Plano Diretor barra projeto de 2 portos da CDP

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A CDP (Companhia Docas do Pará) bem que queria – e queria muito. Mas a cobiça dela acabou sendo atropelada pelo PD (Plano Diretor) de Santarém, discutido, criado e aprovado em 2006.

Explico.

Ela, a CDP, planejava construir dois novos portos no município na área entre as praias do Maracanã e Ponta de Pedras. O projeto, no entanto, bateu de frente com o PD santareno.

É que o PD considera esse perímetro como de “proteção ambiental de interesse turístico e recreativo para balneário”.

No Leia Mais, abaixo, a íntegra da Seção IX do PD que trata do ordenamento da orla de Santarém.

Ainda assim, Kleber Menezes, tucano com assento no CAP (Conselho de Autoridade Portuária), chegou a sugerir, veja só, que o município alterasse o PD com intuito de não atrapalhar o projeto da CDP.

Nem precisa dizer que ele foi voto vencido na mais recente reunião do CAP, ocorrida há poucos dias em Santarém.

Seção XI
ORDENAMENTO DA ORLA FLUVIAL

Art. 137. A orla fluvial do Município se ordena da seguinte forma, conforme Mapa do Ordenamento Fluvial do Município de Santarém:
I – Área de proteção ambiental de interesse turístico e recreativo para balneário – iniciando no limite do Município de Santarém com o Município de Belterra até a ponta da praia do Maracanã;

II – Área de Proteção Ambiental – iniciando da ponta da Praia do Maracanã, seguindo até a Rua da Maracangalha, à montante do Cais do Porto localizada no bairro do Maracanã;

III – Área Portuária I – iniciando da Rua da Maracangalha, seguindo até a Travessa Professor Carvalho, localizada no bairro de Fátima;

IV – Área de Uso Paisagístico-Recreativo – iniciando da Travessa Frei Ambrósio, seguindo até a Avenida Borges Leal, localizada no bairro da Prainha;

V – Área Portuária II – iniciando da Avenida Borges Leal, seguindo até o limite da área de proteção ambiental do Maicá;

VI – Área de Proteção Ambiental do Maicá – iniciando do furo do Maicá seguindo até a Comunidade Fé em Deus, na Região do Ituqui;

VII – Área Portuária III – a partir da Comunidade Fé em Deus, na região do Ituqui até o limite com o município de Prainha.

Parágrafo único – O Poder Executivo deve apresentar estudos circunstanciados sobre a orla fluvial da cidade, em um prazo de 24 meses, a contar da data da publicação desta Lei.


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4 Responses to Plano Diretor barra projeto de 2 portos da CDP

  • Parem de uma vez com essa idéia retrógrada de “progresso não importando como”, pois, Santarém, doravante, será comandada por idéias progressistas e modernas. Não mais se admite qualquer arranhura na natureza sem que se analise a coordenada “custo/benefício” para o “ser humano”. O potencial turístico de Santarém está subdimensionado, por isto, esse desprezo nojento por suas praias, rios e floresta. Santarém, merece toda nossa consideração!

  • Sr Jeso …
    Daqui de Manaus com tristeza continuo a ver a minha Santarém reclamando que está abandonada, esburacada, que não tem dinheiro e outras choradeiras.
    Quando tem oportunidade na mão em expandir portos e conseguir fazer com que haja não somente saída mas também entrada de produtos os tecnoburros de plantão pedem para que seja demolido ou que os portos atuais saiam ..
    Interessante que a China está construindo o maior porto do mundo avançando 30 km mar adentro e não tem Ong, ambientalista enchendo o saco e assim eles irão se tornar a maior potencia do mundo até 2030, porque precisam fazer caixa e abastecer seu bilhões de habitantes e isso porque são socialistas …
    E Santarém com porto na porta despreza o que tem, não progride no setor, faz bosquinho no torno, e ao invés de trazerem empresas ficam de pinico não mão em Brasília para conseguir dinheiro para asfaltar rua .
    Gozado que as grandes potencias possuem portos em suas capitais e no seus interiores e convivem de maneira ordeira gerando receitas e empregos e nós desprezamos essa oportunidade em troca do por do sol que por mais bonito que seja não concede emprego e muito menos receita. Cada um tem o que merece …

  • Se a Prefeita Maria do Carmo não tivesse feito o PD, o oculista já havia se pronunciado.
    Entretanto, como o Plano Diretor foi útil para barrar os portos, não observei a manifestação do indigitado.

  • Tem gente que ainda não entendeu que o próprio porto, cedo ou tarde, terá que sair do Lugar que está ocupando?
    O crescimento urbano já está inviabilizando o Porto atual, cujo único acesso é pela Rua (hoje) mais central da cidade.

    Já imaginaram a hora que centenas de “carretas” estarão estacionadas na Avenida Cuiabá?

    Tiberio Alloggio

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