Doente mental e responsabilidade estatal

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Dois comentários a propósito do post Doente mental sofre agressão:

De Anderson Dezincourt:
ntigamente haviam os hospícios, verdadeiros depósitos de doentes mentais como a famosa colônia Juliano Moreira. Depois os entendidos da área resolveram que esse problema era da família do doente e ponto final. Na verdade entendidos e familiares jogaram tudo nas ruas e os governos fazem de conta que o problema não existe. Quem paga o preço caro é o cidadão brasileiro são e o próprio doente mental. Tá na hora de impor aos governos esta responsabilidade ou irresponsabilidade, pois sabemos que a maioria das famílias desses doentes também está doente.

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De Domingos Sávio Carneiro:

Jeso, há alguns anos denunciei através de uma reportagem no jornal GAZETA DE SANTARÉM o problema dos doentes mentais que perabulam pelas ruas de Santarém. Sou testemunha de várias agressões físicas e de danos materiais causados por essas pessoas, que, como bem disse a leitora no seu blog, não tem discernimento do que é certo ou errado. Nada justifica a violência, principalmente, quando parte de pessoas que se dizem sã. O Estado é omisso e a sociedade faz vista grossa e não se pode admitir em pleno século XX, problemas dessa natureza. Tive a informação que prefeitos de cidades vizinhas inescrupulosos colocam doentes mentais em embarcações e mandam para Santarém. Isso é inadmissível. Espero que o Ministério Público olhe com carinho para esse problema tão vergonhoso.


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One Response to Doente mental e responsabilidade estatal

  • Concordo o Anderson Dezincourt, quanto a falta de responsabilidade estatal com os doentes psiquiátricos, e quando afirma ”que a maioria das famílias desses doentes também está doente”, pura verdade, a família não tem para quem apelar. Sabemos que a psiquiatria nos Estados Unidos ganhou importância e se desenvolveu, e os doentes tiveram tratamentos mais humanos, na época Kennedy, pois uma de suas irmãs sofria de doença psiquiátrica. Isso mostra que quando políticos com sensibilidade social, não necessariamente, precisam ter alguém na família com o problema; forem capazes de valorizar o ser humano na sua integralidade, teremos mais justiça, respeito e tratamento humanitário. O comentário do Domingos, também ratifica o descaso do Estado.

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