Contraponto do cantor e blogueiro Nelson Vinencci ao artigo Culto à irresponsabilidade e à impunidade, do advogado Ítalo Melo:
Dr. Italo Melo, ninguém discute obrigações a serem cumpridas, mas por que quando uma empresa dessa vem com um investimento nessa envergadura, os órgãos de fiscalização não se reúnem no sentido de viabilizarem o mais rápido possível as pendências? Para que, inclusive, diminua os custos para as empresas se instalarem, facilitando a operacionalização dos tramites legais.
É isso que a gente reclama.
Veja que na minha compreensão, o município, o estado e a união clamam por investimentos, buscam empresários e empresas para as cidades na intenção de gerar emprego e renda, mas quando as empresas chegam, e elas tem pressa, pois tudo no mundo capitalista é veloz, se deparam com entraves lentos e caros que passam a tornar o negócio inviável.
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É disso que o cidadão que quer o progresso reclama. O empresário vai investir 30 milhões em Santarém, o que deveria ser feiro de imediato? Todos os órgãos de fiscalização se disponibilizarem para que esse empresário tenha satisfação em investir na cidade e não procurar intriga, pois você sabe que quando um caso desse entra para a esfera judicial, as perspectivas de gastos são horrorosos, com honorários e outros trâmites que um processo desses vai consumir, fora o tempo que é indeterminado.
O caminho da corrupção e da ilegalidade, nessas licenças, decorre quase sempre pela demora das decisões que competem a estes organismos burocráticos e desinteressados. Queremos o progresso organizado e afinado com o meio ambiente, mas é quase impossível garantir isso, porque o maior problema está na ineficiência destes organismos. É só isso.
É inacreditável que empresas que tentam se instalar em Santarém e em toda região passe por isso. Os empreendimentos são bem planejados e incrivelmente belo. Essas áreas estavam abandonadas e seriam apenas mais uma ocupação desornada como a ÁREA VERDE e os demais bairros da cidade. Foi assim com a CARGILL, é assim com o PLANTADORES DE SOJA, PECUARISTAS, SHOPPING, LOTEAMENTO BURITI e com qualquer empresa que vier. Um conselho aos empresários que pretendem investir aqui: NÃO VENHAM, SE NÃO VÃO LEVAR PREJUIZO. Esse lugar aqui é comandado por uma ditadura, uma ditadura de pessoas que não trabalham, que vivem de AGIOTAGEM E ALUGUEL DE PONTINHO. Ninguém trabalha e não deixam que ninguem trabalha.
Parece que cheguei um pouco atrasado para essa discussão, mas não pude me furtar de dar uma opinião em um debate interessante e de alto nível. Há pouco tempo, conversando com uma candidata a Prefeita, disse a ela que o difícil seria ousar fazer diferente. Fazer igual ao que todo mundo faz não é novidade e essa cartilha do desenvolvimento a quarquer preço está na ponta-da-língua do mais comum cidadão até os altos escalões da economia. O emprego é sempre o argumento básico usado para justificar qualquer investimento. Um produtor agrícola da região poderou-me uma vez: eu acredito em emprego porque êle é que faz sonhar. Então eu lhe perguntei: um trabalhador em São Paulo, morador da periferia que viaja 2, 3, 4 horas por dia em um transporte público ineficiente, sem conforto, inseguro,caro, para trabalhar distante de sua moradia, respirando um dos piores ares do planeta para ganhar muitas vezes um mísero salário pode sonhar com o quê? O fato é que os argumentos econômicos são aceitos com muita facilidade pela maioria devido ao pragmatismo que os mesmos contém. Nós que vivemos nas cidades ditas desenvolvidas sabemos perfeitamente que esse modelo está totalmente desgastado. Basta avaliarmos friamente a situação das cidades brasileiras. Os Shoppings, nas grandes cidades, podem ser o único meio de diversão da maioria das pessoas pois as cidades não oferecem áreas de lazer adequadas, seguras e qualquer diversão pode estar há muitos quilômetros e percorrê-los nem sempre poderá ser uma experiência agradável, além de cara. Alimentos? As cidade produzem muito pouco do que consomem e tudo vem de distantes regiões. Aquela produção loco-regional acabou sendo substituída em grande parte pela alimentação industrial. As ruas estão superlotadas de veículos e os engarrafamentos são constantes. A poluição sonora, dos rios, do ar é a tônica. Seus habitantes cimentam tudo a sua volta e não há pontos de escoamento o que favorece às enchentes constantes, a exemplo de São Paulo. As edificações estão cercadas por grandes muros eletrificados e já não há confiança de sair à noite ou de dia pelas ruas. Pois é meus caros amigos, temos antes que pensar o que queremos para Santarém antes de abandonar os sonhos e utopias. Aqui, as coisas estão começando e poderiam seguir rumos diferentes já que temos a experiência de outras regiões do País. Sim, Santarém precisa de um Shopping Center urgente, pois já não há muito que fazer em sua área urbana à medida que suas praias deram lugar as instações portuáreas e seus habitantes já não podem usufruir do lazer de suas antigas praias. Sim, o desmatamento empreendido tanto pelas obras do PAC quanto as do Buruti podem ser vistos de avião tal a magnitude dos mesmos e qualquer navegante mais distraído é capaz de ficar assutado com essa desproporcional terraplanagem em plena amazônia e às margens do rio Tapajós. Seus futuros moradores serão privilegiados e possivelmente serão brindados com a vista panorâmica desse magnífico rio de águas límpidas que em tempo, poderão ser turvas. Agora falar mal do tucupi, tacacá, açai, tapioca, taperebá,piracuí, cupuaçú e a grande variedade de sabores e tempêros considerados por muitos como os melhores, talvez do mundo, é o mesmo que dar um tiro no próprio pé desprezando aquilo que mais simboliza a riqueza da região. Não há nenhum valor em outras regiões que sejam melhores que os daqui. Pelo contrário, as regiões que permaneceram mais afastadas por mais tempo dos grandes centros conseguiram manter a sua originalidade em maior grau não tendo sido contaminadas ainda de todo pela cultura e padronização imposta pela grande mídia do consumo. Portanto, concordo em gênero e grau com aqueles que defendem um Plano de Desenvolvimento Sustentável para a região e pelo respeito às leis ambientais vigentes.
AGORA ENTENDI A RAZAO DOS SANTARENOS SEREM CHAMADOS DE MOCORONGOS! A POVINHO ATRASADO! QUE PAPO FURADO É ESSE DE AMBIENTALISMO, POR ACASO VAO TODOS VOCES VIRAR NOMADES? OU VAO SE CONFORMAR COM A VIDINHA DE FEIJAO COM ARROZ QUE LEVAM? NUNCA VI POVO PRA RECLAMAR TANTO DA CIDADE, E AO MESMO TEMPO ELOGIAR. É O POVO MAIS CONTRADITORIO QUE JÁ VI. NAO FAZEM NADA PROL, MAS ADORAM ATRAPALHAR A VIDA DOS QUE QUEREM TRABALHAR. CHEGA DE BLÁ, BLÁ, BLÁ! VAO TRABALHAR E PAREM DE ENCHER SACO!
Senhor Nelson Vinencci, pensando melhor, podemos afirmar que, de modo geral, é difícil abrir e manter um negócio no Brasil (não somente em Santarém), em razão da burocracia e entraves de ordem tributária, de registro, transporte/frete etc. Não raro, prefeituras e governos estaduais usam de certos “expedientes” irregulares ou ilegais para atrair grandes empresas, que, por sua vez (não são raras), buscam esses locais “mais fáceis” por meio de seus administradores nada ingênuos. Essa tem sido a prática, também, em questões ambientais. Quem mexe com empreendimentos de grande porte sabe muito bem o terreno que pisa. Por outro lado, estamos vivendo um momento, sem volta: o norteamento das decisões, em diversos âmbitos, conforme os princípios jurídicos ambientais (especialmente o da PREVENÇÃO) e o conhecimento científico e tecnológico desenvolvido para evitar tragédias e situações de caos ambiental. Não se trata de proteger um “matinho” como muitos se referem pejorativamente. A sustentabilidade deve ser tratada em seus aspectos social, econômico, ecológico, espacial e cultural. As leis urbanísticas, conforme a Constituição, devem seguir esses princípios. Quanto mais saturados os espaços e usos sem controle, mais difícil remediar o caos, maiores os problemas de saúde, maior a dificuldade para gerir o orçamento. O Município tem a obrigação legal de ordenar o uso e ocupação do solo e de recorrer ao Estado e à União quando não for de sua competência, em vez de deixar que construtoras/imobiliárias/empresários/grupos/”raposas” façam seu ordenamento particular. O que se assiste hoje em Santarém está longe do conceito de “democratização do espaço”. Estamos vendo privatização de bens públicos como as praias; a inflação do valor dos imóveis, especulação imobiliária; o perigoso avanço no rumo do Aeroporto, atraso na questão do Saneamento Básico e dos Resíduos Sólidos. Não podemos aceitar ou defender a “malandragem”, a facilitação do errado, do ilegal. Se o Senhor cometer um crime vão “facilitar” a sua vida? Todos somos iguais perante a lei, não somos? Devemos brigar para que Santarém tenha um Plano Diretor eficaz/eficiente/efetivo. Devemos exigir que os vereadores sejam verdadeiramente atuantes, informados, preparados, comprometidos com o interesse público. Devemos exigir não a vinda do “shopping center”, mas o real Projeto/Planejamento do Município de Santarém, uma discussão séria quanto à vocação econômica, quanto ao Turismo, quanto à estruturação de um polo científico. Estamos vivendo sobre uma das maiores riquezas do mundo: o Aquífero Alter-do-Chão. Várias espécies de vida nativas das nossas florestas possuem substâncias que enchem os olhos de mega laboratórios farmacêuticos. A Buriti e o Shopping Center não serão os nossos salvadores da pátria, os nossos heróis. Vamos ampliar o nosso campo de visão.
Gilberto já defendi este discurso que você descreve, é lindo, maravilhoso e fantástico do ponto de vista das palavras, do discurso bem aprumado… mas não passa disso, a realidade do mundo do capital é o avesso, do avesso, do avesso.
Já sonhei acordado com um grande polo acadêmico, onde Santarém contemplasse no campo das pesquisas, campos universitários das melhores universidades do planeta, envolvidas em conjunto com nossas universidades, em termo de cooperação, uma espécie de intercâmbio científico para fins pacíficos em prol da humanidade.
Sonhei também que Santarém seria o polo do conhecimento no centro da Amazônia, que nem O Vale do Silício na Califórnia, região na qual está situado um conjunto de empresas implantadas a partir da década de 1950 com o objetivo de gerar inovações científicas e tecnológicas, destacando-se na produção de Chips, na eletrônica e informática.
Mas acordei do sonho e hoje caminhando para meio século de vida, não acredito mais que nós temos capacidade de algo dessa magnitude, não conseguimos construir um shopping center, um conjunto habitacional, por questões de divergências, imagine um mega projeto desses.
Tudo isso que você escreveu é utopia, pensado com as luzes do paraíso, como se os homens fossem lindos e maravilhosos, seres bons que estão abertos a aceitar as regras e leis, criadas baseadas nos sonhos do que seria o mundo ideal. Mas nada disso funciona assim…
Hoje parei de sonhar e comecei a olhar a vida como ela é, e como funciona e não como alguns seres pensantes idealizam. Por isso este assunto seu, pode até ser o ideal, mas não é o real, pois um empresário que tem R$ 30 milhões legalizados, não arriscaria perdê-lo em um negócio ilegal, se ele pode fazer dentro da legalidade, seu discurso é de quem nunca teve esse dinheiro, então eu compreendo sua leitura fictícia da realidade.
Nelson Vinencci – Um forte abraço!
Nelson Vinencci, lamento que aos 49/50? anos não mais tenhas sonhos e já estejas a falar como quem contempla a própria cova. Minha querida avó faleceu aos 91 anos. Sonho não é sinônimo somente de delírio. Também é construção mental de possíveis soluções para os problemas observados na realidade; assim surgiram muitos inventos. Quanto a sua descrença ao tentar visualizar que um empresário arrisque 30 milhões em um negócio ilegal ou irregular, o senhor demonstra que, assim como eu, nunca viu ou passou perto dessa grana toda; nós “pobres mortais” temos a visão de investidor de poupança, portanto, conservador. A outra lógica do capitalismo que o senhor esqueceu de citar é a ênfase no risco, nas bolsas de valores, na ousadia, jogar para ganhar, muitas vezes sem escrúpulos. Casos assim, com mega empreendimentos imobiliários e shopping center, abundam de norte a sul do Brasil, exatamente pelo culto à irresponsabilidade e à impunidade, com a conivência de políticos, agentes públicos etc. Se me reporto a esses fatos e se enfatizo o cumprimento das leis é, exatamente, porque sei que o ser humano, em muitos casos, é péssimo, é egoísta e precisa de freios. Se todos acharmos que cumprir as leis e exigir o Planejamento do nosso Município é utopia, então partiremos para a barbárie e será cada um por si.
O Nelson poderia encabeçar o MJM (MOVIMENTO DOS JECAS MOCORONGOS) que acham lindos viadutos, desmatamento e morar na tar de capitar. Santarém é uma grande favela que se aproxima de Alter do Chão. Vai mais feio ainda se não derem jeito no crime ambiental cometido.
Parabéns Nelson, tem horas que tem que falar umas verdades!
A verdade é que não estamos falando de “intrigas”. A verdade é que “o caminho da corrupção e da ilegalidade, nessas licenças” decorreu do culto ao jeitinho e da irresponsabilidade. Que obstáculos esses empresários da Buruti/Sisa/ e do Shopping Center enfrentaram? Nenhum. Os órgãos de fiscalização se reuniram e viabilizaram o mais rápido possível as “pendências”. A verdade é que estamos falando de crimes, de fraudes, de malandragem.
Nunca li tanta besteira junta.
Fernando, és uma cara inteligente e democrático. Faça o contraponto nessa linha. Esse teu comentário está aquém da tua capacidade argumentativa.
Acho que a culpa não é da Buriti, do Shopping e de quem apoia esses investimentos, a culpa é de quem liberou e autorizou. Nobre vereador Dayan Serique muito inteligente quer Santarém desenvolvido com seu povo rico e critico de que forma, engraçado desenvolvendo fabrica de Piracui, Cuia pintada, Cipó, semente de açai, Palha para fazer malocas, com taberna, budega e bar para vender pinga, o senhor como vereador deve dita formas, leis para esse seu sonho, para o nosso sonho.
Não só cipó, açai, cuia ou piracuí, mas tudo aquilo que possa gerar emprego e renda, não estamos fechados para os investimentos, mas também não estamos vendendo nossas almas ao diabo ou aceitando tudo de forma indiscriminada.
a empresa recebeu aval do município então deveria se falar em responsabilidade de quem autorizou e não de quem pediu autorização. Ng deve se curvar a empresa tanto local quanto de fora, porém devemos atentar para a segurança jurídica dos atos praticados.
O cidadão Nelson Vinencci está de parabens com sua colocação, entendo que ele quer expor o sentimento de um povo que vive de promessas não cumpridas e governos irresponsavel como o do PT do Tiberio que o fez e deixou isso acontecer, agora depois do caldo derramado é que a justiça toma conhecimento da causa, porque ela não interferiu antes da desgraças, Porque agora ela não libera essas obras com responsabilidade e compromisso, ou o TAC só existe na liberação do Estádio Colosso do Tapajós. Os que criticam a posição do Nelson são pessoas acustumadas com Taberna, bodega, tabuleiro, aposentadorias e emprego de prefeituras, pessoas que querem um desenvolvimento com venda de. Semente de açai, Cuia pintada, Piracui, Cipo, Palhas para cobrir casas, piracai e o funcionamento do comércio do Seu Camilo, pessoas que ainda não acordaram e estão ainda no século passado ainda querem que Santarém seja a capital do Estado do Tapajós. sesse geito acho que vou incentivar que essa onda de estado seja desviada para cidade de Itaitubá, pois a ferrovia que os chineses querem contruir ela sera desviada para escoar a produção de Mato Grosso para cidade de Itaituba nossa futura capital do Estado do Tapajós.
Seu Ricardo, quando amamos um local, o município em que nascemos ou que escolhemos para viver, uma coisa é certa: amamos e/ou respeitamos aquilo que compõe a sua história, os seus costumes, a sua cultura, o que caracteriza o seu povo. Tenho muito orgulho do nosso açaí que, sob diversas formas, é presença certa nos restaurantes do mundo, farmácias, academias esportivas, praias,eventos internacionais como os de MMA ou na barraca de alguma gentil conterrânea. Tenho muito orgulho do nosso inigualável bolinho de Piracuí; dos nossos cipós que servem como matéria-prima de artesanato a medicamentos. Para termos “progresso”, desenvolvimento, não precisamos apagar e desrespeitar a nossa cultura, não precisamos agir sob a lógica da autonegação. Pelo contrário, podemos fazer muito, no aspecto industrial/econômico inclusive, a partir do que temos. Experimente informar-se sobre os projetos de mandiocultura coordenados pelo SEBRAE.
Não tem jeito no Oeste paraense se produz de tudo, o minério vai a energia vai e o que vem, poucas migalhas.
Já estamos cansados!
Fique na orla e veja os navios passando.
E quando vem Grandes empresas querendo fazer investimentos gerar emprego e renda acontece isso.
Até quando vamos ficar nas mãos do governo do Estado de “Belém”
Volto a afirmar que Santarém precisa de Desenvolvimento econômico sustentável e não apenas crescimento econômico.
Quem tem 30 milhões pra investir não se pode dar o luxo de ignorar ou tentar burlar as condicionantes ambientais e a legislação e muito menos a inteligência do povo.
Santarém precisa de investimentos sim, mas não precisamos aceitar goela abaixo, investimentos que de forma escancarda afronta a legislação e aquilo que nós santarenos muito valorizamos que são nossas belezas naturais, nossos igarapés, nossas florestas.
Quero Santarém desenvolvida, com seu povo rico e crítico, mas não a qualquer preço e sinceramente me deixaria muito triste se Santarém ficasse refém do poder econômico e especulativo de grupos que chegam na cidade desrespeitando suas leis, sua história e seu povo!
Quem quer fazer empreendimento de forma séria, o faz respeitando as leis, pois que faz coisas ao arrepio da lei, já demonstra que está mal intencionado.
O governo PT confundiu estrategicamente o termo “incentivar o desenvolvimento econômico” com “a qualquer custo desenvolver o município”. Agora sobra a batata quente para o próximo governo.
Incentivar empreendimentos de grande porte se instalarem em Santarém significa negociação em questões de impostos, colaboração na implantação do negócio, entre outras barganhas que dependem do tipo. E em qualquer hipótese o empreendimento tem que trazer benefícios para os moradores, não só no resultado final, mas desde o início, na mão-de-obra, respeito as leis, compra de materiais na cidade… e muito mais.
Desenvolvimento Econômico não é “empurrar goela abaixo” ou passar por cima dos moradores. Isso se chama Ditadura e não democracia.
O governo atual agora tem de resolver todos os problemas deixados pelo antigo governo em prol dos direitos da sociedade.
A correria com o Projeto Minha Casa Minha Vida no final do mandato, a liberação desenfreada de grandes projetos de loteamentos, privatização de áreas nobres públicas como ruas, praias e igarapés… uma grande e irresponsável aposta pela continuidade no poder. Valeu a pena?
O Nelson, está totalmente equivocado nesse assunto.
Infelizmente ele defende aquela “parcela” de população que insiste em confundir o “crescimento econômico” com o desenvolvimento.
O Crescimento Econômico tem a ver com a quantidade, o Desenvolvimento com a Qualidade de Vidav e a Governança dos processos.
A Amazônia cresceu economicamente junto ao Brasil nesses últimos anos. Santarém também cresceu multiplicando suas demandas por serviços, num tecido urbano-econômico atrasado nos anos 90’ que gerou um déficit infraestrutural que o poder publico ainda não consegue sanear.
Esse “crescimento desgovernado” está se perpetuando, provocando um grande impacto no município, piorando os problemas sociais e ambientais.
Dessa forma, o “crescimento econômico” por si mesmo, acaba por se reverter em um aumento dos custos sociais e ambientais, que acabam recaindo sobre a coletividade e o poder público.
O que o Município fez em relação ao loteamento Burutí foi exatamente aquilo que o Nelson vem pregando em seu comentário.
Ou seja: facilitou o “empreendimento” até o limite da irresponsabilidade. A Prefeitura para favorecer a especulação imobiliária e a implantação da mina Burití (entre outros loteamentos ilegais), chegando ao limite de baixar as calças.
Não é por acaso que para “driblar” as leis a Prefeitura não exitou a “manipular” e “parcelizar” o “minifúndio” em uma dezena de licenças.
Alguns acreditam que o desenvolvimento seja exatamente isso ….. se curvar diante do poder econômico, estender o tapete vermelho para que se sinta a vontade de deitar e rolar, e quem sabe, levar até um trocado no desenrolar do processo de injeção financeira.
Mas em qualquer outro lugar do mundo (inclusive no Brasil) isso tem outro nome, e os responsáveis desse tipo de “governança” estariam hoje respondendo judicialmente perante a Lei…
Tiberio Alloggio
Concordo com vc Tibério, pena que isso seja complicado demais pro Nelson entender.
Perfeita análise do Tiberio Allogio. Facilitação de malandragens, de “jeitinhos” culminaram: no desabamento do Real Class há dois anos em Belém; no incêndio da boate Kiss em Santa Maria no Rio Grande do Sul, ambos com vítimas fatais. Hoje está em fase de apuração o escândalo do “Habite-se” e a falsificação de dados e documentos de vários empreendimentos imobiliários na grande Belém. Queremos mais do mesmo?
Em qualquer situação quando a esperteza e a vantagem a qualquer preço é a regra, dá nisso tudo. Uma empresa que investe um montante dessa natureza, não pode ignorar as normas e a legislação. Mesmo q pessoas ou um governo irresponsável facilite. É muita ingenuidade de um empresário achar q MP e justiça assitirão os drespeito as leis passivamente. Tomara q classe empresarial entenda d um vez por todas q a primeira etapa de um investimento é se adequar as normas e as leis. Em vez desse blogleiro ficar fazendo coro as lamentações infundadas, devia divulgar os pqs dos embargos. Poderia dessa forma contribuir p q outros investimentos fossem feitos dentro da lei. Jeso, não publique mais esses artigos medíocres, isso não é bom p seu blog.
Manoel, todas as vozes têm direito a se manifestar aqui neste blog. Inclusive aquelas que são de encontro ao que você pensa e pratica. Só assim, creia Manoel, nos amadureceremos como cidadãos, responsáveis por uma sociedade plural e, ainda assim, harmônica.
Mas Jeso, pq vc não coloca os pqs disso tudo. Garanto que as opiniões seriam contrarias às suas. Coragem, publique de forma imparcial. #Duvido
Continuando… parece q vc quer é nos manipular com suas postagens tendenciosas.
Senhor Manoel Ivanilson Santos, com todo respeito, diria que é ingenuidade sua achar que os empresários envolvidos nesses grandes projetos são ingênuos. Geralmente são acompanhados de uma boa equipe de advogados. As leis estão disponíveis nos sites governamentais. Há vários sites e blogs jurídicos para quem deseja eliminar dúvidas. Ninguém pode alegar desconhecimento da lei. Não estamos falando de amadores. Estamos falando de pessoas com formação e informação. Infelizmente o MP se manteve omisso por muito tempo. A “gestão” municipal anterior combinou ação e omissão, conforme lhe conveio. Também discordo da opinião do senhor Nelson Vinencci; mas é necessário esse espaço democrático. Se o artigo é medíocre, faça a sua parte, enriqueça o debate com argumentos melhores.
TENHO 50 ANOS E A MUITO ESCUTO SOBRE O DESENVOLVIMENTO DE SANTAREM E A CADA DIA QUE PASSA ACREDITO MENOS EM TAL DESENVOLVIMENTO , NOS PARECE QUE TEM PESSOAS EMPENHADAS EM ATRAPALHAR ESSE SONHO CADA DIA MAIS DISTANTE. É TRISTE E PATÉTICO O QUE VEMOS E NOS FAZ PARECER, TAMBÉM, QUE ESTAMOS CERCADOS DE PESSOAS COM SINDROME DE DESENTELIGÊNCIA DE VISÃO COLETIVA E EXCESSO DE CAPRICHO MESQUINHO DE AUTO AFIRMAÇÃO NA DEMONSTRAÇÃO DE PODER OU DE VISÃO INDIVIDUALISTA.
O MP e JUSTIÇA estão fazendo a coisa certa. Nenhum empreendimento da magnitude dos estão sendo instalados em STM, deve ser liberado sem os respectivos estudos de impactos. Os bônus dos empresários e beneficiários devem eliminar o ônus do município e dos não beneficiários. Desenvolvimento e um conceito diferente de crescimento. Vc está confundido os conceitos. Todos nós q moramos em Santarém desejamos o desenvolvimento e o crescimento. Porém, com responsabilidade, respeitando as leis que orientam e disciplinam a instalação e os investimentos em determinado negócio. Pare de fazer apologia ao derespeito as leis e as regras. Seja sábio, contribua responsavelmente com o nossa região e com o nosso município. Pesquise e publique orientações de como fazer os investimentos sem ter problemas com o MP e a JUSTIÇA. Pense nisso.
Sábias palavras!!!!!
“É disso que o cidadão que quer o progresso reclama. O empresário vai investir 30 milhões em Santarém, o que deveria ser feiro de imediato? Todos os órgãos de fiscalização se disponibilizarem para que esse empresário tenha satisfação em investir na cidade e não procurar intriga”
Ou seja: abrir as pernas mocorongas e ainda passar areia… (desculpe as palavras)
Mentalidade a qual não precisamos na cidade… Porque não desenvolver no turismo? Conservando e não ‘desenvolvendo’ (entenda destruindo)…
“Ah, mas demora muito pra se fazer isso… Leva uma vida inteira… Blá Blá Blá Blá. ”
Querem dinheiro fácil e rápido… Como dizia uma querida educadora: “Quer moleza, senta no pudim!”
Temos muitas belezas naturais e pontos turísticos históricos, porque não aproveitar isso?
Sou contra a essa destruição sem vergonha apoiada pelos órgãos que deveriam coibir… Mas a secretaria de meio ambiente tá todo dia passeando na orla da cidade…
O Mocorongo tem toda razão, temos muito que desenvolver na região como Turismo. O problema é que não querem trabalhar e investir de acordo com as prioridades.
Pra quem não nasceu aqui é muito bom mandar derrubar tudo ou dizer entre 30 contos rápido!
É, a secretaria de meio ambiente fica só passeando, ações até agora nada… É só prendendo som, só sabem fazer isso? Esse secretário fala tanto que na gestão anterior a secretaria não tinha capacidade técnica, mas pelo que vejo atualmente….
Não se preocupem… Já voltou para as mãos da secretaria do município e logo, logo estará tudo e todos autorizados…. Como aconteceu por volta de 10 ou 12 anos atrás! !
Fica a reflexão:
“O ‘ataque’ da natureza contra o homem é considerado desastre… Enquanto o ataque do homem contra a natureza é considerado ‘desenvolvimento/progresso’.” Autor desconhecido por eu.
Nelson, Nelson, cria juizo meu rapaz! seu pensamento continua torto. Pelo menos você anda escrevendo melhor, mas suas idéias são de girico.
Cidmil sou um pobre sem recalque, diferente de você que é um pobre recalcado, do pensamento cristão medieval, você é daqueles que acredita, que rico por ser rico vai para o inferno e pobre por ser pobre, vai para o céu… suas ideias não me impressionam, suas escritas não consigo entende-las, me parecem metamorfose de bruxa sem asas…rs! Já suas críticas… não levo a sério…rs!
Não imaginava que o senhor Nelson pudesse ser tão vazio, para quem se apresenta como intelectual!
Olha já! Quem já é estezinho?