Jogo de apostas está na mentalidade brasileira 

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Jogo de apostas está na mentalidade brasileira 
O jogo do bicho: jogo de azar criado dentro do zoológico. Foto: Reprodução

Jogos de apostas podem ser considerados um dos mais antigos tipos de lazer. O sentido de jogos de azar é apostar dinheiro em alguma probabilidade, testando a sorte, e em caso de palpite certo receber mais dinheiro. É um desejo inerente a seres humanos no geral.

O estado tinha relações diferentes com esse setor. Tem países onde essa área é proibida e têm onde é totalmente legal. No caso do Brasil, os jogos de azar foram legais nas décadas de 1920-1930, depois por muitas décadas foram proibidos, apesar de continuar a ser praticado.

A situação tem mudado recentemente, as apostas esportivas foram regulamentadas no final de 2023, incluindo o estabelecimento das regras de uso do serviço e arrecadação de impostos. Está para chegar a regulamentação para licenças de casas de apostas.

Até o momento, as casas que funcionam legalmente no Brasil possuem licenças estrangeiras (de países onde essas atividades são legais). Já tem 134 empresas que mostraram interesse em adquirir essas licenças no Brasil. O número de plataformas de apostas que operam no Brasil é muito alto.

A maioria das casas procura oferecer várias promoções para seus clientes, como bônus de boas-vindas grátis, freebet, e outros tipos. Existe a expectativa de que o setor de apostas ainda não chegou ao seu patamar. No momento, o Brasil já está ocupando o terceiro lugar entre países que apostam mais. A legalização pode trazer para esse mercado mais desenvolvimento.

Podemos destacar que jogos como cassinos, bingo ou jogo do bicho ainda não estão legalizados no Brasil. Se esses jogos forem permitidos, será um setor muito grande a ser explorado. O jogo do bicho é uma criação originalmente brasileira e tem uma história muito peculiar.  

Sobre jogo do bicho 

Em 1892, o Jardim Zoológico no Rio de Janeiro se encontrava com dificuldades financeiras. Para resolver esse problema, o dono do estabelecimento, barão João Batista Viana Drummond, teve uma ideia criativa de organizar um sorteio para visitantes.

Funcionava da seguinte maneira: cada pessoa que comprava ingresso, ganhava junto uma gravura com a figurinha de um bicho, no total tinham 25 bichos. No final do dia, sorteavam uma das gravuras de dentro da caixinha onde estavam guardadas e os visitantes que tinham essa mesma gravura de bicho ganhavam um prêmio no valor de 20 vezes o ingresso do parque.

A ideia foi muito além do que o barão esperava. O jogo foi para o povo e logo começou a ser praticado “em cada esquina”.

Em 1895, o jogo do bicho foi proibido, o que não afetou a sua popularidade. Por algumas décadas os organizadores do jogo, os “bicheiros”, conseguiram praticar sem muitas consequências legais. O dinheiro movimentado crescia e alguns conseguiram construir grandes negócios.

Em 1946, o jogo do bicho se tornou crime. Os negócios de bicheiros envolviam vários tipos de crimes, além do jogo por si e o Estado tinha muita dificuldade de lidar com isso.

Com o passar do tempo, as paixões em torno dos impérios de bicheiros se acalmaram. E o jogo do bicho continua, principalmente na forma online.  

As menções sobre o jogo do bicho são possíveis encontrar na literatura, arte e cultura popular. Alguns estudiosos pensam que o jogo do bicho faz parte da identidade brasileira junto com futebol e carnaval.

Podemos mencionar um fato interessante, a primeira obra que foi registrada para proteger direitos autorais, foram as imagens com animais do jogo do bicho.


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