
Tem digitais santarenas no evento Diálogos Sociais Rumo à Rio + 20: Amazônia em Pauta, iniciativa da Secretaria-Geral da Presidência da República e que encerra daqui a pouco em Brasília.
A professora doutora e jornalista Raimunda Monteiro (foto), da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará), participou como palestrante do painel Diversidade Amazônica, realizado na manhã de hoje (29).
O seminário foi aberto pelo ministro Gilberto Carvalho, que reconheceu que a Amazônia não tem recebido historicamente tratamento adequado, mas que governo Dilma Rousseff estará pronto para acolher as sugestões dos movimentos sociais, gestores e parlamentares da Amazônia.
Raimundo Monteiro centralizou sua palestra na diversidade cultural amazônica, numa visão de desenvolvimento abrangente que respeita e potencilaliza as particularidades da região, ao mesmo tempo em que oferece à Amazônia as mesmas oportunidades presentes nas outras regiões do país.
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Jeso, voltei convencida de que precisamos pautar as grandes questões da região para conhecer o que está planejado para a Bacia do rio Tapajós e criar uma capacidade de interlocução qualificada para tentar influenciar no nosso destino. Fiquei preocupada com as (agora 7!!!) barragens só para o rio Tapajós, o discurso de tecnologias plataforma como se essa novidade evitasse o pior que são as grandes áreas alagadas, Terras Indígenas e Unidades de Conservação afetadas. As notícias que chegam do rio Madeira e de Belo Monte não mudam a velha história conhecida. Precisamos mobilizar a inteligência crítica para tentar intervir neste processo.
Concordo com o que disse a a secretária de Mulheres da Contag, Carmem Foro, “ressaltou a existência de interesses diversos na Região Amazônica e os problemas atuais do local. “Houve um avanço significativo nos últimos 10 anos. Mas ainda é preciso avançar em questões como os conflitos agrários, a população indígena e o surgimento de grandes empreendimentos na Amazônia”, concluiu Carmem”…Me parece que estes três problemas apontados pela Carmem, são o calcanhar de aquiles que gera situações que desafiam o gestor publico na hora de garantir desenvolvimento, equidade, justiça social e cidadania aos povos da Amazônia. Contudo, para que as coisas aconteçam ou deixem de acontecer, nós povos da Amazônia temos que falar o que nos perturba e o que nos afligem…no caso indígena, seria interessante que o governo chegasse na rio +20 como os territórios indígenas demarcados, saneados e com qualidade de vida garantidos aos quase um milhão de habitantes indígena do Brasil….
Tomara que se lembrem que além de árvores, tem gente na Amazônia. Tomara que não seja a “Natureza da Midia” obra de Manuel Dutra.