Hoje foi um teste importante e verificou-se que o povo pode ser consultado rapidamente de forma eficiente e econômica.
Ricardo Lewandowski, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sobre o plebiscito realizado ontem (11) no Pará.
Hoje foi um teste importante e verificou-se que o povo pode ser consultado rapidamente de forma eficiente e econômica.
Ricardo Lewandowski, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sobre o plebiscito realizado ontem (11) no Pará.
MEU REPÚDIO A ESSE SENHOR QUE NO PLEBISCITO DA CRIAÇÃO DE NOVOS ESTADOS AUTORIZOU A PARTE CONTRARIA DO ESTADO VOTAR,
NESSE CASO BELÉM COM 3 VEZES MAIS O NÚMERO DE HABITANTES QUE AS REGIÕES A SE EMANCIPAREM.
ECONÔMICA ?
FORAM 19 MILHÕES DE REAIS SÓ NO ESTADO DO PARÁ.
Além da preocupação – legítima – do presidente do TSE quanto a agilidade do processo e a relação custo benefício, ele e os demais integrantes desta e de outras cortes do Judiciário, assim como a próprio Legislativo, deveriam refletir sobre a legitimidade de um resultado para o qual já de início foi criado uma enorme vantegem para um dos lados, uma vez que os partidários do Não contavam com mais de 60% dos eleitores, e ainda tiveram o dobro de tempo na propaganda eleitoral uma vez que para cada programa alusivo ao sim havia um programa defendendo o não.
Além do mais, caso o Sim fosse o vencedor, ainda teria este resultado de ser submetidos a tantas outras barreiras, que na prática de pouco servia a “vontade” que a população expressasse nas urnas, com excessão se esta vontade ratificasse o que já está posto. Portanto, consultar para que?
O presidente do TSE não vai dizer uma palavra sobre isso, é quase evidente. Mas espero que alguém mais abalizado neste campo possa fazer uma reflexão aprofundada.