regras de boa convivência, construiremos uma cidade melhor. Tomara que nosso novo Prefeito leia esse texto e garanta que mais pessoas achem “lindo voltar”.

  • Concordo com tudo. Amo Santarém, essa é a cidade que escolhi para viver após experiência na impossível Belém. Mas este fim de ano estive em algumas cidades em outros estados, do mesmo porte de Santarém, onde percebi que é possível sim andar sobre calçadas regulares, ter o trânsito organizado e não ruas que são pistas de corrida, cumprir regras para a higiene das feiras, não ter valas de esgoto fedido nas ruas… E não venham dizer que “os incomodados que se mudem”. Essa a posição dos acomodados, conformados, que acham que nada pode mudar. Se não falarmos nada, a tendência é permanecer tudo como está.

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