Contraponto do leitor que se assina Murilo Moda Cunha ao post Rastro de devastação e miséria, da lavra de Everaldo Portela:
Infelizmente, por conhecer todo o gabarito do professor Everaldo Portela, lhe respeito, todavia não posso me calar, pois conheço a realidade, e inclusive trabalho em uma empresa que obedece RIGOROSAMENTE o tripé da sustentabilidade. Eu discordo em absolutamente de todo o comentário.
Primeiramente, o comentário em todo o seu contexto vem generalizando as empresas madeireiras, e talvez, por desconhecimento, algumas madeireiras do OESTE DO PARÁ estão em processo de certificação florestal, fator esse jamais almeijado em épocas antigas.
Segundo, a maior prática devastadora do meio ambiente, na minha modesta opinião, é a pecuaria e não a extração madeireira, e muito menos a extração madeireira sustentável.
Terceiro, se houve imigração em massa, deve-se primeiramente destacar os sulistas, que no oeste paraense estão com suas imensas plantações de soja e implantando aqui toda a cultura e costumes (que em alguns casos são até interessantes), porém o desmatamento por eles realizado, é desordenado. E o “madeireiro” sustentável não pratica desmatamento!
Enfim, antes de denegrir a imagem do setor, vamos não apenas “atirar pedras”, vejamos tambem a capacitação profissional que o setor oferece, bem como a oportunidade de emprego, renda, conhecimentos oferecidos, projetos sociais, dentro outros muitos fatores.
Ficou o meu recado.
Não sei que sustentabilidade é essa que tem empresa, que finge que está trabalhando legalmente, no entanto, sai desmatando mata virgem para plantar eucalipto, etc. E para piorar, ainda fazem os pobres dos colonos de escravos usando sua terras para a prática da monocultura de certas espécies que só servem para engordar as contas bancárias dos espertalhões, que ainda tem o apoio do governo federal e estadual.
Enquanto isso a migração rural urbana aumenta sem precedentes. Venham ver na prática o que acontece na amazônia em geral, e não através de falsas estatísticas e pesquisas de gabinete furadas e carentes de informações concretas.
Para aqueles que realmente trabalham com manejo florestal sustentável, as minhas colocações são muito ruins, até injustas. Por isso não tiro a razão do Murilo. Trata-se de um jovem engenheiro florestal que leva a sério seu trabalho…
No entanto sou muito cético e não acredito na sustentabilidade da economia madeireira na Amazônia. Exploram a floresta de forma predatória, derrubando sempre as melhores árvores (centenárias!), superexploram a mão-de-obra local zsem nenhuma garantia t
A intriga entre madeireiros e sojeiros é apenas aparente, pois na realidade as duas atividades caminham juntas, a diferença é que as madeireiras vão na frente e os sojeitos logo em seguida para derrubar o resto da floresta que fica.
Mas se tem algum madeireiro que segue fielmente seus planos de manejo, sem tirar ilegalmente nenhuma árvore de outros lugares, para estes eu peço desculpas e tiro o chapéu!!