Círio da Conceição: dos leigos para os padres

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por Sidney Canto (*)

Dia 27 de novembro

Um fato interessante do 1º Círio

Em 1919, era bispo prelado de Santarém Dom Amando Balhmann. O vigário da catedral era Frei Inácio Buetngen. Ambos afrontaram as ordens religiosas que realizavam o “Círio da Bandeira” por conta de “romanizar” a Festa da Paróquia, que até então estava nas mãos do leigos e o bispo e o padre serviam apenas para celebrar as missas.

Ao tomar para si as “rédeas” da festa dos santarenos, o prelado e o vigário constituíram uma nova Diretoria da Festa, e para abrilhantar mais (e servir como divisor de águas entre o antigo Círio da Bandeira e o novo Círio Oficial), foi resolvido implantar em Santarém o Círio nos mesmos moldes que havia em Belém.

Isso não aconteceu de forma totalmente pacífica. Algumas entidades protestaram de maneira silenciosa, como podemos verificar em nota do jornal “A CIDADE” de 29 de novembro daquele ano: “É de lamentar que por ocasião do Círio, a que a esforçada comissão promotora da festa procurou cercar de toda imponência, deixassem de apresentar-se incorporadas, afim de tomar parte como é de costume nas procissões, para mais abrilhantar aquele préstito, a Pia União das Filhas de Maria, a Associação de São Luiz de Gonzaga, a Liga dos Anjos e as Órfãs do Convento de Lourdes, falta que só podemos atribuir a tola vaidade, sem razão de ser”.

* Santareno, é padre diocesano e historiador.

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