Professor universitário, Everaldo Portela comenta o post Fim de linha:
Os planos de manejo florestal sustentável eram tudo uma farsa. Pois, caso contrário, já era hora de voltar aos locais onde os primeiros planos de manejo foram aprovados. Ou será que tudo que sobrou virou cinza e depois capim, soja etc.
É isso que acontece com a prática da economia madeireira predatória. Em menos de três décadas de intensificação da atividade madeireira na região, as empresas arrasaram as nossas florestas. E o pior é que o erro continua… o saque continua por trás dos planos de manejo legalmente aprovados.
Se ilude quem pensa que estamos vivendo o desenvolvimento sustentável da região.
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Está na hora de fechar as portas aqui e abrir outra mais adiante, onde ainda existem florestas nativas em abundância para derrubar, longe dos incômodos fiscais do serviço florestal brasileiro.
Foi assim que muitas das madeireiras chegaram aqui, depois de ter fechado suas portas em outros lugares, aqui chegaram exçplorar as florestas que ainda existiam aqui, agora está na hora de ir embora…
Que a mão de obra barata se vire em servir a outros exploradores das riquezas naturais da região, pois é pra isso que ela serve, para fornecer matéria prima…
está acabando… a economia madeireira está agonizando, deixando atrás de si um rastro de devastação e miséria.
Eu venho acompanhando bem as ações do governo de suas ligações com as grandes empresas, que estão acabando com a floresta nativa da Amazônia. Tudo me cheira a enrolação, enganação, etc.
No município onde resido , esse papo de “sustentabilidade da floresta” é tudo engodo. Sustentabilidade só se for das contas bancárias dos grandes empresários que fazem o que bem entendem na nossa região.
Os projetos de sustentabilidade transformam os pobres dos colonos em meros escravos desse sistema mentiroso. Em muitos trechos mata nativa é derrubada para dar vez a eucaliptos, pastos, etc. Enquanto isso o caos social se instala na zona rural e nas pequenas e grandes cidades por falta de investimentos públicos, que gerem emprego e renda de verdade para quem precisa.
Infelizmente, por conhecer todo o gabarito do Professor Everaldo Portela, lhe respeito, todavia não posso me calar, pois conheço a realidade, e inclusive trabalho em uma empresa que obedece RIGOROSAMENTE o tripé da sustentabilidade.
Eu discordo em absolutamente Todo o comentário.
Primeiramente, o comentario em todo o seu contexto vem generalizando as empresas madeireiras, e talvez, por desconhecimento, algumas madeireiras do OESTE DO PARÁ estão em processo de certificação florestal, fator esse jamais almeijado em épocas antigas.
Segundo, a maior pratica devastadora do meio ambiente, na minha modesta opinião, é a pecuaria e não a extração madeireira, e muito menos a extração madeireira sustentavel.
Terceiro, se houve imigração em massa, deve-se primeiramente destacar os sulistas, que no Oeste paraense estão com suas imensas plantações de soja e implantando aqui toda a cultura e custumes (que em alguns casos são até interessantes), porém o desmatamento por eles realizado, é desordenado. E o “madeireiro” sustentavel não pratica desmatamento!
Enfim, antes de denegrir a imagem do setor, vamos não apenas “atirar pedras”, vejamos tambem a capacitação profissional que o setor oferece, bem como a oportunidade de emprego, renda, conhecimentos oferecidos, projetos sociais, dentro outros muitos fatores.
ficou o meu recado.
atenciosamente,
Murilo Moda Cunha.