
No próximo dia 3 de abril, a praça Tiradentes, em Santarém (PA), será palco da 41ª edição da Paixão de Cristo, o maior espetáculo teatral do oeste do paraense. O novo entrevistado da TV JC é João Carlos Miranda, engenheiro civil e produtor cultural que detém o recorde de longevidade no papel principal: há 11 anos ele encarna Jesus Cristo.
À TV JC, João Carlos revelou os desafios de interpretar uma figura que mexe com a fé do público e os detalhes de uma produção que envolve mais de 200 pessoas.
Uma vida dedicada ao teatro comunitário
João Carlos não caiu no papel de paraquedas. Sua história se confunde com a da própria encenação. Filho de atores que se conheceram no grupo teatral, ele estreou nos palcos aos 5 anos de idade, interpretando justamente Jesus quando criança.
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“A paixão de Cristo é como uma escola. Começamos como crianças da comunidade, passamos a apóstolos e, com o tempo e desempenho técnico, chegamos aos papéis de destaque”, explicou o ator, reforçando que a escolha não é por parentesco, mas por mérito artístico.
O desafio de emocionar e inovar
Interpretar Jesus exige mais do que decorar falas; exige conexão emocional. Segundo João Carlos, o espetáculo de 2026 trará nuances diferentes, abordando temas contemporâneos como questões ambientais e sociais dentro da narrativa bíblica.
“A história é a mesma, mas o texto muda. Esse ano, focamos em trazer a mensagem do Evangelho para a nossa realidade”, afirmou. Ele destaca que a responsabilidade é grande diante de um público estimado em 5 mil pessoas: “Você tem que fazer bem feito, tem que passar a verdade”.
Bastidores e sucessão no palco
Com 34 anos, João Carlos brinca com o fato de já ter ultrapassado a “idade de Cristo” (33 anos) e admite que o fim do seu ciclo no papel principal pode estar próximo. Ele revelou o desejo de experimentar o “outro lado” da história em futuras edições.
“Seria um grande desafio fazer um dos vilões, como Herodes, Pilatos ou até Judas”, confessou. Atualmente, ele divide o palco com a própria mãe, Vânia Rego, que interpreta Maria, o que exige um controle rigoroso das emoções para manter o profissionalismo durante as cenas mais fortes.
“Não explicamos, vivemos”
Para o ator, a longevidade no papel trouxe um amadurecimento pessoal profundo. Ele descreve a encenação como uma engrenagem complexa que envolve cerca 100 pessoas no elenco e outras 100 no apoio logístico. “Cada ano é uma vivência diferente. O calor das pessoas e a mudança interna que o papel provoca são únicos. A gente não explica a Paixão de Cristo, a gente vive”, concluiu.
Assista à entrevista completa
Entrevista: João Carlos Miranda e os 11 anos de Paixão de Cristo
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