Do cientista político Jonivaldo Sanches, por e-mail, sobre o post Idesp fará estudo sobre redivisão do Pará:
Recentemente o Idesp (Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará) anunciou a realização de estudos sobre a possível divisão do Estado do Pará com a conseqüente criação dos Estados do Tapajós e Carajás. A demanda é do governo paraense.
Entendendo que o estudo tem sua importância, porém lamento não haver na composição do grupo de pesquisadores, que irá coordenar as pesquisas, estudiosos de instituições de pesquisa das regiões que pretendem obter autonomia se transformadas em estados.
A região oeste do estado, por exemplo, é sede de instituições de ensino e pesquisa em nível superior, das quais poderiam ser convidados bons pesquisadores, porém a coordenação do estudo caberá aos professores Roberto Corrêa (economista) e Gilberto Miranda Rocha (agrônomo), da UFPA, e Carlos Augusto da Silva Souza, da Universidade da Amazônia (Unama) – todos de Belém.
— ARTIGOS RELACIONADOS
Qualquer pesquisa interdisciplinar séria deve envolver gente que conheça as regiões a serem pesquisadas, porque nelas e sobre elas desenvolvem seu mister.
Esse estudo deve considerar os impactos de aspectos políticos sobre o modo como tem se dado o desenvolvimento do território do Estado do Pará. O modelo de desenvolvimento paraense é fruto de decisões políticas materializadas pelas políticas públicas levadas a cabo por sucessivos governos paraenses.
Possuem elas um traço comum: sempre concentraram os investimentos produtivos na capital do Estado e de alguns anos para cá junto a sua região metropolitana (o que indiretamente beneficia a capital). Uma hipótese para explicar isso, sobre a qual pretendo discorrer em outra oportunidade, é a de que os sucessivos governos paraenses têm como critérios para investimento em políticas públicas produtivas, sobretudo, os critérios político-eleitorais (pork barrel).
Em Belém e zona metropolitana concentram-se as bases eleitorais da maioria dos políticos que controlam a máquina governamental do Estado do Pará, logo a aprovação no orçamento estadual de investimentos produtivos para essa região lhes garante dividendos políticos e benefício direto aos seus (maiores) financiadores de campanha e aliados, quando não diretamente aos seus negócios pessoais que em sua maioria lá estão.
Essa lógica perversa cria um circulo vicioso que reforça a concentração de recursos em determinado nesse espaço do território relegando ao “abandono” partes consideráveis do Estado, como as regiões que pretendem sua emancipação, embora elas contribuam significativamente com a receita para a promoção de políticas públicas.
A perversidade disso se demonstra no tremendo êxodo de populações das cidades do interior em direção a capital, onde se concentram os serviços públicos e investimento produtivos.
Os estudos a se desenvolverem pelo Idesp não podem passar ao largo do exame das questões políticas aqui levantadas e se o resolverem examinar verão que a criação de novos estados nessa área brasileira possui entre suas finalidades enfrentar essa questão, a qual, a julgar pelo status quo do cenário político presente e futuro paraense, somente pode ser eficazmente resolvida com uma estratégia de descentralização.
Essa, pelo visto, somente virá com a emancipação dessas áreas.
Carto Neto eu também não quero mais compactuar com essa corja dai de Belém que tu também ajudou eleger e és conformado com eles, não sei se VC sabe que quando não presta uma coisa e essa coisa não está dando certo acho melhor mudar e procurar ou tentar uma coisa melhor e essa mudança e a Região Oeste do Para ter com sua independência, iremos nascer de novo não deu certo esses anos e seculos vamos mudar VC que é Feliz com esse Pará Falido é porque VC talvés e convincente e Acomodado com a situação ou tem medo ou esta acorrentado no sistema desses cabras, NÓS do Oeste do Pará (Estado do TAPAJÓS não queremos separação, queremos MUDANÇA e Mudança para Melhor para todos os nortistas, teremos mais vez e vós no congresso nacional para discutir melhorias para essa região (Norte e Nordeste) sofrida, acho vc muito apaixonado e paixão e diferente de AMOR, eu tenho amor pelo Pará e é por isso que eu DIGO SIM que para mim não é influência de políticos é inteligência só gente do tipo do KADAFI (LÍBIA) que age da forma que alguns paraense pensam. já pensaste se o Brasil fosse só BRASÍLIA, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Curitiba, Paraná e Espirito Santo. Esses estados que VC relacionou não são diferente dos outros estados. qual o Estado que não deve?? qual o País que não deve??Qual o Município que não deve, qual o ser humano que não deve?? se está dando errado para eles isso é problema e deles não devemos é ser influênciado por alguns comentário apaixonados e planilhas de alguns institutos patrocinado pelos sangue-sugas, não é porque o meu vizinho é vadio e preguisoso que eu vou querer ser também, nós estamos Falando de um novo ESTADO. Falando dos políticos a maioria são dai de Belém que hoje também não querem a melhora dos outros. Porque que eles não querem se ver livre dessa Região alguma coisa tem por tras disso tudo digo que não é amor por esse povo é interesse deles (BOLSO-ALEPA e outros) . Neto o Jatene só deixou promessas aqui em Santarém e disso nós já estamos cançado, foi por isso que ele e sua turma estão se chegando por aqui Lobos vestidos de cordeiros para tentar enganar a nossa Região com promessas de epoca de campanha, mas o povo não é mais besta já sabe o que quer, sabe que o Jatene esteve qui só para fazer campanha dos contras, claro que os politícoa de Belém e umas pessoas não querem larga a galinha do vizinho, PAZ, PAZ, não quero mais quero ser diferente para levar esse PAÍS para frente com o ESTADO DO TAPAJÓS e CARAJAS SIM SIM SIM e nada mais sem medo de divida e ser feliz, pois quem não tem pecado que atire a primeira pedra.
Sou de Belém e, na minha opinião, qualquer estudo é balela. Nenhum Estado é viável no Brasil, exceto em regiões riquísimas, onde não é necessário dividir, pela obviedade da riqueza. Se Tapajós e Carajás são viáveis economicamente eu não sei – acho que não são. Mas acho que cabe uma pergunta: RR, RO, TO, AP e AC, entre outros, são viáveis?
Caro Neto vc é muito inteligente quando usa a inteligência para se beneficiar mais o seu raciocino esta muito fraco, porque então o Brasil não fica só em BRASÍLIA, pois deveria em seu analise só existir BRASILIA que foi feita e projetada por um intereseiro que era JK e sua turma, pois deveria ser Rio de Janeiro, já existia lá a Capital do Brasil, pelo que coloca no seu comentário me parece que até a sua Belém sairia do mapa, nesse caso não poderia se criar nada, pois tudo é despesas, tudo vai dar errado. Neto quem esta pagando pelo PAC? quem esta pagando pela COPA de 2014 e a Olimpiadas e quem PAGA A BOLSA FAMÍLIA?? e quem pagou as estadias do Jatene e sua Turma aqui em Santarém para fazer comício dos contras??? de onde saiu o dinheiro do ROMBO DA ALEPA????? se VC não sabe procure saber disso tudo, quem sabe se com a criação desses dois estados o seu Pará falido se erguia sendo assim ele não teriam compromisso maior e ficaria só para a Metropolitana de Belém as despesas e outros. Exemplo, na minha casa eramos 8 pessoas um encontrou uma oportunidade de sair pois estava desempregado e encontrou uma coisa melhor e resolveu sair de casa eu não queria, mais mesmo não querendo resolvi dar uma chance para esse cidadão que estava até desacreditado da vida dizendo até que ele iria passar forme e voltaria para casa em breve, Neto esse cidadão hoje esta muito bem de vida e mora em Castanhal e ele por essa experiência vai VOTA SIM AOS NOVOS ESTADOS que ele acha que o Pará falido vai se recuperar de tudo e vai ser muito melhor para todos. Hoje sinto a saudade desse cidadão que se chama meu filho, mas de ves em quanto nos estamos nos encontrando para matar a saudade. Isso é questão de senso e inteligência, pois não podemos ter medo de enfrentar as dificuldades do mundo.
Esse cidadão que vota sim é mais pela tua influência do que pela vontade dele, pois pessoas esclarecidas não concordam com a diminuição do Pará.
Concordo com contigo quando tu dizes que são pessoas interesseiras (como JK) e suas turmas que querem o esquartejamento do estado.
Quanto ao pagemento das estadias do Jatene, foi investimento, Ou tu não sabes ou não queres dos beneficios que ele deixou, ai. E quem está pagando aconta desss despesas toda que tu mencionou são pessoas que tu elegeste,e eu nãoquero compartilhar com mais essa maracutaia, basta de politicos corruptos., chega os que já existem.
Estados inviáveis, só darão despesas e nunca vão resolver os seus problemas, por que tu sabes que próximidade da capital não é a solução.
Eles ( eu digo eles, porque tu és influenciado por eles), os politicos forasteiros, interesseiros estão de olho é na grana e o povo cada vez mais pobre e eles cada mais ricos.
Eles não querem sòmente dividir o estado eles querem dimunuir o estado, tirando a sua importancia socioeconmica na região.
Tu sabes que o Tocantins, que tanto eles propalam foi criado 1988, e até hoje vive as custas da viuva? E que ele é o quarto estado mais pobre do Brasil? Sessenta por cento de sua população vive na miséria. É um dos piores PIB do Brasil.?
Por favor leia com mais atenção o artigo.
Deixe a paixão de lado por que ela é passageira.
Dados sobre a Divisão do Estado
1 – QUEM PAGA A CONTA. Diversos estudos demonstram a inviabilidade da
relação tributos/despesas destes novos estados, ou seja, os estados já
nasceriam falidos, e a União teria que complementar esta diferença, ou
seja, todos os brasileiros iriam bancar esta despesa.
2 – ESTRUTURA: um novo estado demanda grandes investimentos em
estrutura governamental, então seriam criados um governo estadual, uma
assembléia legislativa, um TJE, um MPE, um TCE, um TCM, cargos
comissionados, etc. E o dinheiro para educação, saúde e segurança
pública para essas populações? Não iria sobrar!
3 – POPULAÇÃO X TERRITÓRIOS: Há um equívoco quando dizem que o estado
é muito grande por isso tem que dividir. Estes novos estados teriam
uma população muito rarefeita, sendo que os dois teriam uma população
menor do que o município de Belém, excluindo região metropolitana
(Ananindeua, Marituba e Benevides, santa Isabel e Santa Bárbara). será
razoável um gasto tão grande para, em tese, beneficiar uma população
bem pequena? Ressalte-se que criação de estados por si só, não gera
riqueza, apenas para alguns. Vejam a região Nordeste (MA, PI, CE, RN,
PB, PE, SE, AL,BA) é a região mais pobre do Brasil, enquanto que a
região sul (RS, SC, PR) é a mais desenvolvida social e economicamente.
4 – FALÊNCIA DO ESTADO DO PARÁ. Mal ou bem o estado do Pará, possui
uma estrutura governamental para atender todo o estado. Com a divisão
os servidores públicos estaduais teriam o direito de optar em ficar ou
voltar para o estado do Pará, além do pagamento dos servidores
aposentados e pensionistas. Como o Pará iria bancar estes servidores,
se ocorrer diminuição de receita? Os investimentos que o governo do
Pará efetuou nestas regiões, Como o Pará iria quitar estes débitos? se
estes estados nascem livres de dívidas! como o Pará se sustentará com
diminuição de receita, mas a continuidade de maior parte das despesas,
já que ficará com a miaor parte da população?
5 – RIQUEZAS NATURAIS: Quando o capitão-mor FRANCISCO CALDEIRA DE
CASTELO BRANCO no ano de 1616 fundou o povoado de Santa Maria de Belém
do Grão-Pará, estas riquezas naturais (Serra dos Carajás), Rio
Tocantins (Tucurui) Rio Xingu (Belo Monte), Rio Tapajós (Alter do
Chão) entre outras já pertenciam a Provincia de Grão-Pará e Maranhão.
Assim, não se sustenta o argumento daqueles que chegaram no Pará,
durante a colonização da Amazônia, de que essas riquesas seriam suas e
que Belém se apropria delas, sem dar retorno para essas regiões.
6 – AUSÊNCIA DE PARAENSES NO SUL DO PARÁ – Um dos argumentos dos
separatistas é de que na região de Carajás não teria paraenses. Esta
informação é equivocada. O último censo do IBGE listou a origem dos
habitantes do Sul do Pará. O maior contingente populacional são de
nascidos no estado do Pará (40%), em 2º lugar, Maranhense (20%), 3º
Tocantinenses, 4º goiano etc. A grande confusão dos separatistas é
afirmar de que existem poucos paraenses no Sul, na verdade, existem
poucos belenenses nestes lugares, a maioria ocupantes de cargos
públicos. Em uma reunião na cidade de Redenção na época, quando eu
respondia lá, foi levantada esta situação, de que existem poucos
paraenses no Sul do Pará. Tinha um mineiro, um paulista e um goiano e
eu questionei quais deles eram oriundos de suas capitais de seus
respectivos estados. Nenhum!!!!!!!! Era de capital de estado, e sim do
interior!!!!, apenas eu era oriundo de Belém.
7 – DIFERENÇA CULTURAL – UM dos argumentos é de que existem diferenças
culturais entre o sul do Pará e o resto do Pará. Outra informação
equivocada, somente de Xinguara pra baixo e pro lado direito com
destino até Saõ Félix do Xingu, que a cultura é diferente, pois
Marabá, Parauapebas, Tucurui a cultura paraense é dominante ou muito
relevante, além do quê este fato por si só não justifica a criação de
um estado.
8 – INTERESSE PESSOAL X INTERESSE COLETIVO – um dos aspectos que se
observa, é que algumas autoridades destas áreas efetua um raciocínio
dentro de uma perspectiva individual (o que eu ganho com a separação?)
do que propriamente o interesse coletivo.Em uma audiência eleitoral na
comarca de Curionópolis, os advogados de Parauapebas e Marabá estavam
comentando acerca da distribuição dos Cargos no futuro estado do
Carajás. Lá foi dito que o atual prefeito de Parauapebas, Darci seria
conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Governador seria Asdrúbal
ou Giovani, sendo uma vaga de senador seria para um deles. O prefeito
de Curionópolis Chamonzinho seria dep. Federal. Em Marabá, alguns
juízes estão eufóricos com a possibilidade de virem a ser
desembargadores, inclusive uma já se intitula futura presidente do
TJE/Carajás ou desembargadora. Alguns advogados já estão fazendo
campanha pela separação para entrarem pelo quinto constitucional como
desembargadores ou entrar como Juiz do TRE/Carajás.
Questiono onde está o interesse público tão almejado?
9 – PLEBISCITO – A legislação é clara sobre quem seriam os eleitores
do plebiscito. A população diretamente interessada (art. 18, §3º da
Constituição Federal) A legislação ordinária já regulamentou o tema.
Art. 7º da lei nº 9709/98. In verbis:
“Art. 7o Nas consultas plebiscitárias previstas nos arts. 4o e 5o
entende-se por população diretamente interessada tanto a do território
que se pretende desmembrar, quanto a do que sofrerá desmembramento; em
caso de fusão ou anexação, tanto a população da área que se quer
anexar quanto a da que receberá o acréscimo; e a vontade popular se
aferirá pelo percentual que se manifestar em relação ao total da
população consultada.”
Bom creio que não há dúvidas acerca do tema.
Após a publicação do decreto legislativo do plebiscito de Carajás, a
Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, ajuizou ação perante o STF
requerendo liminarmente que apenas os moradores da região sul e
sudeste do Pará a ser cindida (Carajás) seja ouvida no plebiscito,
excluindo o oeste do Pará, Região Metropolitana de Belém, região da
Transamazônica, região Nordeste e ilha do Marajó. O Relator é o
Ministro Dias Tófoli, e o Estado do Pará, foi citado e já apresentou
Memoriais e argüindo a ilegitimidade ad causam, e no mérito, que todos
os paraense possam opinar.
Com que ética se espera destes cidadãos que estão a frente desses
movimentos separatistas? Que dizer então que como paraense nato, não
posso opinar sobre os rumos do meu estado?
10 – PLANEJAMENTO DO DESENVOLVIMENTO – Entendo a relevância deste
debate, pois as mazelas que existem no interior do estado devem ser
enfrentadas para se propiciar maior cidadania e dignidade a estas
populações. A mera divisão territorial não é o remédio adequado para
sanar subdesenvolvimento. O Jornal “FANTÁSTICO” apresentou matéria
especial acerca do lugar mais violento do Brasil, com índices de taxas
de homicídio superior a regiões que estão em guerra, perdendo apenas
para Honduras. É a região do Entorno do DF (estado de Goiás) onde a
pobreza é alarmante, os médicos pediram transferência ou exoneração,
postos de saúde fechados e a PM de Goiás tem medo de trabalhar lá.
Fica apenas 40 quilômetros do Palácio do Planalto (Casa da Dilma),
distância equivalente entre Belém e Santa Isabel. E 60 quilômetros de
Goiânia, distância equivalente entre Belém e Castanhal.
Constatem que no centro político do Brasil existe esta região carente
de políticas públicas, o que rechaça os argumentos dos separatistas,
de que a pobreza do interior do Pará seja decorrente da distância de
capital Belém.
No meu entendimento, o que falta é melhorar a gestão da administração
pública, devendo atuar com mais agilidade e competência, combater a
corrupção e os vícios dos serviços públicos, e aumentar os
investimentos na Educação, Saúde e Segurança Pública, com maior
capacitação dos profissionais da área e melhorias salariais e das
condições de trabalho. Creio que atuando desta forma, existem chances
concretas de resgate da dignidade dessa população do interior e de
todo o Estado do Pará.
É caro Neto, dos pontos que você destaca o mais hilário é FALÊNCIA DO ESTADO DO PARÁ que segundo seus argumentos ou dos seus “estudiosos” seria provocada pela criação de novos estados.
É que o velho Pará já está falido faz tempo, como resultado do empenho de nobres homens públicos de sua Belém: Passarinho, Jader, Alacid, Almir, Ana, Jatene, Carlos Santos… para ficar até “onde bate a vista”.
Tudo que há de pior no País acontece no velho Pará e vc ainda me vem falar que pode ocorrer falência? Faça-me um favor, meu caro.
Só para refescar seu orgulho do velho Pará: em QUALQUER bairro de Belém que vc more, para sair de casa, QUALQUER QUE SEJA A HORA, terá que esconder relógio, celular, carteira, etc. e às vezes ainda lhe levam o tênis, que não é possível esconder.
Essa situação não revela um estado falido?
Esses seus argumentos, não justificam uma divisão do Estado.
Procure estudar e deixe a paixão de lado.
Presada, Ana seus argumentos não justificam uma divisão do Pará.
Procure estudar um pouco mais sobre o assunto e deixe a paixão de lado.
Neto, quem precisa urgentemente estudar é você: escrever preZada com S mostra bem seu grau de letramento.
Trágico Neto, trágico.
Vai um, fundamentalzinho aí, Neto?
Caro Neto,
Um grande problema de quem já está tendendo a uma resposta padrão é a dificuldade em escutar deveras os argumentos que não parecem estar alinhado aos seus.
O brilhante texto, muito bem escrito por sinal, de Jonivaldo Sanches, dá uma ideia muito clara dos problemas crônicos os quais passam os municípios que desejam a divisão do estado. Se você realmente tivesse lido o texto encontraria respostas claras para cada uma das suas observações. Contudo, a despeito de não estar com tempo de explicar tão bem e detalhadamente como o Jonivaldo e também sem querer esgotar o assunto, tentarei fazer algumas considerações sobre os seus argumentos:
1. QUEM PAGA A CONTA: um dos problemas mais comuns existentes no Brasil é a má distribuição de renda. Quando você menciona sobre estados nascerem falidos, já parou para pensar nas condições de miserabilidade de parte significativa da população desta região? Nos nossos potenciais de crescimento, mas que são preteridos ao prazer de quem optar a satisfação seus interesses pessoais (muito bem colocado no texto do Jonivaldo)? E a hidrelétrica a ser instalada na região, com recursos nossos, a quem vai beneficiar, se não a outros estados que pouco oferecem ao Pará? Sob outra ótica, e os investimentos na copa, em construção de estádios e infraestrutura, sobretudo em estados que sequer tem tradição futebolística? Será que esses investimentos serão inferiores à criação e manutenção dos Estados de Tapajós e Carajás? Será que trarão mais benefícios a população? Quem paga toda essa conta? Quem realmente se beneficia disso?
2. ESTRUTURA: estruturas já existentes que poderão reduzir todos os gastos potenciais para operacionalização de um novo estado. Tente visualizar também sobre outra ótica: um estado “pobre” economicamente que vai sair de uma situação de miserabilidade com a ajuda de todo um Estado (me refiro aos municípios que comporão Tapajós e Carajás, pois mais de 60% das riquezas do estado estão concentradas em menos de 10% da região). As cifras são muito grandes para pessoas comuns, contudo, será que são importantes e tirarão o equilíbrio econômico, quando nos referimos ao potencial de investimentos do país? Será que o déficit que poderá existir será perpetuo, mesmo com todo o potencial geográfico, cultural e econômico dos municípios envolvidos na divisão?
3. POPULAÇÃO X TERRITÓRIOS: para alguém que escreve um texto tão bem como você, seria muita ingenuidade acreditar nesse seu argumento. Leia o texto que motivou o seu. Observe que a concentração se deve a falta de perspectiva de pessoas que residem em municípios do interior, também de situações precárias em termos de opções de trabalho, estudo, infraestrutura, etc. Será que se historicamente os governantes do estado tivessem sido equânimes nos investimentos nos municípios da federação, a concentração populacional seria tão díspar? Será que todo o resto do estado se resume a mata e áreas de preservação permanente, a ponto de justificar tamanha desigualdade e concentração econômica e populacional?
4. FALÊNCIA DO ESTADO DO PARÁ: você afirma que mal o bem o estado consegue governar o Pará. Quantos dias você conseguiu sobreviver nos municípios que desejam a divisão. Você já conheceu um senhor que nasceu sem direito a uma certidão e que morreu por impossibilidade de ir a um hospital e que foi enterrado num dos diversos cemitérios clandestinos do estado? Absurdo! Pesquise um pouco sobre o assunto. Uma população significativa sequer tem direito a cidadania. Portanto, restringir à ingovernabilidade histórica do Pará a “bem ou mal” me faz acreditar que você faz parte de uma elite que sequer se deu ao trabalho de pesquisar sobre as diversas dificuldades e condições de abandono em que muitas pessoas do interior do Pará vivem. Desculpe, se pareço rude, mas alguns argumentos seus podem até não ser maldosos, mas tem um caráter altamente leviano (leviano, segundo Aurélio = julga precipitadamente, sem refletir, etc.).
5. RIQUEZAS NATURAIS: entenda que quando são mencionadas as riquezas naturais, o principal objetivo é demonstrar os potenciais dos municípios historicamente abandonados e que eles podem caminhar por méritos próprios. Logicamente existe um imenso leque de outras oportunidades que surgirão com a divisão. Não podemos reduzir as riquezas naturais da nossa região a pífias discussões sobre quem descobriu o quê. Que os nossos recursos são usados e que pouco benefício trazem as regiões que os produziram é um fato que não precisa de muita pesquisa para se descobrir. Vá a Santarém, futura capital do Tapajós, veja a deprimente situação na qual o município se encontra. Observe primeiro que é uma das principais cidades do estado, a sétima em PIB. Depois, veja se consegue afirmar que Belém dá a atenção devida às cidades do interior do estado.
6. AUSÊNCIA DE PARAENSES NO SUL DO PARÁ: você realmente acredita no que disse nesse tópico? O item quatro deste texto trata relativamente sobre esse tema. Como ficar num ambiente que não dá condições para uma sobrevivência digna? Pessoas de outros estados são investidores que acreditam na região e não podem ser penalizadas por isso. Muitos investidores legitimamente paraenses cansaram de tentar sobreviver em seus pequenos municípios e foram para grandes metrópoles. Eu conheço alguns que não suportaram a má infraestrutura, a carga tributária ultrajante e as condições precárias de seus municípios interioranos e foram se instalar em Belém ou outras cidades de outros estados. Devíamos agradecer aos corajosos investidores de outras regiões, por acreditar em nosso estado e contribuir para pulverização do emprego e renda. Usar isso como um motivo para frear o progresso de cidades do interior do Pará é uma completa falta de bom senso.
7. DIFERENÇA CULTURAL: amigo, o que cultura tem a ver com toda essa história?!!! Qual prejuízo cultural haverá com a divisão do estado?! Eu sou paraense com muito orgulho e é exatamente por esse motivo que eu acredito que a divisão do estado será salutar para compartilhar responsabilidade e multiplicar oportunidades. O Pará pode ser maior! A divisão do estado não fará, nós paraenses, gostar menos da nossa riquíssima cultura ou nos fazer perder a identidade. A divisão do estado está circunscrita ao direito de cidadania de todo brasileiro de ir e vir, poder comer, vestir, ter educação, lazer, etc. Você realmente acha que a população dos municípios do interior tem acesso a tudo isso e ainda de forma digna? Vá ao interior do município de Santarém, um dos municípios mais ricos do oeste do estado do Pará, e então descobrirá realidades surreais que costumamos ver apenas em dramas hollywoodianos: pessoas morrendo de fome, sem nenhuma educação ou perspectiva de crescimento profissional ou financeiro, etc.
8. INTERESSE PESSOAL X INTERESSE COLETIVO: onde existe situação em que alguém não tenha um interesse pessoal envolvido? Você, com o seu texto, tem certamente um interesse pessoal no caso. Contudo, será que os interesses de um ou de outro político, com objetivo em se projetar, sobrepõe às necessidades reais da população de tantos municípios? Será que, se o estado do Pará não for dividido, isso não trará diversos benefícios pessoais a diversos outros políticos, a despeito da miserabilidade da população dos municípios interioranos do Pará? Você certamente não acredita em mundo perfeito. Portanto, não argumente como se isso existisse interesses individuais em outras situações ou que benefícios a um ou outro político tirará os méritos de tantas pessoas que serão ajudadas com a divisão do estado.
9. PLEBISCITO: se a legislação fosse tão clara, a discussão já teria tido resposta há tempos. Por outro lado, quem tem real interesse na divisão do estado: Brasil, Pará ou só os municípios que desejam a emancipação? Há quem diga que o planeta, já pensou um plebiscito mundial? Brincadeiras a parte, isso é um discussão que terá sua resposta no mês que vem. Só desejo que, como você bem mencionou, os interesses de pessoas que deveras precisam de ajuda não sejam preteridos, frente aos benefícios de poucos políticos influentes.
10. PLANEJAMENTO DO DESENVOLVIMENTO: concordemos que a divisão do estado não tem nada a ver com a distância da capital. A má distribuição de renda e de projetos de incluam a existência de condições mínimas de sobrevivência a parcela significativa da população de municípios do interior do Pará é a grande tônica da discussão da divisão do estado. Veja que não cabe discutir a quantidade de pessoas residentes nesses municípios. Uma pesquisa séria daria clareza de informação para demonstrar a quantidade de pessoas que tem parentes vivendo na capital ou nos seus municípios adjacentes, justamente por não terem encontrado condições dignas de educação, saúde, trabalho, etc. Como você diz, a “mera” divisão do estado só dará condições a milhares de habitantes a ter uma chance melhor de exercer a sua cidadania.
Fico feliz que você e toda a população que deseja a criação de novos estados concordem que a FALTA GESTÃO da administração pública é o grande causador de todos os males que assolam os municípios do interior paraense. Se os nossos governantes atuassem em todas as áreas que você mencionou, seria perfeito. Contudo, cá para nós, a futura capital do Tapajós (Santarém) já possui 350 anos e até agora nada ou muito pouco foi feito para impedir os filhos da terra a se aventurem na capital do estado em busca de melhores oportunidades. Se em Santarém é assim, imagine o tamanho do problema dos municípios menores. Acreditar que SÓ AGORA receberemos a atenção devida equivale a dizer que os nossos governantes extinguirão a violência, as drogas, a impunidade e que a taxa de desemprego cairá a 0%, tudo em 2011.
Portanto, dizer que os novos estados nascerão pobres é questionável. Pense no volume de recursos que não viriam para esta região de outra forma. Ainda que parte significativa do orçamento seja direcionada a manutenção da máquina pública, o volume dos empregos públicos gerados terá grande representatividade na economia de diversos municípios. Não esqueça que a “sobra” dos recursos serão superiores ao que hoje o conjunto de municípios que desejam a emancipação recebe, o que poderá garantir grandes investimentos. Tudo isso sem falar nas reais possibilidades de negócio que serão geradas com o desenvolvimento das cidades do interior. Empresas virão para região por acreditar que finalmente receberemos infraestrutura adequada. Quanto aos recursos que sairão dos cofres públicos, eles não sairão dos cofres do Pará, mas do governo federal. Você realmente acredita que isso causará algum problema econômico? Analise as cifras de projetos menores em outros estados. Será mais dinheiro circulando em nossa região, que favorecerá inclusive os empresários do Pará.
Caro Neto, peço que desconsidere tudo que escrevi defendendo a criação de Tapajós e Carajás e faça uma pesquisa séria sobre o assunto. Se no final você ainda achar que o Pará não deve ser dividido, só me restará desejar que DEUS continue garantindo uma vida abastada para você e sua família aí na capital do estado.
Eu digo SIM a Tapajós e Carajás.
O rapaz está desesperado e acaba de descrever o “Samba do Branquinho Maluco”.
1. A União tem obrigação de participar com recursos para a criação dos novos Estados e não terá feito mais que a obrigação. Ou será que os 3,5 milhões de habitantes dos novos Estados não pagam, IPI, Imposto de Renda, Imposto de Importaçao, Cofins, etc., além de contribuirem com R$ 15 bilhões em divisas de exportações para financiar os 26 Estados do Brasil já existentes.
2.Toda a estrutura citada, além de muitaS outras, serão construídas e mantidas pelas rendas dos Novos Estados, cujos PIBs são: Carajás: R$ 19,5 bilhões e Tapajós: 6,4 bilhões. Portanto, totalmente viáveis economicamente. O Pará Próprio ficará com R$32 bilhõe e será, ainda mais viável, pois continuará mais rico que os dois Novos Estados juntos e com metade das despesas.
3. Belém não administra nem a si própria, pois, toda a riqueza do Estado é consumida na corrupção e no desvio das receitas públicas, basta ver a violência e o sucateamento de todos os setores públicos do Estado. O Nordeste não é a região mais pobre do Brasil, pois, tem um PIB de R$ 420 bilhões que é quatro vezes o PIB da Região Norte e superior aos PIBs do Sul (R$350 bilhões) e do Centro-Oeste (R$ 330 bilhões), sendo oito vezes superior ao PIB do Pará com um territorio inferior.
4. Como já provado, o Estado do Pará não está falido, apenas desperdiça os recursos e não entrará em falência com os dois Novos Estados, assim como não entraram São Paulo que deu origem a RS-SC-PR-MG-GO-MT e tornou-se o Estado mais rico do Brasil, sendo que MT deu origem a MS e RO e hoje é o mais rico dos três e ainda será dividido duas vezes, ficando cada vez mais rico e GO que deu origem ao DF e TO, sendo que os três juntos, hoje, tem um PIB superior a R$ 150 bilhões (mais que o dobro do Pará com 1/3 do território).
5.Toda essa riqueza que o Sr.Neto citou nunca pertenceu ao Pará, mas, foi entregue aos cupinchas do Rio-São Paulo que levam todo o dinheiro da venda dos minérios e recursos naturais para as matrizes do Capital investido e deixam aqui apenas 2% de royalties e o salário de algumas centenas de trabalhadores. É a mesma coisa da energia gerada na região.Essa patifaria somente serÁ estancada quando os capitalistas da terra tomarem vergonha na cara e juntamente com o poderio do Estado investirem os seus Capitais na exploração das riquezas que lhes pertencem.
6.Vivemos num país democrático onde todos os brasileiros podem se deslocar sem passaporte conforme estabelece a Constituição Federal. Somos todos brasileiros, paraenses, maranhenses, goianos, gaúchos etc. Dos 18 milhões de habitantes da Grande São Paulo, 3 milhões são nordestinos que para ali foram contribuir com o trabalho e a riqueza do Estado mais rico da federação. 80% dos paraenses descendem de nordestinos, sulistas e centro-oestinos que se deslocaram para o Pará desde o início da colonização portuguesa ou diretamente dos próprios portugueses.
7. A cultura brasileira é o conjunto das culturas e etnias que formam a Nação. Carajás foi extremamente feliz quando trouxe, também, os Goianos, Mineiros, Paranaenses, Gaúchos e Catarinenses que trouxeram parte de suas culturas e práticas econômicas para enriqucer a região sul do Estado, assim como, os nordestinos. Tudo isso se mesclou com a riquíssima cultura paraense formando uma cultura própria. Enquanto, Tapajós ficou isolado no abandono e acabou forjando um cultura própria que se difere das demais regiões do Estado. Tapajós tem cultura própria, com o rico do tempero paraense. A cultura, assim como a linguagem é dinâmica e evolui com o isolamento e o tempo.
8.O interesse pessoal é dos que desejam concentrar a riqueza nas mãos de uns poucos, enquanto, o interesse coletivo é demonstrado por aqueles que desejam dias melhores para metade dos paraenses em completo abandono.
9.Essa Lei 9709/98 é inconstitucional e será derrubada pelo STF. O emancipado não precisa pedir permissão ao tutelador para se emancipar, da mesma forma que as formigas não precisam permissão do Tamanduá para organizar a defesa do formigueiro.
10. 20 Estados brasileiros se originaram da emancipação das Capitanias e Províncias originais que prosperaram – Pará, Pernambuco, Bahia e São Paulo, sendo que as duas regiões, entre as mais pobres do país são exatamente as duas engolidas pela Bahia, Ilhéus e Porto Seguro que não se emanciparam no tempo certo. Os rebentos do Pará, Pernambuco e São Paulo são todos Estados prósperos e de grande futuro. Estão todos citados no ponto 04, com exceção do Ceará, RN, PB e AL que foram criados pelos colonizadores pernambucanos e posteriormente, emancipados no século dezoito. A comarca de São Francisco, que pertenceu a Pernambuco até o século XIX continua sem qualquer prosperidade, pois, também foi engolida pela Bahia que até hoje não permite a sua emancipação. Apenas suga.
Todas as suas bobagens e mistificações estão contestadas, com dados, provas e conceitos técnicos e históricos, Senhor Neto! Carajás e Tapajós – SIM – SIM E SIM!
Comentário pontual.
Assim como este estudo do IDESP, tb o do IPEA só tem articipação de pessoas de Belém!!
Todos tendenciosos…
Parabéns pela matéria esclarecedora! é preciso disseminarmos esses textos e trabalhar a formação de consciência da nossa região, se dependermos de estudos? Só se for da FGV, esses de Belém! Só direcionádos e tendênciosos!!!