Cinquentona

Publicado em por em Educação e Cultura

Álvaro Adolfo, uma das escolas públicas estaduais mais tradicionais do Pará, completa hoje 50 anos.

A escola foi construída por iniciativa do governador Aurélio do Carmo e erguida no prédio onde funcionada o Grupo Escolar Borges Leal, que foi demolido.

O 1º diretor foi o pastor evangélico Sóstenes Pereira de Barros.

O nome dela é homenagem a Álvaro Adolfo da Silveira, político paraense falecido 6 anos antes (1959) da criação da escola, em pleno exercício do mandato de senador da República pelo Pará.

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10 Responses to Cinquentona

  • O aniversario de 50 anos do Álvaro Adolfo já passou faz tempo, quero dizer que também, que fui aluno desse gigante do ensino , foi fundado em primeiro de maio de 1962, e o grupo escolar Magalhães Barata, foi demolido e as aulas passaram a ser ministradas na casa do seu José em três salas, pela manha intermediário e. a tarde. Os professores eram , Bernadete, Luiza, Judite, Maria Félix, e outras a diretora era professora Raquel e entre os alunos, Orlando e seu irmãos e etc. O primeiro funcionário foi seu José que é meu pai.

  • O aniversário de 50 anos do Álvaro Adolfo, já passou faz tempo, mas assim mesmo ainda é tempo de dizer que lá me foram administradas as lições que levei pela vida afora. Digo também obrigada aos professores que me orientaram e deram a base para a minha vida prática. Parabéns aos que hoje lá estudam e principalmente aos que lá ensinam.

  • Jeso, que registro maravilhoso! No Álvaro Adolfo terminei meu científico, ciências exatas, sendo a primeira turma formada. Depois fui professor de matemática. Minhas aulas, mesmo sendo de matemática, lotavam. Eu vim de uma família humilde então, entender a realidade de muitos dos meus alunos era fácil. Assim, uma vez fui buscar no portão um aluno que, por não estar de meia preta, o inspetor não queria deixar entrar. Expliquei ao inspetor que o importante não era a meia, mas a presença do aluno. Também procurava fazer a matemática ser algo palpável, presente no dia a dia. Quando dei aula sobre área e perímetro da circunferência, pedi ao Ari, filho do “Seu”Alemãozinho, leiteiro que morava na Galdino com Augusto Montenegro, que trouxesse um aro de bicicleta, pois ele consertava bicicletas. Foi uma aula sensacional! Eu tinha um método próprio de ter participação dos alunos nas aulas. Sempre que dava uma matéria nova , passava um problema. O primeiro que acertava eu dava uma entrada no Cine Olímpia. As provas eram marcadas pelos alunos, dentro do período que a escola me dava. Eles que marcavam pois eu não admitia “cola”, explicando que era uma prática que roubava o aluno, o colega e a confiança do professor. Nuca tive problema nessa área. Já nas festas, enquanto os outros professores ficavam naquela mesa com um buqê de flores no meio, eu ia para o salão mostrar o meu pé de valsa. Até namorei uma aluna, morena linda, filha de um engenheiro que trabalhava na construção da Hidrelétrica do Curuá Una. Às vezes eu saía da sala de aula direto para os treinos do LEÃO. Quando eram no Elinaldo Barbosa, os alunos iam para lá, depois da aula claro, assistir. Era muito legal! Foi um período maravilhoso da minha vida. E como a vida não para de me surpreender positivamente, tenho como vizinhos de escritório, dois colegas advogados, netos do falecido senador Álvaro Adolfo da Silveira. Assim, Jeso, obrigado por me fazer lembrar um período tão rico da minha vida. SAUDAÇÕES AZULINAS,

  • Jeso, completa o comentário… ficou uma frase solta…

    Lurdinha, de história; Aldo Campos, de geografia; prof. Ivanildo, também de história; prof. Celso, prof. Ronan, ambos de fisica… Jamais poderia esquecer o Prof. Leonel Motta, minha referência também na UFPA…

  • Eu estudei no Alvaro Adolfo numa época em que usar a farda da escola era motivo de orgulho – de 1994 a 1996… Todos amávamos a escola, de modo que muitos sonhávamos em voltar como professores… Sei perfeitamente a que sentimento o prof. Zair se refere…
    Lembro-me ainda dos primeiros dias de aula em 1994… Das vezes em que eu e meu trio de amigas esperávamos o portão se abrir após o recreio para fugir das aulas, passear e tomar sorvete no centro. Este era o extremo das nossas traquinagens… Como era bom o tempo em que eu matava aula de química para ver os rapazes jogando futebol nas aulas de educação física…
    Triste era quando eu era pega no flagrante e escoltada de volta até a sala pela orientadora. Era uma desmoralização… Rsrsrs… Fiquei até em recuperação no 2o. e no 3o. anos… Mas nada que pedisse o 1o. lugar no vestibular… Devo tudo aos profesoares q nunca esquecerei: a profa. Isaura, de português; profa.
    Infelizmente, nunca trabalhei no AAS… Esse foi um sonho que eu não realizei..

  • Fui estudante do Álvaro Adolfo da Silveira de 1979 a 1981, quando deveria ter concluído o então chamado 2º grau. Acabei abandonando no último ano por conta de decisões não tão acertadas e só concluí anos depois.

    Era a escola pública mais respeitada da cidade, à minha época. Estudar lá era motivo de orgulho. Lá convivi com pessoas que me ajudaram no processo de amadurecimento, em minha fase adolescente.

    Tive colegas de aula como o Lucivaldo, mais conhecido como “Baixinho da Vivenda”, que infelizmente já faleceu. E professores como Donaldo Pedroso, Ivan Sadeck, Camargo, Capitão Batista e muitos outros. À minha época a diretora era a sempre afável professora Nely Serique.

    Parabéns aos que ainda estudam neste colégio e a todos o que por lá passaram e passarão. Entretanto, é triste ver que nos últimos anos, o Álvaro Adolfo vem amargando um certo abandono, que o tirou da elite dos colégios públicos com altos índices de excelência, como se pode notar nos resultados do Enem.

  • Também devo parte de minha formação a esta imponente escola. Vestir a farda do Álvaro Adolfo foi uma das maiores emoções que tive na minha trajetória educacional. Na época, o outro estabelcimento que oferecia os estudos equivalentes ao do “colégio Álvaro Adolfo” era inacesssível para pessoas oriundas de família pobre, como eu. E o Álvaro Adolfo representa a única chance para quem almejava vencer as barreiras que a desigualdade social impunha. Fiquei apenas um ano, pois em seguida fui fazer a Escola Agrotécnica Federal de Castanhal. Mas foi um ano inesquecível. Concordo plenamente com as palavras do professor Zair, hoje meu colega na UFOPA. Ali sempre teve um “time” de educadores de primeira linha. Pessoas que conseguiam fazer a junção do gostar de ser professor (similar a vocação) com o compromisso de levar o aluno a aprender. Aliado a estes dois aspectos, sempre buscaram estimular a visão crítica e desafiadora aos estudantes. Lá também era uma espécie de comitê suprapartidário, onde a temática política encontrou campo fértil e propiciou o despertar da consciência da participação e da busca por liberdades e sonhos em muitos dos jovens que entravam lá pensando que o “colegial” era o máximo ponto que podiam alcançar. Recordo das palavras de uma professora que passaram a ser uma espécie de lema para minha vida: “Põe teu idel nas estrelas, mesmo que só alcance chegar até as nuvens”. Achei isto exuberante, porque chegar até as nuvens já é um caminho e tanto, mas não exclui a busca pelas estrelas. Assim continuo eu, no rumo das estrelas, aproveitando a luz que recebi de meus professores, desde a Escola Rotary, José de Alencar, Almirante Soares Dutra, Álvado Adolfo, e depois na Escola Agrotécnica Federal de Castanhal, Universidade Federal do Pará e Unversidad Estadual de Campinas. De todas guardo indeléveis lembranças. Neste dia, concentro minha recordação no Álvaro Afolfo, faço meus agradecimentos e rogo a suprema inteligência do universo que o mantenha sólido e inspirador para as atuais e futuras gerações.

  • Parabéns ao Colégio Àlvaro Adolfo.
    Devo parte da minha formação a este educandário, no final da década de 80 os colégios de Contabilidade faziam sucesso (Felisbelo Jaguar e Rodrigues dos Santos) e eu sonhava fazer a dobradinha Pedro Álvares Cabral e Felisbelo Jaguar, mas não foi possivel. De repente, me encontrava em um Colégio diferente, uma estrutura moderna, histórico e cheio de oportunidades, escolhi fazer C.H, confesso que no início não sabia bem o que era isso, porém, as aulas do saudoso Aldo Campos me convenceram que eu estava na área que gostava e as descobertas continuaram ano após ano…Donaldo Pedroso, Lurdinha, Capitão Batista, Benedito Eduardo, Záclis Rodrigues, Esterzinha, Flávio Carvalho, Cloridius, Margarida, Ronan, Mário Adônis, Batistinha,etc;etc;etc.
    Foram três longos anos de descoberta, esporte, amizade e muito aprendizado, em 1990 as turmas finalistas participaram do Convênio e a Escola Estadual tinha uma verdadeira seleção de educadores que criou uma geração de vencedores: Marnilza Frota; Nato Aguiar; Doutora Ana Mazílis, Prof. Marcelo Curbani, Prof. Erinaldo,e tantos outros que não caberiam neste espaço.
    A primeira sala de aula que comecei a minha carreira de educador foi do Álvaro Adolfo e confesso que as lágrimas encheram meus olhos de satisfação e realização, infelizmente três anos depois tive que sair para fazer parte do corpo docente da UFPA, mas uma parte da minha vida ficou plantada no colégio e sempre que posso retorno. Hoje, é dia de comemorar e acima de tudo rememorar os grandes mestres, os filhos ilustres e acreditar na educação pública de qualidade.
    Parabéns a Diretora Joana Bernardo, professores, corpo técnico, alunos e a toda família Álvaro Adolfo da Silveira.
    Zair Henrique Santos

  • Jeso,
    Eu estudei lá, mas o nome da escola era: ‘GRUPO ESCOLAR MAGALHÃES BARATA”, à época tinha como Diretora a Professsora Raquel Santos e as grandes mestras Kilda Campos Guimarães e Maria de Jesus (ZUZU).

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