Exportação caiu 24% no porto da CDP

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Nos dois primeiros meses de 2013, o movimento de exportação e importação no porto da CDP (Companhia Docas do Pará) em Santarém ficou praticamente empatado, com ligeira diferença de 1,5%, pró-janeiro, cujo montante foi de 378.124 toneladas.

No mês de fevereiro, foi registrado aumento das importações (30%), mas queda na exportação (-24%) em relação ao mesmo de janeiro.

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Foto do dia. Posse da delegada.


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4 Responses to Exportação caiu 24% no porto da CDP

  • A realidade econômica é dinâmica. Vi recentemente a ministra do planejamento falando do escoamento da safra de soja do Mato Grosso em relação a uma obra de um trecho de ferrovia que permitiria o escoamento através da ferrovia Norte Sul dando acesso ao porto de São Luis e Belém. Outra questão que está no horizonte são as obras de ampliação do canal do Panamá que permitirão navios com capacidade de até 150 mil toneladas de carga, sendo que o escoamento pelo Amazonas é limitado na região de sua foz, permitindo em geral navios da ordem de 50 mil toneladas, ou agora alguns graneleiros de minérios especialmente projetados com cargas de até 75 mil toneladas.
    Os portos de São Luis e do Pecém (Ceará) tem condições de calado de até 18 metros, permitindo no caso de São Luis a operação de navios hoje com capacidade de 400 mil toneladas.
    Creio que isso deve servir de reflexão que as oportunidades são limitadas no tempo, para que sejam utilizadas no seu tempo permitindo a geração de benefícios e infraestrutura que quando houver alguma redução relativa de sua competividade, a realidade já permita outros direcionamentos. Um exemplo que eu faço, um paralelo, é o seguinte: o Pará já exportou calçados para os Estados Unidos, calçados manufaturados. Quando a industrialização no século XIX se implantou naquele pais com toda força, a demanda passou a ser apenas de borracha para que lá fosse industrializado. Se à época houvesse condições para implantar a industrialização no Pará também (e entendo que haviam recursos para isso dando os grandes lucros da exportação), teria iniciado outra história. E com a indústria, quando viesse a geração seguinte dos calçados baseada no plástico, caberia adaptar-se também a essa nova realidade.

  • Caro Jeso

    Santarém era a 1a. opção … passou a ser a 4a. …
    Vila do Conde – Porto de Santana – Miritituba estão tomando e irão tomar mais espaço … A fila andou.

  • Caro Jeso, a título de corroboração, a queda na exportação começou a acontecer de novembro/2012, quando não houve atracação de navios conteineiros para operação de exportação.
    A situação se agravou, em razão da crise na Europa e com o alto custo da praticagem, elevando consideravelmente o frete da carga. Por essa razão, os exportadores locais, passaram a mandar suas cargas de balsas, para o porto de Belém e Vila do Conde.
    No mês de janeiro/2013, também não tivemos navios no porto. O Armador, no dia 13.01. se reuniu com os exportadores, operador portuário C. D. P. e os orgãos intervenientes, no Hotel Barão Center em Santarém, para em uma ação conjunta, solucionar o problema, pois o exportador alega que mesmo levando a sua carga de balsa para exportar por Belém, o custo é menor do que o embarque no porto local. Em contra partida, o armador alega que para trazer um navio para pegar menos de 200 conteineres, (Teus) inviabiliza a operação pelo alto custo da praticagem. Setenta e Cinco Mil Dolares, para trazer o navio do Porto de Santana, (Macapá) ao porto de Santarém.
    Em fevereiro, os navios voltaram a operar em Santarém, fazendo a operação de exportação.

    Manoel N. de Souza Filho
    Aposan

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