Economista e advogado santareno residente no Rio de Janeiro, Helvecio Santos comenta o post Ilha sem barracas:
Concordo Telma! O que autoriza uns quatro ou cinco boraris (?) explorarem barracas num espaço que, por inteligência, deve ser conservado? Explorarem e depredarem!
Na Ilha deve ficar somente a natureza. Quem quiser beber cerveja ou almoçar que faça no lugar adequado, isto é, nos restaurantes da vila. Na Ilha deveria ser permitida somente a venda de água por ambulantes cadastrados, levando isopores nos ombros (nada de carrocinhas ou mesinhas para colocar os isopores). A bebida alcóolica deveria ser proibida ( o Corpo de Bombeiros agradeceria). Nada de shows de rádio, com ou sem palanque, na Ilha.
A fiscalização para esses impedimentos deveria ser feita diretamente na Ilha e nos barcos que transportam banhistas (os catraieiros), pela PM e pela GM. Na Ilha, deveria ser feita uma demarcação com bóias onde fosse proibido o trânsito de barcos a motor e proibido também a atracação de barcos com banhistas.
A Ilha tem que ser consevada com sua beleza natural. Lógico que é conveniente para alguns sentar numa mesa dentro d’água, beber e comer! Aí a espinha e restos dos peixes são jogados no leito do rio e o mictório (isto para não ser mais grosseiro) é o próprio rio, sentado no banco. Já basta não a destruição da Praia do Cajueiro? ESTÃO MATANDO A GALINHA DOS OVOS DE OURO!
ô Leonardo, se for ler direito, o Helvecio não está excluindo ninguem e a Telma está abordando e sugerindo ações para a economia dos moradores de alter. Não sei onde e quem está falando em exclusão, a não ser os equivocados.
Tirando a mordaça, tirastes a mordaça, mas esquecestes de tirar a venda dos olhos…
A Ilha do Amor me lembra muito a Ilha do Japonês (Cabo Frio – RJ). Na Ilha do Japonês não há barracas, mas as pessoas podem levar o que quiserem para consumir nas areias da praia. É um atrativo para os que apreciam um churrasco na beira d’água, piqueniques, acampamento ou caminhadas por trilhas. A travessia também é feita em pequenas barcas. Na praia em frente à Ilha há barracas e vendedores ambulantes. Alguns vendedores ambulantes utilizam mini barracas flutuantes, padronizadas, que se deslocam de um lado para o outro da ilha e atravessam o canal que separa a ilha da costa. Por trás disso tudo, há um rigoroso ordenamento através da fiscalização por parte das guardas ambiental e municipal e da Polícia Militar. Há também um ostensivo trabalho de educação ambiental feito pela associação de moradores do balneário apoiado pelos governos estadual e municipal.
Eu entendo a posição do Helvécio, mas entendo também que, tanto na Ilha do Japonês como na Ilha do Amor, as pessoas precisam se sustentar de alguma forma e para alguns a única forma (ainda que de maneira atropelada) é a exploração dos atrativos turísticos locais. E que tal imaginarmos formas de incluir essas pessoas ao invés de excluií-las? Há inúmeras maneiras de se explorar atrativos turísticos sem que a população local, os turistas e o meio ambiente saiam perdendo.
Tibério,
De longe o assunto tem relação com se escandalizar com sobrecarga de gente, muito menos de proibição e nem com regular o fluxo de pessoas!
Não existe planejamento, não existe licitação, não existe visão de negócio, não existe o melhor peixe do mundo ou melhor chefe de cozinha do mundo que me convença da existência de infraestrutura de barracas na Ilha do Amor, não tem necessidade.
Com relação a comentários que não podemos discutir o assunto sem envolver os moradores de lá, isso não é um bom argumento, como cidadã posso discutir e contribuir sobre as favelas do Rio de Janeiro, e especificamente a este assunto, temos muitas outras formas de desenvolver uma economia para os nativos da Vila de Alter do Chão, desde que não seja acabando com a praia, na verdade implantaram um caminho fácil, rápido e ineficaz. Até hoje não me conformo com aquelas barracas e mesas impedindo o passeio na beira da prais, não me conformo!
Podemos pensar em um bom planejamento de restaurantes na vila, aliás, isso geraria mais empregos para os nativos de Alter, além de termos um atrativo para os visitantes na vila e dos Santarenos, além de turistas, vejam a rua de pedras em Buzios. Porque não movientar o dia e a noite em Alter? já pensou na lua cheia, uau….
Infraestrutura de hotel 5 estrelas na Ilha….ei,vamos deixar para algum setor hoteleiro construir na vila. Com relação praias do nordeste, em sua grande maioria não são em ilhas graciosas como a nossa Ilha do Amor, estamos falando de uma pequena Ilha de areia branca (nuca vi prais tão belas….prateadas…), linda e que não deve ter outro caminho.
Temos kilometros de praias para estruturas de barracas, na Ilha do Amor, Nãoooooooo!
Na Ilha do Amor só precisamos de pessoas livres, leves e soltas, concordo com o Helvécio, no máximo vendedores ambulantes, bem treinados com bebidas geladas.
Ah, Lençol eu concordo que levem, afinal é a ILHA DO AMOR! (brincadeira para relaxar…rsss)
Abs em todos e tirem as barracas da ilha, pelo amor de deus!
Telma
Com palavra nosso ilustre sec. prof. de matematica Arido , fala alguma coisa meu querido. nepitismo não……
Se Alter-do-Chão está preservada é porque existe uma comunidade que faz isso, pois diferente de nós, a relação que eles estabelecem com o meio ambiente natural é mais sustentável do que, inclusive, essas pessoas que moram nos grandes centros urbanos, como é o caso do autor do texto. Pesquisas apontam que a Amazônia é preservada onde tem comunidades tradicionais e indígenas. Se alguém deve ter lucro com o “balneário” de Alter-do-Chão, esse alguém é a comunidade, que nasceu e cresceu naquele lugar.
Sábias palavras…
Telma, Helvécio, Tibério e outros. Devem ter complexo de colonizador no mínimo. Acredito que o conhecimento da história de massacre e escravidão nesse país chegará aos Borari e demais povos.
Meu amigo “Vila para a comunidade”, predominância da comunidade é preguiça, imundicie e falta de preparo, são um monte de “banqueiros” aproveitadores que não fazem p. nenhuma para melhorar o turismo da vila.
Já imaginou se a vila chega a um ponto de virar como a praia do maracanã da vida?
Você já viu alguém ir passar férias no Rio de Janeiro e ir tomar um banho no piscinão de ramos?
Turismo de qualidade atrai dinheiro, atrai público pra vila, deixam de ser burros.
Se vocês querem viver nessa falta de interesse em agir, sem intúito de melhorar o atendimento da vila, vão acabar vendendo churrasquinho na praia para se sustentarem e o público que se tornará, será de plenos farofeiros, não vão vender nem tubaína, porque esses farofeiros que vcs estão apoiando, vão trazer tudo de casa.
Vocês são um bando de desorganizados, reclamam tanto, porque não colocam pelo menos banheiros na praia do Cajueiro, qual é a alegação? Que lá alaga também?
No cajueiro dá mais gente que na ilha, e cagam do mesmo jeito dentro dágua, o que difere é que no cajueiro como o público predominante é de baixa renda, eles cagam em qualquer lugar e não estão nem aí, na iha são mais conservadores.
Tomem vergonha na cara e vão fazer um curso especializado em turismo, se não, coloquem uma placa de venda nessas barracas e dê lugar para quem quer e sabe trabalhar.
Só mais uma coisa, praia para Elite é o baralho, tu acha que vender meia banda de “BOCÓ” que num é nem filhote de tambaqui por R$ 75,00, cerveja a R$ 4,50, água por R$ 2,00 coca cola por R$ 5,00 de 1,5L, etc é para elites ou pobres?
O pobre coiado fica lá no cajueiro por que não tem condição de pagar R$ 6,00 míseros reais de catraia, eles só vão pra ilha, quando eles atravessam com água no pescoço na seca e não precisam pagar nada, ainda levam a tira colo o isopor cheio de bebidas com e sem álcool, e as latas até o talo de farofa, não gastam um centavo nessa caristia de barracas da ilha.
Jeso eu usaria essa engraçadérrima frase desse rapaz como a frase do dia:
“Melhorar a vila só faz sentido se for para melhorar a vida daqueles que moram lá.”
Em época de carnaval e sairé, eles pegam barracas na praça só para vender para os comerciantes daqui de santarém, porque tem preguiça, são garapeiros e aproveitadores.
Até para pensar são preguiçosos, tu não ta vendo, se fizerem melhoras, é só a vila que vai se beneficiar. Onde vão se ospedar, onde vão comer, onde vão fazer compras? em Belterra que não é.
Vou torcer para que a Aldeia dos Borari seja legalizada um dia, assim, só assim vou ter certeza de que nunca mais irei ver pessoas desse espécie. É mais um com complexo de colonizador, fala o que quer e pensa que todos os nativos devem ou querem obedecer aos caprichosos do mundo do turismo, para com isso! Aprenda meu caro viajante que vc não tem poder sobre ninguém, nem na comunidade, nem sobre um povo. Já acabaram as guerras e o domínio de impérios de uns sobre os outros.
Eu fico feliz que as águas do tapajós se renovam sempre tirando toda a sujeira que alguns homens e mulheres sem alma deixam por lá. Deveriam respeitar o povo que respeita seus ancestrais não destruindo os rios e a floresta.
Helvécio,
Alter do Chão é uma APA (Área de Proteção Ambiental) Municipal.
Como todas as áreas protegidas possui um regimento, que regula todas as atividade que ocorrem em seus limites (o que pode e não pode ser feito).
Uma APA deveria ser gerenciada por um conselho composto pelos diferente “segmentos” da sociedade e sabe-se que este conselho já existe e, em tese, deveria já estar funcionando.
É lá que deveriam ser tomadas as decisões e as iniciativas para garantir uma boa gestão da área.
Não adianta nos “escandalizarmos” com as consequências nefasta da “sobrecarga” de gente (não só os turistas) que sufoca Alter do Chão. E nem achar que só com a “proibição” iremos solucionar os problemas.
Faz anos que a configuração de Alter nem se parece mais com a localidade bucólica dos belos e velhos tempos que já se foram.
Tem que “regular” o “fluxo”, a “ocupação”, e o “uso” dos recursos da APA.
Enfim, trata-se de viabilizar a APA de fato e fazer funcionar o seu Conselho.
Esse é o grande desafio, que além do “saneamento”, tem que promover um “novo ordenamento” para as atividades dos barraqueiros, catraqueiros, que exploram a Ilha do Amor para o seu sustento.
Tiberio Alloggio
Recentemente o governo da Bahia destruiu todas as barracas de praia da orla, nem sei se aplica aqui mas foi um reboliço so.
Amigo, faz quanto tempo que você mora no Rio? Você está muito equivocado nas suas palavras.
Já faz mais 10 anos que não tem shows na praia, que por sinal, eram bons, e movimentavam a economia no balneario, que são esquecidos pelo poder publico, sem investimentos de nada.
Como você disse, as pessoas fazem suas necessidades dentro da praia, não dando razão para os que fazem isso, mas ao mesmo tempo reclamando do poder publico, que não providenciam banheiros publicos ou algo do genero, ou quer dizer que você iria aguentar suas necessidades, pegar uma catraia e atravessar pra poder fazer isso em algum banheiro na vila. Duvido!
Como disse o amigo, menos, menos mano.
Helvecio me desculpa, mas esse teu pensamento parece coisa de alienado ou tu vai querer dizer que ai no Rio é assim!!!!, sei que nao é pois estive ai recentemente e frequentei varias praias e encontrei as mesmas coisas que encontraste aqui, exceto baraca que venda comida na praia, quero aqui deixar claro que nao defendo os baraqueiros de Alter do Chao que por sinal na minha concepção nao tem nem classificação para ser dada, mas nao podemos ser radicais ao ponto de eu nao poder nem levar o que eu quero beber ou comer mesmo que seja em um barquinho, menos ,menos, mano.