Primeiro Mundo e Santarém

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Professor e leitor do blog, Romy Eduardo Castro comenta o artigo Os avanços de Santarém e oeste do Pará, da lavra do empresário Olavo das Neves:

Infelizmente, embora queiramos que tudo isso seja verdade, são sempre promessas, possibilidades, realidade futura que nunca chega.

Antes de ser “primeiro mundo”, deveríamos passar pelo “segundo”, ou seja, precisamos de infraestrutura básica: esgoto, água de qualidade, asfalto, transporte público decente (e não esse montoeiro de mototaxistas – vítimas de nossa miséria produtiva), educação de qualidade….

Chega de “pode ser”.

Isso explica o preço dos imóveis: cobra-se por um terreno na Prainha o preço do metro quadrado de Nova York – à espera do El Dourado prometido desde Felipe Bettendor. Também queria ser otimista, mas meus 44 anos de espera não deixam.


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7 Responses to Primeiro Mundo e Santarém

  • Santareno esta tão acostumado com coisas ruins que quando um empresário mostra a realidade, todo mundo acha que é promessa de politico. Se vc reler o texto verá que a maioria das ações apresentadas já são realidade! E a maioria das obras são de infraestrutura e a maioria delas, obras de empresas privadas!

  • Preocupante essa obsessão em ser “primeiro mundo” queimando todas as etapas civilizatórias e de urbanidade, soterrando valores de sua própria história como cidade amazônica. O PIB aumenta mas a concentração de renda permanece e a cidade vai “crescendo” sem saneamento básico, sem água nas torneiras e sem políticas públicas para o bem estar coletivo que legitimem e amparem essas ambições. Santarém é mais do que nunca uma cidade polo e uma fronteira econômica. Tomara que não perca o encanto de seus quintais, seus peixes, os fins de semana das famílias nos sítios, seus rios límpidos e seu espaço generoso onde a miséria ainda não tomou o lugar da vida apenas modesta. Tomara que a feroz especulação imobiliária não a desfigure e não a sangre ainda mais. E mesmo diante dos impactos que a cidade tem sofrido nos últimos dez anos, sou otimista. Santarém com seus 300 mil habitantes, é viável e com potencial pra ser uma cidade exemplar. Mas seus problemas são os mesmos da maioria das cidades brasileiras em crescimento. É preciso mais que nunca da cultura da responsabilidade e do “espírito público”.
    Tamara Saré, fotógrafa e arquiteta, especialista em conforto ambiental.

  • Realamente, vão continuar difíceis as coisas por aqui. Boa parte do “nosso” dinheiro não tem ficado no país. Seja por falcatruas privadas ou “presentes” públicos:
    ”
    CH
    • 28 DE JANEIRO DE 2014
    NINGUÉM FISCALIZA FINANCIAMENTO DO BNDES NO EXTERIOR
    Obras bancadas pelo BNDES no exterior não são fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal ou qualquer órgão de controle. É o caso do financiamento de US$ 684 milhões do Porto Muriel, em Cuba. A condição do BNDES sempre é a mesma, em países latino-americanos ou africanos: entregar a obra a empreiteira brasileira, cuja escolha não tem licitação, nem auditorias. Dilma ontem anunciou mais US$ 360 milhões para bancar o aeroporto de Havana.
    • ÚLTIMO A SABER
    “Não há nem projeto”, diz o BNDES, surpreso com os US$ 360 milhões para Cuba. Mas já há empreiteira, que soprou o valor no ouvido certo.
    • BYE, BYE, BRASIL
    Só em 2012, US$ 2,17 bilhões do BNDES foram pagos a empreiteiras brasileiras no exterior. Em 2013, até setembro, foram US$ 1,37 bilhão.
    • SECRETOS E SUSPEITOS
    Os contratos do BNDES no exterior são “secretos”: o teor dos contratos do porto de Mariel, por exemplo, somente será conhecido em 2027.
    • GÊNIOS DO MAL
    A fórmula “engenhosa”, de tirar montanhas de dinheiro do Tesouro sem licitação, sem controle e sem fiscalização, foi criada no governo Lula.
    “

    1. E o metrô de São Paulo da tucanalha é menos maléfico de que o porto de Cuba ou porque o metrô os beneficiados foram os alemães e os governantes tucanos?

    2. O metrô da tucanalha tem alguma informação importante para dividir com a gente? Ou estes pilantras tem imunidade?

  • Com certeza vc tem razao. Essas previsões fogem uma analise tecnica de planejamento. Em Santarem, principalmente o orgao gestor publico municipal necessita de um banco de dados com indicadores atualizados e linkados aos orgaos tecnicos estadual e federal. Não pode mais ser exatamente o que voce disse :“ chega de pode ser´´ . Vamos avancar fazendo o dever de casa seja
    a categoria empresarial como a publica…

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